Here comes the Sun!


Negociadores robôs ameaçam estabilidade dos mercados?

Negociação automatizada

“A coisa é simples assim: Os seres humanos não podem competir em velocidade.”

Quem afirma é John Coates, que há 10 anos era um negociante de ações em Wall Street.

Hoje, ele é um neurocientista da Universidade de Cambridge, e passa os dias monitorando os hormônios dos corretores e investidores para tentar descobrir a velocidade de seus movimentos de compra e venda.

“Existem testes simples que você pode fazer: quando você vê uma luz verde, você clica no mouse. O mais rápido que você pode fazer fica entre 100 e 120 milissegundos. Qualquer processamento cognitivo básico, descobrir coisas, por exemplo, pode levar de 200 a 300 milissegundos,” diz ele.

O problema é que, nos mercados de ações e no mercado financeiro, as negociações estão sendo fechadas em 10 milissegundos.

E os negócios não estão sendo fechados por nenhum super-homem, mas pelo que se conhece no jargão do mercado como “caixas” (boxes), uma abreviação de caixas-pretas, que nada mais são do que programas de computador, negociantes automatizados, ou corretores-robôs.

O que está tirando os humanos do páreo é que esses programas de negociação automatizada são, no mínimo, 10 vezes mais rápidos do que os humanos.

Foi por isso que Coates saiu do mercado: “Não dá para competir.”

Com tanta velocidade, as corretoras agora ganham dinheiro raspando uma margem de lucro mínima em volumes de negócios inimaginavelmente grandes, comprando e vendendo rapidamente para ganhar uma fração de centavo em cada negociação.

Ações à velocidade da luz

Há poucos anos, quando se falava em bolsas de valores, as imagens dos noticiários mostravam homens aos berros, segurando pelo menos dois telefones, em um cenário que diferia pouco de uma arena de gladiadores.

Hoje, tudo o que se vê são salas limpas, cheias de telas e letreiros de sinalização – enigmaticamente, sem ninguém por perto prestando atenção em nada.

O fato é que as negociações financeiras sofreram uma revolução informatizante – toda a ação real mudou-se para o ciberespaço.

A Bolsa de Valores de Nova Iorque, por exemplo, tem hoje uma área de quatro hectares repleta de servidores, cada um rodando milhares de programas, ou corretores-robôs.

Se forem contados os servidores das corretoras que colocam as ordens, a área é equivalente a uma pequena cidade – povoada por robôs informatizados.

Assim, em lugar de negociantes experientes, o que há agora são algoritmos especializados – os algoritmos são a alma, a mente e o cérebro dos robôs negociantes.

E nem tente contratar um robô da concorrência – a negociação informatizada é um mundo inerentemente secreto.

As corretoras mantêm a sete chaves suas estratégias de negociação, cifradas em linguagens de computador.

“Nos velhos tempos, 10 anos atrás, uma mesa de negociantes de ações teria entre 80 e 100 corretores humanos em um banco de investimento. Hoje há talvez oito deles,” diz Remco Lenterman, diretor da corretora IMC, na Holanda.

E esses oito restantes não negociam, eles apenas monitoram o trabalho dos robôs.

Gráfico mostrando um mini-flash crash das ações da Google em Abril deste ano. [Imagem: Nanex]

Gráfico mostrando um mini-flash crash das ações da Google em Abril deste ano. [Imagem: Nanex]

Flash Crash

Há, no entanto, um lado sombrio nesta corrida para fechar negócios em frações de segundo.

Afinal, programas de computador são programas de computador – eles podem conter bugs, ou podem travar.

E as pessoas que os monitoram podem sair para tomar um cafezinho ou ir ao banheiro, e, mesmo se virem o problema na hora, não conseguirão cancelar o programa antes que ele gere alguns milhares de ordens indevidas.

Há cerca de um ano, a empresa financeira de alta tecnologia Knight Capital quase foi à falência por um algoritmo que saiu dos trilhos, acumulando mais de US$440 milhões de perdas em apenas 45 minutos – antes que um operador humano apertasse Ctrl-Alt-Del.

Talvez o incidente mais famoso tenha sido o Flash Crash, que ocorreu às 14h25 do dia 6 de Maio de 2010, em Nova Iorque, fazendo lembrar o Crash real, ocorrido em 1929.

Em poucos minutos, a Bolsa de Valores de Nova Iorque desabou e, em seguida, assim como caiu, repentinamente recuperou-se novamente. Os preços das ações de algumas empresas, como da consultoria Accenture, caíram para uma fração acima de zero, enquanto cada ação da Apple subiu para US$100.000.

A apuração durou meses, sem que ninguém conseguisse explicar o que tinha dado errado.

A investigação oficial afirmou que a quebra tinha sido desencadeada por uma única ordem, colocada por uma grande instituição, utilizando uma “estratégia de negociação algorítmica” – provavelmente uma rotina recursiva, que chama a si própria em determinada situação.

Mas o que tornou as coisas ruins de vez foi o que se chamou de “efeito batata quente”: no meio da confusão, um por um os corretores-robôs tentaram se livrar dos papéis em queda, e os computadores da bolsa de valores não conseguiram lidar com a quantidade de transações.

Robôs sem ética

Mas o episódio está longe de ser um exemplo isolado.

Eric Hunsader, da empresa de análise de dados NANEX, diz que versões em miniatura do Flash Crash acontecem em ações individuais várias vezes por dia.

E ele alega que muito do que ocorre é manipulação direta – algo como robôs negociantes sem ética.

Ele gerou gráficos que retratam o comportamento dos mercados conforme os corretores automatizados tentam superar um ao outro gerando e cancelando rapidamente milhares de ordens por segundo.

“Nós permitimos que as pessoas com conexões mais rápidas coloquem e retirem propostas ou lances mais rápido do que a velocidade da luz poderia fornecer essa informação aos outros participantes do mercado,” diz ele.

“Francamente, para a autoridade regulamentadora, é um grande problema tentar pinçar dados que potencialmente poderiam ser abusivos,” disse Martin Wheatley, chefe da recém-criada Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido.

Assim, quando você ouvir um especialista falando sobre a racionalidade dos mercados, talvez seja melhor duvidar da racionalidade do especialista.

NASA testa foguete que decola e pousa de volta

Extraído do sítio Inovação Tecnológica, em 20.08.2013

As futuras naves espaciais da NASA poderão ser impulsionadas por zumbis, ou melhor, por “xumbis”.

O nome de batismo deste novo foguete é Xombie, uma derivação do inglês zombie.

Esta categoria de foguetes é conhecida como VTVL (vertical take-off, vertical landing), pela sua capacidade de decolar, manobrar e pousar verticalmente.

Apesar de serem promissores e apresentarem várias vantagens, os foguetes que decolam e conseguem pousar de volta não têm sido muito utilizados na exploração espacial.

Na realidade, eles só foram usados uma única vez.

O módulo de pouso da Apolo, que levou os astronautas da órbita para a superfície da Lua, e de lá de volta para o espaço, foi o único VTVL usado em uma missão da NASA.

Algoritmos de correção de curso

Outros foguetes VTVL foram desenvolvidos e testados na Terra, mas seus algoritmos de orientação datam da era Apolo.

Por isso a NASA está usando o foguete Xombie, desenvolvido pela Masten Space Systems, para testar novos algoritmos, que devem reduzir o consumo de combustível e permitir missões para uma maior variedade de destinos.

O último teste do foguete simulou uma correção de curso de voo durante um pouso em Marte.

Os algoritmos do foguete foram capazes de desviá-lo de um ponto de pouso incorreto – tentar descer sobre uma pedra, por exemplo – e fazê-lo pousar com segurança.

O Xombie não é o único foguete VTVL subindo e descendo para testar o conceito.

A SpaceX continua a testar seu Grasshopper, que alcançou até agora uma altitude de 325 metros e também já demonstrou suas habilidades de correção de curso.

Slingatron pretende arremessar cargas ao espaço sem foguete

 
Extraído do sítio Inovação Tecnológica, em 23.08.2013

A ideia é construir um protótipo do slingatron para impulsionar um objeto de 100 gramas a uma velocidade de um quilômetro por segundo. [Imagem: HyperV]

A ideia é construir um protótipo do slingatron para impulsionar um objeto de 100 gramas a uma velocidade de um quilômetro por segundo. [Imagem: HyperV]

Arremesso espacialO nome lembra os melhores projetos da ficção científica: Slingatron.

Em português seria algo como “atiratrônica”, já que sling é o termo em inglês para funda, o tipo de atiradeira que Davi teria usado para derrotar Golias.

A empresa emergente HyperV Technologies está propondo demonstrar que essa tecnologia pode substituir os foguetes, impulsionando objetos diretamente para o espaço.

Para isso, ela está pedindo dinheiro, através de uma campanha no site de arrecadações Kickstarter.

A ideia é construir um protótipo do slingatron para impulsionar um objeto de 100 gramas a uma velocidade de um quilômetro por segundo.

A empresa garante que seu último protótipo, de 2 metros de altura, acelerou um objeto de 230 gramas a 100 metros por segundo (100 m s-1).

Se conseguir o dinheiro com o público, o objetivo é construir um slingatron de 5 metros de diâmetro para gerar velocidades 10 vezes maiores, abrindo caminho para um slingatron de tamanho prático, capaz de lançar cargas a 11 km-1 – rápido o suficiente para que a carga entre em órbita.

Os criadores da HiperV acreditam que o conceito será muito mais barato do que lançamentos de foguetes convencionais, apesar de só ser apropriado para cargas não-humanas, que possam resistir a uma aceleração equivalente a 60.000 g.

Uma versão prática da funda espacial seria colocada em uma torre móvel, permitindo fazer a mira para colocar o objeto na órbita correta. [Imagem: HyperV]

Uma versão prática da funda espacial seria colocada em uma torre móvel, permitindo fazer a mira para colocar o objeto na órbita correta. [Imagem: HyperV]

Atiradeira espacialO slingatron é baseado em uma antiga arma conhecida como funda, que consiste em uma corda dobrada, no centro da qual é posto o objeto a ser arremessado. A pessoa gira a corda com a carga em torno da cabeça com frequência cada vez maior, soltando uma de suas extremidades para fazer o arremesso.

No slingatron, a corda é substituída por uma pista em espiral que gira a uma frequência constante. Quando um objeto é posto no centro, ele segue pela pista seguindo um raio crescente, indo mais e mais rápido conforme vai para a borda.

Quanto maior for o raio final – e maior a frequência de rotação – mais rápido o objeto vai voar quando sair pela extremidade da pista.

Dennis Bushnell, cientista-chefe do Centro de Pesquisa Langley, da NASA, comentou a ideia para o site Physicsworld.

Segundo ele, um estudo feita pela NASA há menos de 10 anos concluiu que os slingatrons seriam “a abordagem tipo ‘arma’ mais interessante” em termos de custo e capacidade para lançar cargas ao espaço.

“Vale a pena um estudo mais aprofundado e sério”, disse ele. “[Mas] se a HyperV tem bolsos fundos o suficiente para arcar com isso é algo ainda por ser demonstrado,” concluiu.

Ela não tem, já que apelou para uma campanha pública. Mas a NASA também parece não ter, já que não alocou nada para a pesquisa, mesmo considerando-a a opção mais promissora.

A esperança para tirar a prova, então, está com o público.

Brasileiros encontram irmã gêmea mais velha do Sol

Extraído do sítio Inovação Tecnológica, em 29.08.2013
 

Batize uma estrela

Uma equipe internacional, liderada por astrônomos brasileiros, utilizou o telescópio VLT, no Chile, para identificar e estudar a estrela gêmea do Sol mais velha conhecida até agora.

Situada a 250 anos-luz de distância da Terra, a estrela HIP 102152 é mais parecida com o Sol do que qualquer outra do mesmo tipo – tirando o fato de ser cerca de quatro bilhões de anos mais velha.

Mais velha, mas quase idêntica, esta gêmea do Sol traz a possibilidade de ver como será a nossa estrela quando envelhecer.

As novas observações fornecem também uma primeira ligação clara entre a idade de uma estrela e o seu conteúdo em lítio – importante para a teoria do Big Bang -, além de sugerir que a HIP 102152 possui planetas rochosos do tipo terrestre na sua órbita.

O Instituto de Astronomia da USP realizará um concurso cultural, chamado “Conte a história do gêmeo do Sol”, para dar um nome à HIP 102152. As inscrições podem ser feitas até 1º de outubro, no site http://www.iag.usp.br/astronomia/gemeosolar, que também apresenta o regulamento do concurso.

O nome escolhido será informal, pois a denominação HIP 102152 é estabelecida por um código adotado em catálogos internacionais.

Gêmea do Sol

Os astrônomos observam o Sol com telescópios há apenas 400 anos – uma pequeníssima fração da idade do Sol, que tem mais de bilhões de anos.

Assim, é muito difícil estudar a história e a evolução futura da nossa estrela. Uma maneira mais prática consiste em procurar estrelas raras que sejam quase exatamente iguais à nossa, mas que estejam em diferentes fases da sua vida.

Daí a importância da identificação dessa estrela que é essencialmente uma gêmea idêntica do nosso Sol, mas 4 bilhões de anos mais velha.

“Há décadas que os astrônomos procuram estrelas gêmeas do Sol, de modo a conhecer melhor a nossa própria estrela, que é responsável por toda a vida em nosso planeta. No entanto, têm sido encontradas muito poucas, desde que a primeira foi descoberta em 1997. Mas agora obtivemos espectros de soberba qualidade com o VLT e pudemos assim examinar detalhadamente gêmeas solares com extrema precisão, e saber se o Sol é especial,” explica Jorge Melendez, da Universidade de São Paulo, líder da equipe.

O estudo é tão importante que os astrônomos têm categorias chamadas “gêmeas solares”, “análogas solares” e “estrelas do tipo solar”, que classificam as estrelas de acordo com a sua semelhante com o nosso Sol.

As gêmeas solares são as mais parecidas ao Sol, já que têm massas, temperaturas e abundâncias de elementos químicos muito similares. As gêmeas solares são raras, mas as outras classes, onde as semelhanças são menores, são muito mais comuns.

A equipe estudou duas gêmeas solares – uma que se pensou ser mais jovem que o Sol (18 Scorpii) e outra que se esperava que fosse mais velha (HIP 102152).

Estudar a composição química e outras propriedades destas estrelas, descobriu-se que a HIP 102152, situada na constelação do Capricórnio, é a gêmea solar mais velha conhecida até agora.

Estima-se que ela tenha 8,2 bilhões de anos de idade, comparada com os 4,6 bilhões de anos do nosso Sol. Por outro lado confirmou-se que a 18 Scorpii é mais nova que o Sol – tem cerca de 2,9 bilhões de anos de idade.

Lítio nas estrelas

A equipe fez já outra descoberta importante ao estudar a estrela gêmea do Sol.

“Uma das coisas que queríamos saber era se o Sol tem uma composição química típica”, diz Melendez. “E, mais importante ainda, porque é que tem uma quantidade de lítio tão estranhamente baixa”.

O lítio, o terceiro elemento da tabela periódica, foi criado durante o Big Bang, ao mesmo tempo que o hidrogênio e o hélio. Os astrônomos ponderam há anos porque é que algumas estrelas têm menos lítio que outras.

Com as novas observações da HIP 102152, deu-se um grande passo em direção à resolução deste mistério ao descobrir-se uma forte correlação entre a idade de uma estrela como o Sol e o seu conteúdo em lítio.

O nosso Sol tem atualmente apenas 1% do conteúdo em lítio que estava presente na matéria a partir da qual se formou. A investigação de estrelas gêmeas do Sol mais novas, apontava para o fato destas irmãs mais jovens terem uma quantidade significativamente maior de lítio, mas até agora os cientistas não tinham conseguido demonstrar a existência de uma correlação clara entre a idade e o conteúdo em lítio.

“Descobrimos que a HIP 102152 tem níveis muito baixos de lítio, o que demonstra claramente, e pela primeira vez, que as gêmeas solares mais velhas têm efetivamente menos lítio do que o nosso Sol ou estrelas gêmeas solares mais novas. Podemos agora ter a certeza que as estrelas, à medida que envelhecem, destroem de algum modo o seu lítio,” disse TalaWanda Monroe, também da Universidade de São Paulo.

Planetas rochosos

O último ponto desta história é que a HIP 102152 tem um padrão de composição química sutilmente diferente da maioria das outras gêmeas solares, mas semelhante ao Sol.

Ambas mostram uma deficiência dos elementos que são abundantes em meteoritos e na Terra, o que é uma evidência forte no sentido da HIP 102152 poder albergar planetas rochosos do tipo terrestre.

Se uma estrela contém menos elementos do que os que encontramos normalmente em corpos rochosos, esta é uma indicação de que possivelmente alberga planetas rochosos do tipo terrestre porque estes planetas capturam e estes elementos quando se formam a partir do enorme disco que rodeia a estrela.

A sugestão de que a HIP 102152 pode abrigar tais planetas é reforçada pela monitorização da velocidade radial desta estrela com o espectrógrafo HARPS do ESO, que indica que, no interior da zona habitável da estrela, não existem planetas gigantes.

Este fato permitiria a existência de potenciais planetas do tipo terrestre em torno da HIP 102152. Em sistemas com planetas gigantes próximo da estrela progenitora, as hipóteses de encontrar planetas do tipo terrestres são muito menores, já que estes pequenos corpos rochosos são perturbados e desfeitos por efeito da gravidade dos planetas gigantes.

Sonda Voyager 1 é o primeiro veículo espacial a sair do sistema solar

 
 Extraído do sítio do Correio Braziliense, em 12.09.2013
 

“Agora que temos novas informações-chave, acreditamos que este é um salto histórico em direção ao espaço interestelar”, disse um cientista do projeto Voyager

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A sonda Voyager 1 saiu oficialmente do sistema solar e explora uma região obscura e fria da galáxia, anunciou a Nasa nesta quinta-feira (12/9) sobre o pioneiro veículo de testes lançado em 1977.

“Agora que temos novas informações-chave, acreditamos que este é um salto histórico em direção ao espaço interestelar”, disse Ed Stone, cientista do projeto Voyager, com sede no Instituto Tecnológico da Califórnia, em Pasadena.

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Novas análises de densidade de plasma no entorno da nave se revelaram conformes às que foram encontradas na região interestelar e previstas nos modelos, afirmaram os cientistas da Universidade de Iowa, entre os quais está Don Gurnett, que publicaram seu estudo no site da revista americana Science.

Segundo esses astrofísicos, a Voyager, que está a mais de 18 bilhões de quilômetros do Sol, saiu da heliopausa, região fronteiriça do Sistema Solar, e entrou no frio e na escuridão do espaço interestelar por volta de 25 de agosto de 2012.

“Demos pulos de surpresa quando comprovamos essas oscilações em nossos dados, já que mostravam que a nave estava em uma área totalmente nova, de acordo com o que se pode esperar do espaço interestelar, e totalmente diferente da heliosfera”, explicou Don Gurnett.

Este momento histórico tão aguardado gerou polêmicas nos últimos meses. Dois estudos publicados este ano, o último deles em agosto, e baseados em outros dados, tinham concluído que a sonda tinha deixado o Sistema Solar no ano passado, mas a Nasa avaliou que não eram conclusivos.

Lançada a primeira cápsula espacial privada

Extraído do sítio da RTP Notícias, em 18.09.2013
 

A primeira cápsula espacial privada foi lançada esta tarde com destino à Estação Espacial Internacional, anunciou a NASA. Na sua viagem inaugural em missão de demonstração, a nave comercial Cygnus, da parceira comercial da NASA, Orbital Sciences, transportou apenas carga.

A Cygnus foi levada para órbita a bordo do foguetão de dois andares Antares da Orbital Sciences, lançado cerca das 14h58 GMT a partir do centro de voos de Wallops, perto da costa da Virgínia.

Já em órbita, a Cygnus separou-se do Antares e abriu duas velas solares usadas para recarregar as baterias da cápsula, num processo que durou 20 minutos.

A cápsula automática viaja agora em órbita a uma velocidade de 17,500 mph.

A acoplagem da Cygnus com a Estação Espacial Internacional (EEI) está prevista para domingo 22 de setembro, com o percurso da cápsula a ser acompanhado a partir do centro de operações na Terra.

Durante o vôo serão realizados diversos testes aos sistemas da Cygnus, até ser dada autorização para aproximação e acoplagem à EEI.

A cápsula da Orbital Sciences transporta 589 Kg de carga, incluindo alimentos e roupa para a tripulação da Expedição 37 atualmente a bordo da EEI.

Serão os astronautas a comandar a acoplagem final da Cygnus com a EEI, capturando a cápsula através do braço robótico.

Foguete com comida e roupas decola dos EUA rumo à Estação Espacial

Extraído do sítio do G1, em 18.09.2013

Veículo lançador partiu na tarde desta quarta-feira, de base da Nasa.
Nave de carga Cygnus leva também chocolates frescos para astronauta.

Foguete Antares decolou na tarde desta quarta-feira (18) (Foto: NASA/Bill Ingalls/AP)

Foguete Antares decolou na tarde desta quarta-feira (18) (Foto: NASA/Bill Ingalls/AP)

Decolou no início da tarde desta quarta-feira (18) o foguete Antares, que leva para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) a nave de carga Cygnus, da empresa privada Orbital Sciences Corporation.

A decolagem ocorreu na Ilha Wallops, na Virgínia, onde funciona uma base da Agência espacial americana (Nasa, na sigla em inglês).

A cápsula leva a bordo comida e roupas, e tem previsão de chegar à ISS no próximo domingo (22).

Os astronautas que estão na estação espacial estão ansiosos pela chegada no reforço de estoque. Um deles, a americana Karen Nyberg, escreveu em seu Twitter que está ansiosa pela chegada do carregamento, que leva, especialmente para ela, chocolates frescos.

Outra imagem mostra diferente ângulo da decolatem do foguete Antares (Foto: Steve Helber/AP)

Outra imagem mostra diferente ângulo da decolatem do foguete Antares (Foto: Steve Helber/AP)

Nave russa Soyuz é preparada para levar astronautas à Estação Espacial

Extraído do sítio do G1, em 17.09.2013

Dois russos e um americano devem decolar do Cazaquistão no dia 26.
Nesta quarta (18), cargueiro americano vai levar mantimentos à ISS.

Funcionária do cosmódromo russo de Baikonur, no Cazaquistão, aplica adesivos das bandeiras da Rússia e dos EUA no bico da nave Soyuz TMA-10M, nesta terça (17); ao lado, os últimos preparativos (Foto: STR/AFP)

Funcionária do cosmódromo russo de Baikonur, no Cazaquistão, aplica adesivos das bandeiras da Rússia e dos EUA no bico da nave Soyuz TMA-10M, nesta terça (17); ao lado, os últimos preparativos (Foto: STR/AFP)

Funcionários do cosmódromo russo de Baikonur, no Cazaquistão, finalizam os procedimentos para decolagem da nave Soyuz TMA-10M no dia 26. A missão rumo à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) levará os astronautas Michael Hopkins, dos EUA, e Oleg Kotov e Sergei Ryazansky, da Rússia.

Os três farão parte da Expedição 37 da ISS e se juntarão à americana Karen Nyberg, ao italiano Luca Parmitano e ao russo Fyodor Yurchikhin, todos engenheiros de voo, que estão na estação desde o dia 14 de maio. Yurchikhin assumiu o controle da ISS após a volta do comandante russo Pavel Vinogradov, no dia 11.

Na imagem acima, uma funcionária do cosmódromo de Baikonur é vista aplicando adesivos das bandeiras da Rússia e dos EUA no bico da nave Soyuz. Desde que os ônibus da agência espacial americana (Nasa) foram aposentados, em 2011, os EUA têm contado com a Rússia para levar tripulantes e mantimentos à ISS.

Para esta quarta-feira (18), nos EUA, também está previsto o lançamento do foguete Antares com a nave de carga Cygnus, da empresa privada Orbital Sciences Corporation, rumo à Estação Espacial.

A decolagem será feita da Ilha Wallops, na Virgínia, e estava prevista inicialmente para esta terça (17). Por conta de problemas de comunicação entre o centro de controle e o foguete, o lançamento foi adiado em um dia. O cargueiro levará mantimentos e equipamentos aos astronautas.

Astronauta americano Michael Hopkins, que irá à ISS no dia 26, participou de treinamento no cosmódromo de Baikonur no sábado (14) (Foto: STR/AFP)

Astronauta americano Michael Hopkins, que irá à ISS no dia 26, participou de treinamento no cosmódromo de Baikonur no sábado (14) (Foto: STR/AFP)

Foguete Antares com a nave de carga Cygnus é visto nesta terça-feira (17) em base de lançamento na Ilha Wallops, Virgínia (Foto: Bill Ingalls/Nasa/AFP)

Foguete Antares com a nave de carga Cygnus é visto nesta terça-feira (17) em base de lançamento na Ilha Wallops, Virgínia (Foto: Bill Ingalls/Nasa/AFP)

Foto da Nasa mostra ‘sapo intrometido’ em lançamento de sonda

Extraído do sítio do G1, 12.09.2013
 

Imagem foi registrada durante lançamento de capsula robótica.
Agência confirmou presença inusitada de anfíbio.

Durante o lançamento de uma capsula robótica que orbitará na Lua, um sapo “intrometido” se tornou sensação ao aparecer por acidente em uma das fotos da decolagem, ao ser arremessado pela força do foguete.

A imagem, postada no site da Nasa, a agência espacial americana, teve a autenticidade confirmada e divulgada no site da organização, de acordo com o jornal “New York Daily News”.

A sonda chamada Explorador de Atmosfera e Ambiente de Pó Lunar (Ladee, na sigla em inglês) tem o tamanho de um automóvel compacto, e pesa 383 kg. O lançamento ocorreu no estado de Virgínia.

Não há informações se o sapo teria sobrevivido à decolagem.

Sapo 'intrometido' foi flagrado durante lançamento de cápsula da NASA para estudo lunar (Foto: Reuters/NASA Wallops Flight Facility/Chris Perry)

Sapo ‘intrometido’ foi flagrado durante lançamento de cápsula da NASA para estudo lunar (Foto: Reuters/NASA Wallops Flight Facility/Chris Perry)

Ciência sem Fronteiras vai oferecer 300 bolsas na área espacial

 
Extraído do sítio do G1, em 25.07.2013
 

Há bolsas para graduação sanduíche, pós e pesquisa.
Edital deve ser lançado em breve, segundo presidente do CNPq.

O programa federal Ciência sem Fronteiras (CsF) vai oferecer 300 bolsas de estudo para interessados em estudar cursos na área espacial em diversas modalidades, desde graduação sanduíche a pós-doutorado.Do total de bolsas, 150 serão destinadas a brasileiros e 150 para pesquisadores estrangeiros que quiserem atuar em instituições de ensino e pesquisa do Brasil.O anúncio foi feito nesta quarta-feira (24) pelo presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), Glaucius Oliva, em encontro com bolsistas do programa, durante a 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece até sexta-feira (26), na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife.Poderão se candidatar estudantes das áreas de engenharia, física, matemática e afins, além de subáreas do conhecimento vinculadas à indústria aeroespacial.As bolsas serão distribuídas da seguinte forma: 40 para graduação sanduíche; 10 para doutorado pleno; 20 para doutorado sanduíche; 30 para pós-doutorado no exterior; 90 para a atração de jovens talentos; 40 para pesquisador visitante; 70 para o desenvolvimento tecnológico e inovação no exterior (35 para pesquisadores juniores e 35 para seniores).Segundo o presidente do CNPq, o edital deve ser lançado em breve.

Astronautas se fotografam durante caminhada espacial

Extraído do sítio do G1, em 17.07.2013

Água no capacete do astronauta Luca Parmitano atrapalhou a missão.
Caminhada foi interrompida depois de uma hora e meia.

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Fotos divulgadas nesta quarta-feira (17) pela Nasa mostram retratos feitos por astronautas durante caminhada espacial, com o objetivo de preparar a estação para a chegada de um módulo de ciência russo ainda este ano.

Chris Cassidy, astronauta americano, fotografou o italiano Luca Parmitano. Os dois trabalhariam por 6 horas, mas, depois de uma hora e meia, a caminhada foi cancelada porqueuma quantidade de água se acumulou no capacete de Parmitano.

O líquido, que atrapalhou a missão e estragou o sistema de comunicação do astronauta, pode ter vindo da bolsa de água potável ou do sistema de refrigeração do traje espacial.

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Lixo espacial pode colocar em risco as comunicações na Terra, alerta ONU

Os mais perigosos são fragmentos de foguetes e mísseis maires de 10cm.
Satélites de telecomunicações podem ser atingidos e prejudicar o serviço.

Extraído do sítio G1, em 06.07.2013
 

As conexões telefônicas internacionais, os sinais de televisão e alguns serviços de internet dependem necessariamente do uso de satélites que, devido à enorme quantidade de lixo espacial que orbita ao redor da Terra, se encontraram ameaçados.

Especialistas das Nações Unidas (ONU) e da a agência espacial americana, Nasa, já fizeram diversos alertas sobre o crescente perigo do lixo espacial, inclusive para a vida dos astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

“O lixo espacial é um perigo para todos nossos sistemas de funcionamento por satélite”, explicou a diretora do Escritório das Nações Unidas para o Espaço Exterior, a astrofísica Mazlan Othman.

De acordo com Mazlan, “tudo que sobe ao espaço no final se transforma em lixo, o que gera um grande problema, ainda mais com as colisões de satélites que costumam deixar muito lixo no espaço”.

Carcaça de foguetes, satélites abandonados e, inclusive, lixo procedente de mísseis orbitam ao redor da Terra em grande velocidade de cerca de sete quilômetros por segundo, o que também ameaça o futuro da exploração espacial.

No total, há 500 mil resíduos espaciais de diversos tamanhos no espaço, embora somente 20 mil sejam considerados os mais perigosos, ou seja, com pelo menos dez centímetros.

“Se a humanidade deixasse de enviar artefatos ao espaço, o problema continuaria aumentando, já que as peças continuam se chocando e se multiplicando”, lamentou Mazlan.

Uma só colisão entre dois satélites ou grandes pedaços de carcaças podem gerar milhares de pequenas peças, cada uma delas capaz de destruir outros artefatos espaciais.

Até o momento não existe nenhuma tecnologia capaz de limpar o espaço desta ameaça, enquanto a única coisa que pode ser feita neste aspecto é fazer com que os lançamentos espaciais sejam mais limpos.

“O que podemos fazer é encorajar todos os países a tomarem medidas para minimizar a emissão de lixo espacial, já que, às vezes, não é possível evitá-la, mas sim minimizá-la”, disse a especialista.

Segundo a astrofísica, “a tecnologia citada ainda não foi desenvolvida e poderia ser muito cara”. E completa: “Não sabemos ainda como vamos eliminar este lixo e nem onde poderíamos armazená-los caso eles descessem à Terra”.

Previsão do tempo em risco
Os satélites que fornecem os sistemas de localização global – como o americano GPS, o europeu Galileu e o russo Glonass – e os de previsões meteorológicas, entre outros, também correm o mesmo perigo.

Neste aspecto, os fragmentos menores são tão perigosos quanto os grandes, tendo em vista que os mesmos se deslocam com mais velocidade e porque são mais difíceis de serem localizados antes do impacto.

“Esse lixo é muito difícil de ser detectado e pode ser muito prejudicial, mesmo sendo fragmentos muito pequenos, porque se movimentam a uma velocidade de aproximadamente sete quilômetros por segundo”, explicou à Efe Lindley Johnson, diretor do Programa de Objetos Próximos à Terra da Nasa.

Nos últimos anos, os astronautas da ISS tiveram que buscar várias vezes refúgio nas naves Soyuz, que são acopladas a ela, pelo perigo da proximidade de um fragmento de lixo espacial de grande porte.

O lixo espacial também representa um risco para o trabalho dos astronautas no exterior de suas naves, já que qualquer impacto de lixo espacial, inclusive de fragmentos pequenos, poderia afetar os seus trajes pressurizados, um fato que teria trágicos resultados.

Johnson acredita que, por enquanto, a única coisa que pode ser feita é ‘tratar que os lançamentos espaciais sejam mais limpos’, com uma tecnologia capaz de reter os componentes físicos que costumam se desprender durante a subida das naves espaciais.

O especialista da Nasa assegura que existem vários projetos privados em andamento que buscam capturar esses resíduos.

“Primeiro é preciso eliminar as peças maiores, como os corpos de projéteis e os satélites que deixaram de funcionar”, ressaltou Johnson, embora ainda não exista uma data fixa sobre quando esta tecnologia poderá ser utilizada de forma prática.

Em 2007, a China destruiu com um míssil seu satélite climatológico Fengyun 1C, o que gerou uma nuvem de milhares de fragmentos perigosos, sendo que um deles colidiu com um satélite russo no início deste ano.

Em maio, o nanossatélite Pegaso, o primeiro fabricado no Equador e que foi lançado em abril, se chocou com um fragmento de um foguete soviético de 1985 e, desde então, não teve seu sinal recuperado.

Fontes ligadas à ONU, que pediram para se manterem em anonimato, dizem que uma solução para este crescente problema deve ser alcançada com urgência, dado que potências emergentes, como China e Índia, têm ambiciosos projetos espaciais, um fato que poderia multiplicar a quantidade de lixo em órbita e suas consequências.

Segundo as previsões da Agência Espacial Europeia, o lixo espacial triplicará nos próximos 20 anos.

Astronauta em órbita dá aula ‘espacial’ a estudantes chineses

Extraído do sítio BBC Brasil, 20.06.2013

A astronauta Wang Yaping, segunda mulher chinesa a viajar para o espaço, deu uma aula a estudantes de uma escola em Pequim a mais de 300 quilômetros de distância da Terra.

A bordo do laboratório espacial Tiangong-1, que atualmente está atracado em órbita à nave Shenzhou, ela mostrou como brinquedos, objetos e até mesmo a água se comportam em gravidade zero.

Em uma transmissão ao vivo, ela deu a primeira “aula espacial” da história do país, que se orgulha de sua quinta missão tripulada ao espaço, que deve acabar entre 25 e 26 de junho.

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Segunda mulher chinesa em órbita, Wang Yaping deu uma aula no espaço

Wang usou diferentes experimentos para demonstrar os conceitos de peso e massa no espaço.

Em um momento, ela mostrou como as balanças tradicionais não funcionam no espaço. Em outro, para mostrar como os objetos se movem no ambiente de microgravidade do espaço, ela pediu a um colega que a movesse 90 graus, e depois 180 graus.

Cerca de 330 alunos assistiram à aula na escola em Pequim, tendo a oportunidade de fazer perguntas para a astronauta. No entanto, o Ministério da Educação chinês estima que outros 60 milhões de alunos e professores ao redor do país também tenham assistido à aula da astronauta.

Respondendo a uma das crianças da escola, Wang descreveu o que via do espaço.

“As estrelas que vemos são muito mais brilhantes, mas elas não piscam. O céu que vemos não é azul, e sim preto. E todo dia nós vemos o sol nascer 16 vezes porque circulamos a Terra a cada 90 minutos”, disse.

Astrônomos descobrem novo padrão no fim da vida de algumas estrelas

Notícia extraído do sítio Terra

Aglomerado globular NGC 6752 Foto: ESO / Divulgação
Aglomerado globular NGC 6752 Foto: ESO / Divulgação

Novas observações de um enorme aglomerado estelar, obtidas com o VLT (Very Large Telescope, em inglês, ou Telescópio Muito Grande, em português) do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), mostraram que, ao contrário do que se esperava, a maioria das estrelas estudadas como o Sol não perdeu sua atmosfera para o espaço ao final das suas vidas. Até então, os astrônomos esperavam que isso ocorresse.

Uma equipe internacional descobriu que a quantidade de sódio presente nas estrelas permite prever de modo muito preciso como é que estes objetos terminarão as suas vidas. E o modo como as estrelas evoluem e terminam suas vidas foi durante muitos anos um processo considerado bem compreendido. Modelos computacionais detalhados preveem que estrelas com massa semelhante à do Sol passem por uma fase no final das suas vidas, o chamado ramo assintótico das gigantes ou AGB (sigla do inglês para asymptotic giant branch). Nesta fase ocorre uma queima final de combustível nuclear, e grande parte da massa das estrelas é perdida na forma de gás e poeira.

Este material expelido é depois utilizado para formar uma nova geração de estrelas, sendo este ciclo de perda de massa e renascimento vital para explicar a evolução química do Universo. Este processo fornece também o material necessário à formação de planetas – e contém ainda os ingredientes necessários à vida orgânica.

No entanto, o australiano Simon Campbell, da Monash University Centre for Astrophysics de Melbourne, Austrália, especialista em teorias estelares, descobriu em artigos científicos antigos indícios importantes de que algumas estrelas poderiam de algum modo não seguir estas regras, pulando completamente a fase AGB. “Para um cientista de modelos estelares, estas hipóteses pareciam loucas! Todas as estrelas passam pela fase AGB, de acordo com os nossos modelos. Eu verifiquei e tornei a verificar todos os estudos antigos sobre o assunto, e acabei por concluir que este fato não tinha sido estudado com o rigor necessário. Por isso, decidi eu mesmo investigar o assunto, apesar de ter pouca experiência observacional”, explica.

Campbell e a sua equipe utilizaram o Very Large Telescope do ESO para estudar com muito cuidado a radiação emitida pelas estrelas do aglomerado estelar globular NGC 6752, situado na constelação austral do Pavão. Esta enorme bola de estrelas antigas contém uma primeira geração de estrelas e uma segunda formada pouco tempo depois. As duas gerações conseguem distinguir-se pela quantidade de sódio que contêm – algo que pode ser medido graças à qualidade extremamente elevada dos dados do VLT.

“O FLAMES, o espectrógrafo multi-objeto de alta resolução montado no VLT, era o único instrumento capaz de obter dados de 130 estrelas ao mesmo tempo, e com a qualidade suficiente. Com este instrumento pudemos também observar uma grande parte do aglomerado globular de uma só vez”, acrescenta Campbell.

Os resultados surpreenderam os pesquisadores. Todas as estrelas AGB do estudo eram da primeira geração, com níveis de sódio baixos, e nenhuma das estrelas da segunda geração, com níveis mais altos de sódio, tinha se tornado numa AGB. Um total de 70% das estrelas não estava nesta fase final de queima nuclear com consequente perda de massa.

“Parece que as estrelas precisam de uma ‘dieta’ pobre em sódio para que possam atingir a fase AGB no final das suas vidas. Esta observação é importante por várias razões. Estas estrelas são as mais brilhantes nos aglomerados globulares – por isso, haverá 70% menos destas estrelas tão brilhantes do que a teoria prevê. O que significa também que os nossos modelos estelares estão incompletos e devem ser corrigidos!”, conclui Campbell.

A equipe espera que sejam encontrados resultados semelhantes para outros aglomerados estelares e está planejando mais observações.

Projeto com satélite leva alunos de escola municipal brasileira a EUA e Japão

Extraído do sítio BBC Brasil, 29.05.2013

Estudantes da Escola Municipal Tancredo Almeida Neves, de Ubatuba, litoral norte de São Paulo, estão de malas prontas.

Nesta quarta-feira eles embarcam para o Japão para participar do Simpósio Internacional de Ciência e Tecnologia Espacial, patrocinado pela Agência Espacial Japonesa.

Há dois anos, depois de ver um artigo em uma revista de ciências dizendo que era possível construir um satélite e mandá-lo para o espaço com cerca de R$ 14 mil, o professor de matemática Candido Osvaldo de Moura decidiu iniciar um projeto de construção de satélite com os alunos do 6º ano.

Assim nasceu o projeto UbatubaSat, que transformou os estudantes brasileiros, de acordo com a empresa que vendeu o satélite, nas pessoas mais jovens do mundo a terem se envolvido em um projeto espacial.

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Ciência virou horizonte de crianças em uma cidade dominada pelo turismo e a pesca

O objetivo era despertar nos estudantes o interesse pelas áreas de tecnologia e ciências, e ajudar a suprir a carência de profissionais nessas áreas no Brasil.

Nasa

Além de já ter conquistado vários estudantes que agora decidiram seguir carreira em áreas de engenharia, o projeto já levou os alunos para conhecer os Estados Unidos, onde visitaram a Nasa (agência espacial americana), e agora, ao próximo destino – o Japão. Eles escreveram um artigo sobre a influência do projeto em jovens de Ubatuba, e o material foi aceito pelo simpósio.

Com a ajuda dos governos municipal e federal e as passagens compradas pela Unesco (braço da ONU para a educação), 12 estudantes e quatro professores representarão o Brasil no congresso espacial do Japão.

Para o prefeito de Ubatuba, Mauricio Maromizato, o projeto ajuda a disseminar a cultura na tecnologia em um região muito marcada apenas por atividades turísticas e pesqueiras, onde “a juventude nunca teve outros horizontes.”

Como parte de projeto, alunos e professores receberam treinamento no Instituto Espacial de Pesquisa Espacial (Inpe). De acordo com Antonio Ferreira de Brito, técnico eletrônico de desenvolvimento de hardware, “esta foi a primeira vez que o instituto forneceu treinamento para crianças desta idade”.

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Brasileiros são descritos como os mais jovens a participar de um programa espacial

Padre ortodoxo abençoa nave espacial que será lançada nesta semana

Extraído do sítio Globo, 27.05.2013

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Um padre da igreja ortodoxa abençoou a nave russa Soyuz TMA-09M, na maior  base de lançamento de foguetes do mundo, na cidade de Baikonur, no Cazaquistão,  nesta segunda-feira. A nave será lançada na quarta-feira, dia 29 de maio, com  três astronautas a bordo.

A TMA-09M seguirá em direção à Estação Espacial Internacional. A nave será  comandada pelo russo Fyodor Yurchikhin. Viajarão também o italiano Luca  Parmitano, da Agência Espacial Europeia, e a americana Karen Nyberg, da NASA. Os  três devem ficar na estação espacial até novembro.

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Sol emite três potentes erupções em 24h e interfere na radiocomunicação

 
Extraído do sítio do Correio Braziliense, 15.05.2013
 

Erupções registraram a mais intensa atividade deste ano na segunda-feira (13/5)

Washington - O sol lançou três potentes erupções em menos de 24 horas, alcançando assim a atividade mais intensa este ano e provocando interrupções limitadas nas radiocomunicações de alta frequência.

As três erupções observadas na segunda e na terça-feira pertencem à categoria X, o tipo mais intenso destes fenômenos. São as primeiras do tipo este ano, segundo a Nasa. “Esta é a erupção do tipo X mais forte de 2013 até o momento, superando em força os dois tipos de erupções X ocorridas nas últimas 24 horas”, afirmou a Nasa em alusão a uma erupção que alcançou seu ápice às 23h11 de segunda-feira, horário de Brasília.

As erupções lançaram ondas de radiação solar, conhecidas como ejeção de massa coronal (CME). A última viajou particularmente rápido, a uma velocidade aproximada de 2.253 quilômetros por segundo, informou a Nasa.

A agência espacial americana afirma que as CMEs fundidas produzirão uma nuvem ionizadas produzirão uma nuvem de material solar que “poderia afetar a passagem dos satélites STEREO-B e Epoxi”, os observatórios espaciais que orbitam a Terra para vigiar as tempestades solares e a passagem dos cometas. “Os operadores da missão notificaram os operadores. Se for necessário, os operadores podem colocar os dispositivos espaciais em um modo de segurança para proteger os instrumentos do material solar”, afirmou a Nasa.

Os especialistas afirmam que o aumento da atividade solar é comum agora mesmo porque o sol está em uma fase de início de um novo ciclo de atividade de 11 anos que se espera alcançar seu ponto máximo em 2013. O sol vive alternativamente ciclos de 11 anos de atividade e calma. Segundo os especialistas em clima espacial, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, esperam-se erupções solares mais fortes nos próximos dias. Embora os CMEs enviam radiações potentes, a Terra está protegida pelo seu campo magnético.

A atividade solar pode interromper momentaneamente os sinais de GPS e dos satélites de comunicação, mas a maioria das pessoas não perceberá estes efeitos em sua vida cotidiana. A primeira erupção de classe X deste ciclo solar ocorreu em fevereiro de 2011 e a mais potente desde agosto de 2011.

Astronauta grava cover de Space Oddity, de David Bowie… na Estação Espacial Internacional. Assista

Extraído do sítio de Veja, 13.05.2013

O canadense Chris Hadfield,  comandante da ISS nos últimos três meses, protagonizou o primeiro videoclipe filmado no espaço

Som espacial: O astronauta canadense Chris Hadfield, sucesso no YouTube, faz uma cover de Space Oddity, de David Bowie, para se despedir da Estação Espacial Internacional (Reprodução/YouTube)

Som espacial: O astronauta canadense Chris Hadfield, sucesso no YouTube, faz uma cover de Space Oddity, de David Bowie, para se despedir da Estação Espacial Internacional (Reprodução/YouTube)

Produtores de videoclipes, morram de inveja. Um cantor amador canadense de 53 anos que usa bigode é o autor do primeiro videoclipe feito… no espaço.

Atual comandante da Estação Espacial Internacional, Chris Hadfield usou a gravidade zero e a vista espetacular da estação que orbita a 400 quilômetros da Terra para gravar um cover de Space Oddity, famosa música do cantor inglês David Bowie, lançada em 1969. O tema da música é bem apropriado: uma missão espacial. O vocal e a execução do violão são do próprio Hadfield, que não tem a patente de major como o personagem da música, mas de coronel.

O clipe foi publicado neste domingo à tarde, nas contas do comandante no YouTube, no Facebook e no Twitter. “Com todo o respeito ao gênio de David Bowie, aqui vai Space Oddity, gravada na ISS. Um último vislumbre do mundo”, escreveu. O canadense já havia publicado outros vídeos registrados em gravidade zero que viraram hits.

A homenagem a David Bowie deve ser a última brincadeira de Chris Hadfield na estação. Depois de 18 semanas no espaço, o compatriota de Céline Dion e Justin Bieber deve começar a retornar à Terra nesta segunda-feira, a bordo de uma nave russa Soyuz. Sua chegada está prevista para a terça-feira, no Cazaquistão.

Nasa flagra explosão solar ocorrida nesta quarta-feira; veja vídeo

Extraído do sítio G1, em 02.05.2013
 

A agência espacial americana (Nasa) divulgou o vídeo de uma explosão solar que ocorreu no dia 1º de maio.

A gravação foi feita por instrumentos do Observatório Solar Dinâmico (SDO), que utilizaram luz ultravioleta extrema.
De acordo com a agência, esse tipo de ejeção de massa coronal, nome técnico dado às explosões, disparam bilhões de toneladas de partículas no espaço, que podem viajar a grandes velocidades.

Quando vem em direção à Terra, as partículas podem gerar tempestades geomagnéticas que, dependendo da intensidade, podem afetar sistemas de telecomunicações do planeta e até redes de distribuição de energia elétrica. No entanto, a explosão registrada nesta semana não segue em direção ao nosso planeta.

Explosão solar foi registrada por instrumentos da Nasa na última quarta-feira (1º) (Foto: Divulgação/Nasa/SDO)

Explosão solar foi registrada por instrumentos da Nasa na última quarta-feira (1º) (Foto: Divulgação/Nasa/SDO)

Canadá lançará nota de $5 ´espacial´

Info Online, 02.05.2013
 
nota-astronauta-20130502174912São Paulo – O Banco Central do Canadá lançará em novembro uma nota de $5 que homenageará o espaço. O astronauta Chris Hadfield, a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), foi quem apresentou a novidade.O Canadá usará a nota de $5 como um tributo às contribuições do país ao desenvolvimento espacial. Entre elas está a construção da Estação Shuttle e a Estação Espacial Internacional.

A cédula trará a imagem do Sir Wilfrid Laurier, Primeiro Ministro do Canadá entre 1896 e 1911, imagens do Canadarm2 e Dextre, um robô usado em missões espaciais. Além disso, as novas notas serão feitas de um plástico reciclável.

Popular nas redes sociais, Hadfield é o comandante da Expedição 35. O astronauta assumiu a liderança da estação em março de 2013 até maio. A atual tripulação da ISS, a Expedição 35, é composta por outros astronautas. Roman Romanenko, Tom Marshburn, Alexander Misurkin, Pavel Vinogradov e Chris Cassidy também fazem parte do grupo.Durante a missão, Hadfield se tornou o primeiro homem a gravar uma música no espaço e costuma publicar muitas fotos da Terra. Em outros vídeos, Hadfield já explicou o que acontece ao chorar no espaço, como é comer e dormir na ISS.Veja a apresentação da nova nota abaixo:

‘Melhor que loteria’, diz brasileiro que ganhou viagem espacial em concurso

 
Extraído do sítio do G1, 24.04.2013
Estudante de Brasília venceu promoção de empresa aérea.
Ele já fez estágio na Nasa e é chamado de astronauta pelos amigos.

“Mãe, ganhei uma viagem para o espaço!” Assim o estudante brasiliense Pedro Henrique Doria Nehme, de 21 anos, anunciou no seu perfil do Facebook a notícia que recebeu nesta segunda-feira (22), após ao almoço, quando abriu seu e-mail e viu que era o vencedor de uma promoção internacional da companhia aérea KLM.

Pedro Doria Nehme em um museu espacial dos Estados Unidos (Foto: Arquivo pessoal)

Pedro Doria Nehme em um museu espacial dos Estados Unidos (Foto: Arquivo pessoal)

Pela promoção, batizada de “Space Flight”, ele ganhou uma vaga na nave Lynch, da Space Expedition Corporation (SXC), que anunciou que fará um voo comercial ao espaço no início do ano que vem. A viagem está sendo vendida por US$ 107 mil (cerca de R$ 223 mil).

Pedro, que estuda Engenharia Elétrica na UnB (Universidade de Brasília), tem tanto interesse na área espacial que é conhecido como “astronauta” entre os amigos. No ano passado, fez um estágio de nove meses em um centro da NASA, nos EUA. Hoje é estagiário da Agência Espacial Brasileira.

Seus conhecimentos do espaço, no entanto, não foram úteis para vencer o desafio, que consistia em adivinhar em que ponto iria parar um balão de alta altitude monitorado por câmeras e GPS. Os participantes precisavam dizer uma atitude, uma latitude e uma longitude, e as coordenadas que mais se aproximassem da realidade seriam as vencedoras.

“Se eu soubesse o tamanho do balão e a quantidade de gás hélio que tinha dentro, até poderia ajudar a calcular. Mas não deram nenhuma informação, por isso não tinha como”, disse Pedro ao G1.

Assim, ele “chutou” os números. E, coincidentemente, foi o palpite que mais se aproximou das coordenadas do balão. “Foi melhor do que ganhar na loteria”, afirmou.

Surpresa Diferentemente de muitos participantes que ficaram acompanhando ao vivo a divulgação do resultado da promoção, o estudante de Brasília tinha se esquecido da data e estava na defesa de mestrado de um amigo no momento em que foi divulgado que um brasileiro de primeiro nome Pedro tinha vencido.

Pedro no centro da Nasa onde fez estágio  (Foto: Arquivo pessoal)

Pedro no centro da Nasa onde fez estágio
(Foto: Arquivo pessoal)

Quando viu o e-mail da KLM informando que era o ganhador, ele demorou a acreditar. “Eu não esperava ganhar. Entrei no site, vi que era isso mesmo e foi uma loucura”, diz. Ele mandou um SMS para os amigos contando o que tinha acontecido. Eles também acharam, no início, que fosse brincadeira.

Além da viagem ao espaço, Pedro ganhou duas passagens aéreas para Curaçao, no Caribe, de onde sairá a nave, e a estadia para duas pessoas em um hotel de luxo. Ele ainda não sabe quem vai levar. “Não tive tempo de pensar em muita coisa ainda”, diz.

Pedro conta que participa atualmente de um projeto da UnB que simula uma missão espacial e vai lançar um minissatélite para o espaço em um balão no segundo semestre. “Eu falava que tinha inveja do balão porque ele ia para o espaço, e eu não”, diz, rindo. “Mas agora eu vou também”, completa.

Artefatos: Os pontos misteriosos nas imagens do telescópio Soho

Texto extraído do sítio Apolo11.

Além de monitora o Sol  24 horas por dia, o telescópio espacial Soho permite ver com bastante clareza os planetas e estrelas que cruzam seu campo de visão. Entretanto, algumas vezes as imagens surpreendem e apresentam objetos bem estranhos e misteriosos, que excitam facilmente a imaginação fértil dos observadores leigos.

Não é difícil encontrar, em uma imagem ou outra, quadrados pretos ou brancos tapando alguma região do Sol ou do espaço, assim como não é incomum notar a presença de grandes pontos luminosos ou longos traços cruzando o campo de visão do coronógrafo.

No primeiro caso, muitos observadores de primeira viagem juram de pés juntos que se trata de uma maquiagem da Nasa para esconder algum planeta, nave espacial ou meteoro em rota de colisão, cuja revelação da existência poderia causar pânico sem precedente nos habitantes da Terra. Os pontos brilhantes ou longos traços são frequentemente confundidos com planetas desconhecidos, cometas cruzando o Sol ou meteoros que não devem ser revelados à população.

Teoria da Conspiração
Antes de revelar o que são esses estranhos objetos, é importante informar que o satélite SOHO não pertence exclusivamente à Nasa. O telescópio é uma parceria entre a agência espacial americana e a ESA, a agência espacial europeia e conta com verbas de diversas universidades coligadas.

Portanto, se tivesse que esconder alguma coisa de alguém, a Nasa precisaria se juntar à ESA e às universidades, formando uma verdadeira quadrilha científica de milhares de pessoas que teriam objetivo de manter segredo das informações coletadas, o que seria praticamente impossível de ser feito dado o gigantesco número de pessoas envolvidas.

Quadrados
Os quadradinhos que aparecem frequentemente nas imagens do SOHO (e também em outros telescópios espaciais) são conhecidos como “artefatos artificiais” e são introduzidos nas imagens geralmente devido à corrupção ou perda de blocos dos pacotes digitais que formam a cena que é transmitida à Terra. Essas falhas podem ocorrer por inúmeros motivos, mas geralmente acontecem por interferências eletromagnéticas nas frequências de recepção, que geram ruídos que são interpretados como dados válidos, traduzidos na imagem na forma de quadradinhos.

Além de envia-las à Terra, o SOHO mantém em memória do tipo flash as imagens que foram transmitidas. Se for preciso os cientistas podem ordenar ao satélite que reenvie somente aquele pedaço que foi corrompido. Caso não seja solicitado, um processo de faxina de arquivos é realizado depois de alguns dias, liberando espaço para novas imagens. É por esse motivo que algumas cenas podem não apresentar mais os quadradinhos depois de alguns dias.

Pontos e Traços
Os pontos e traços brilhantes e aleatórios vistos nas imagens do SOHO são conhecidos como “artefatos naturais” e são criados quando partículas altamente carregadas vindas do espaço profundo atingem e sensibilizam os sensores do telescópio. Essas partículas são conhecidas como raios cósmicos e tem como origem as explosões estelares ocorridas há milhões de anos.

Na sua maioria, os raios cósmicos são formados por núcleos de hidrogênio e hélio, acelerados à velocidade próxima a da luz. Sua energia é tão alta que uma simples partícula pode ter 10 mil vezes mais energia que o feixe do LHC. Quando passam próximo ou atingem os elementos sensores do telescópio, produzem padrões geométricos de diferentes formatos, sendo os mais comuns os pontos ou traços.

Mais artefatos
Além dos elementos explicados acima, as imagens do telescópio SOHO também pode conter outros artefatos artificiais. Um deles é o traço que se vê quando os planetas muito brilhantes cruzam o coronógrafo do satélite. Esse traço é produzido pelo espalhamento da luz do planeta, que devido às imperfeições do sistema ótico se propagam para pixels vizinhos do sensor CCD, sensibilizando os elementos no sentido horizontal.

Os artefatos também são gerados durante o processo de compressão das imagens para o formato fotográfico JPG, que do contrário ficariam muito grandes para serem baixadas. Neste caso, o algoritimo suprime informações consideradas não importantes para a compreensão da cena o que gera uma espécie de ruído que podem aparecer na forma de pontos.

Como diferenciar?
Existem vários tipos de artefatos, naturais ou artificiais, que podem ser observados nas imagens do SOHO e que podem causar confusão aos menos avisados.

Uma forma de reconhecer os artefatos nas imagens é não se basear em apenas um frame enviado, mas em uma sequência de imagens. Na esmagadora maioria das vezes os erros só acontecem em um frame e não são observados no frame anterior ou posterior. Por isso, veja sempre as imagens animadas. Se o objeto só aparece em um frame, é quase certo que se trata de um artefato, natural ou artificial.

Objeto no satélite STEREO-A
Qualquer sistema de observação situado no espaço produz artefatos naturais ou artificiais, já que isso é uma característica do ambiente ou do sistema opto-eletrônico e também dos métodos envolvidos no processamento.

anomalia na imagem do satélite STEREO-A

Um dos artefatos mais conhecidos e que mais chama a atenção do público é aquele produzido pelo telescópio COR2, um dos cinco instrumentos que fazem parte do experimento SECCHI a bordo do satélite de observação solar STEREO-A.

O artefato lembra uma meia-lua e já foi confundido com planetas e naves ao redor da estrela.

Na realidade, esse artefato é um micro pedaço de fibra de carbono que está preso ao CCD (elemento sensor) do instrumento COR2 e que ali foi depositado em alguma fase da montagem do telescópio, mas que não foi removido durante o processo de limpeza antes de ser lançado ao espaço.

Segundo os envolvidos no projeto, o micro fragmento tem cerca de 1 milímetro de comprimento e apesar de estar fixo no CCD pode aparecer em outras posições da imagem. Isso acontece devido ao processamento das cenas, necessário para que o norte solar fique sempre para cima ou então durante as manobras de correção da posição da STEREO-A.

Novos cálculos colocam cometa muito perto da superfície marciana

Extraído do sítio Apollo 11, dia 15.04.2013

Após 185 dias de observação, pesquisadores do JPL, nos EUA, praticamente descartaram a colisão do cometa
C/2013 A1 contra o Planeta Vermelho em outubro, mas os cálculos mostram que a aproximação entre os dois será extremamente perigosa.

De acordo com os novos cálculos, a distância nominal de aproximação entre Marte e o cometa C/2013 A1 Siding Spring será de 112 mil km, prevista para acontecer em 19 de outubro de 2014 as 18h51 UTC (15h51 pelo horário de Brasília).

Se a distância nominal praticamente descarta o risco de impacto, uma segunda modelagem feita pelo próprio JPL, Laboratório de Propulsão a Jato, da Nasa, coloca o cometa a apenas 8 mil km da superfície marciana.

Para chegar aos novos valores, os cientistas usaram dados de 246 observações feitas entre outubro de 2012 e março de 2013, o que permitiu refinar ainda mais os números e desenhar melhor a orbita do cometa.

Com os novos dados, a probabilidade de impacto foi significativamente reduzida, com risco de colisão passando de 1 chance em 8 mil para 1 chance em 120 mil.

Mesmo com o risco de colisão diminuído, a simples passagem do cometa pela alta atmosfera marciana terá consequências imprevisíveis, uma vez que o planeta será mergulhado no interior da coma cometária, repleta principalmente de CO2 e outros gases que fatalmente serão injetados na tênue atmosfera do planeta.

Além disso, cometas são altamente instáveis ante a presença do Sol e até a data da aproximação novos elementos poderão fazer esses números mudarem ligeiramente.

A aproximação de C/2013 A1 ocorrerá durante o dia marciano e poderá ser vista aqui do Brasil com auxílio de telescópios assim que o Sol se pôr no dia 19 de outubro de 2014.

Será sem dúvida, um espetáculo e tanto.

Bons céus!

Missão da Nasa vai capturar asteroide e trazê-lo à órbita da Terra

Extraído do sítio Jornal Nacional, 12.04.2013
 
A missão é localizar um asteróide, próximo à órbita da Terra, e que seja relativamente pequeno: com sete metros de diâmetro e peso entre 500 e mil toneladas, no máximo.

A Agência Espacial Americana apresentou planos para uma missão ousada: capturar um asteróide e trazê-lo para a órbita da Terra.

Parece filme de ficção científica. Mas uma animação mostra um projeto que a Nasa pretende tornar realidade nos próximos dez anos.

A missão é localizar um asteroide, próximo à órbita da Terra, e que seja relativamente pequeno: com sete metros de diâmetro e peso entre 500 e mil toneladas, no máximo.

A espaçonave não-tripulada terá uma espécie de rede gigante, para capturar o asteróide e rebocá-lo até a órbita da Lua. Lá, astronautas poderão estudá-lo de perto. E até separar pedaços que serão enviados para a Terra.

E, claro, um plano tão grandioso não vai custar barato: deve sair pelo equivalente a R$ 5,2 bilhões. Confira o vídeo sobre a missão.

A Nasa explica que essa pesquisa é importante por vários motivos. Um deles é criar tecnologia que defenda a Terra, caso um asteróide entre em rota de colisão com o nosso planeta.

Justamente o que aconteceu em fevereiro, quando a explosão de um meteoro no céu, sobre a Rússia, deixou pelo menos 1.500 pessoas feridas.

Segundo a Nasa, o projeto vai desenvolver equipamentos que podem ajudar na primeira viagem do homem a Marte.

E pode ainda ser valioso para empresas de mineração. É que os asteróides são ricos em metais como ferro e níquel.

Denton Ebel é geólogo do Museu de História Natural de Nova York. Ele diz que este é o tipo de tecnologia que nós precisamos para proteger a vida no nosso planeta.

Davos 2013: extraterrestres, supercapacidades humanas, imortalidade

Extraído do sítio Rádio Voz da Rússia, 28.01.2013
 
On the eve of the 43rd World Economic Forum (WEF), in Davos
Para além de questões econômicas tradicionais, a agenda do Fórum Econômico Mundial em Davos inclui tais temas como utilização não controlada de tecnologias da engenharia genética, intervenção médica no cérebro humano, prolongamento artificial da vida humana, existência de civilizações extraterrestres. As discussões, preparadas com o apoio da revista Nature, são denominadas X-Fator e parecem mais com um cenário de filme de ficção científica.

Na opinião de cientistas, a humanidade terá em breve medicamentos capazes de provocar supercapacidades nos homens. Tanto que cientistas estão desenvolvendo atualmente remédios contra tais males como a doença de Alzheimer e a esquizofrenia, no futuro, provavelmente, poderão aparecer medicamentos que estimulem a atividade mental nas pessoas comuns.

Cientistas concordam que as supercapacidades humanas podem ser impulsionadas com a ajuda de engenhos eletrônicos altamente tecnológicos: as experiências mostraram que a atividade cerebral e a memória podem ser melhoradas com a ajuda de aparelhos eletrônicos implantados no organismo humano. Mas tal método é tecnologicamente complexo e é pouco provável que ele seja acessível para uma pessoa comum, diferentemente dos preparados médicos. Contudo, na opinião de cientistas, a neurobiologia alcançará um novo nível dentro de dez anos e sensores eletrônicos implantados no cérebro serão largamente divulgados. Pergunte-se contudo: será ético dividir a sociedade em aqueles que podem permitir-se melhorar a atividade cerebral e aqueles que não podem fazê-lo? Será possível vender livremente tais preparados e será necessária uma base legislativa para tal?

Outro tema de discussões é o aumento dos problemas ligados ao crescimento da duração da vida humana. Medicamentos de última geração permitiram prolongar em 35% a vida de pessoas. Este fator positivo é acompanhado de perdas financeiras relacionadas com pagamentos sociais e de superpopulação do planeta.

Segundo especialistas, a eutanásia é a única solução do problema, porque, graças ao desenvolvimento da medicina, mesmo as pessoas mais fracas e doentias podem viver até 90-100 anos, o que contraria a lei da natureza de que sobrevivem os mais fortes.

O tema mais extraordinário de discussões é a existência de civilizações extraterrestres. Os peritos do Fórum concordam que a humanidade poderá descobrir planetas habitadas em resultado da exploração do espaço e apela a que a comunidade mundial se prepare para um encontro com uma civilização extraterrestre e avalie as potenciais ameaças deste contato. Por outro lado, será necessário formar serviços especiais para descobrir civilizações extraterrestres que possam prevenir ameaças vindas do cosmos.

No entanto, como afirmam muitos peritos, a descoberta de uma razão extraterrestre não alterará muito a vida humana. Embora este seja um acontecimento sensacional, é pouco provável que ele influa imediatamente na vida humana. No entanto, a longo prazo, poderá mudar a consciência psicológica e filosófica das pessoas. Mesmo o descobrimento de um vestígio de vida num outro planeta provocará conversas sobre a possível existência da vida no universo, o que, por sua vez, irá frustrar os princípios da filosofia e da religião, consideram os peritos do Fórum.

Rússia apresenta nova nave espacial tripulada

Extraído de Voz da Rússia, 09.04.2013
 
Meteor shower lights up sky

A Rússia apresentará uma nave espacial tripulada de nova geração no salão aerospacial MAKS-2013, a realizar de 27 de agosto a 1 de setembro, em Moscou.

A nova nave será capaz de realizar vôos não só à EEI como também à Lua. Estão previstas várias modificações da nave, destinada a realizar vôos às órbitas circumterrestre e circumlunar, reparar e retirar da órbita satélites avariados e grandes fragmentos de lixo cósmico.

Cientistas encontram indícios de matéria escura no espaço

Extraído do sítio da Revista Veja, 03.04.2013
 

Dados coletados pelo Espectrômetro Magnético Alfa (AMS), instrumento utilizado para medir radiações cósmicas, podem indicar os primeiros sinais da existência de matéria negra

Espectrômetro Magnético Alfa (AMS), instalado na Estação Espacial Internacional (ISS), coleta informações sobre raios cósmicos (Divulgação)

Espectrômetro Magnético Alfa (AMS), instalado na Estação Espacial Internacional (ISS), coleta informações sobre raios cósmicos (Divulgação)

Os primeiros resultados fornecidos pelo Espectrômetro Magnético Alfa (AMS, na sigla em inglês), um instrumento científico que gira em torno da Terra a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), forneceram o que podem ser as primeiras evidências da existência da misteriosa matéria escura.

Correspondendo a cerca de um quarto do universo, a matéria escura não foi até o momento detectada diretamente, mas observada indiretamente através de sua interação com a matéria visível. As galáxias, por exemplo, não poderiam se movimentar da forma que o fazem e ter o formato que apresentam sem a existência dessa matéria.

Os dados coletados pelo AMS, o instrumento de física de partículas mais sensível já enviado ao espaço, parecem fornecer evidências de um novo fenômeno físico: uma abundância inexplicável de partículas de alta carga energética – no caso, elétrons e seus correspondentes da antimatéria, os pósitrons.

De acordo com a Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), dos 25 bilhões de eventos de raios cósmicos que o AMS estudou, um número muito alto, 6,8 bilhões, foi identificado como elétrons e pósitrons.

Os pesquisadores sugerem que a colisão de partículas de matéria escura, conhecida como “aniquilamento”, pode ter provocado esse fenômeno.

“Nos próximos meses, o AMS será capaz de nos dizer conclusivamente se estes pósitrons são um sinal da matéria escura, ou se têm outra origem”, afirmou o porta-voz do AMS, Samuel Ting, em comunicado. Este é o primeiro de muitos relatórios que são esperados do AMS.

Os primeiros indícios do excesso de antimatéria no fluxo de raios cósmicos foram observados há duas décadas, mas sua origem continua sendo um mistério.

Saiba mais

MATÉRIA ESCURA É invisível no espaço, pois não emite nem espalha luz ou radiação eletromagnética, mas a ciência infere sua existência pelo modo como a matéria visível se comporta no vácuo espacial.
Quando os cientistas observam a forma com que estrelas e as galáxias se movem, há algo inusitado. Segundo as leis da física, as estrelas, planetas e corpos de uma galáxia deveriam se movimentar mais lentamente à medida em que se afastam do centro dela. Mas isso não acontece na prática.
Para que as equações da física façam sentido, é preciso que exista alguma força empurrando o amontoado de poeira, gás, estrelas e planetas da periferia das galáxias em velocidades semelhantes a de corpos que estão mais próximos do núcleo. Essa força adicional é a matéria escura.

ESPECTRÔMETRO MAGNÉTICO ALFA (AMS) O AMS é um instrumento utilizado para medir a energia e velocidade de partículas no espaço, fenômeno conhecido como radiação cósmica. Ele é operado por uma equipe que reúne 16 países e está em órbita desde 2011, quando foi levado até  a ISS pelo ônibus espacial Endeavour.

Mutant Badlands é um jogo de suspense espacial para Facebook

Extraído do sítio TechTudo, 02.04.2013
 

Mutant Badlands é um jogo para Facebook que mistura aventura e RPG de estratégia. O game é inspirado na famosa série PCs e consoles: Fallout, e tem como principal atrativo o cenário futurista e pós-apocalíptico, onde o jogador deve sobreviver a ameaças aterrorizantes.

O principal atrativo do jogo é que ele não segue fórmulas já batidas de jogos sociais, já que seu multiplayer lembra muito o de um MMO, os RPGs online e massivos, com interações a todo o momento e um sistema de compartilhamento de informações em tempo real.

Na história, o jogador controla um personagem que acabou de sair de um abrigo, após a Terra ter sido atingida por um cometa. O desastre transformou o ambiente e tornou várias áreas em mortais territórios tóxicos, repletos de radiação, capazes de transformar uma pessoa.

Cabe ao personagem do jogador explorar este cenário e conseguir sobreviver, coletando armas, itens e informações que vão ajudar pelo caminho. Cada arma possui uma característica própria, como capacidade de munição, alcance e por aí vai. A estratégia é algo muito importante em Mutant Badlands.

China vai enviar segunda mulher ao espaço em 2013

Extraído do sítio da Revista Veja, 02.04.2013
 

Wang Yaping, tenente da Força Aérea chinesa, fará parte da tripulação da nave Shenzhou 10 e deve permanecer em órbita por 15 dias

A nave espacial Shenzhou 9, lançada em junho de 2012, levou a primeira mulher chinesa ao espaço (AFP)

A nave espacial Shenzhou 9, lançada em junho de 2012, levou a primeira mulher chinesa ao espaço (AFP)

A China enviará ao espaço ainda neste ano sua segunda mulher astronauta, Wang Yaping, na nave Shenzhou 10, de acordo com informações do site oficial do país. A missão, que deve ocorrer entre junho e agosto, vai durar 15 dias e será a quinta tripulada da corrida espacial chinesa.

Wang, tenente da Força Aérea, tem 35 anos, é natural da cidade de Yantai, na província de Shandong, casada e tem um filho. Ela vai embarcar junto com dois colegas homens na Shenzhou 10, que deve se acoplar, como sua predecessora, ao laboratório espacial chinês Tiangong I (‘Palacio do Paraíso I’). “Os três astronautas permanecerão em órbita por 15 dias, 12 dos quais passarão no interior do Tiangong I”, disse o chefe de design do Programa Espacial Tripulado, Zhou Jianping.

Os astronautas chineses realizaram o primeiro acoplamento de uma nave tripulada (a Shenzhou 9) em junho do ano passado, e ficaram dentro dela por dez dias. A tenente Wang foi uma das mulheres candidatas para tripular esta nave, mas quem acabou indo foi Liu Yang, que assim se transformou na primeira mulher chinesa a ir ao espaço.

Wang participou dos trabalhos de resgate durante o terremoto de Sichuan (no sudoeste), em 2008 – o mais grave em mais de três décadas na China e que causou 88.000 mortes e milhares de desaparecidos–, e pilotou um avião para modificar o clima durante as Olimpíadas de Pequim no mesmo ano. A missão precede as que terão como objetivo substituir o módulo Tiangong-I por uma estação espacial em 2020.

Pioneira – Liu Yang, a primeira chinesa a ir ao espaço, fez parte da tripulação da nave Shenzhou 9, que decolou em 16 de junho de 2012. O objetivo da missão era realizar a primeira acoplagem tripulada com o módulo-laboratório Tiangong I. A acoplagem aconteceu a 340 quilômetros de altura e a astronauta chinesa operou uma câmera manual que filmou o procedimento. Aos 33 anos de idade, Liu Yang voou acompanhada do comandante Jing Haipeng, de 46, e do engenheiro Liu Wang, de 42 anos.

Agência espacial da Rússia fará três lançamentos em abril

Diário da Rússia, 02.04.2013

A agência espacial russa Roskosmos planeja fazer três lançamentos a partir do Cosmódromo de Baikonur neste mês de abril, segundo informações publicadas no início desta semana no site oficial da instituição. No próximo dia 5, o foguete Proton-M deverá decolar da base no Cazaquistão para pôr em órbita o satélite de comunicações canadense Anik G1. O equipamento oferecerá serviços de comunicação no Canadá e em parte da América do Sul.

Duas semanas depois, em 19 de abril, será a vez do satélite científico russo Bion-M ir ao espaço, de onde conduzirá a pesquisa básica e aplicada em fisiologia, biologia e biotecnologia espaciais. Por fim, em 24 de abril, a nave de carga russa Progress M-19M partirá com destino à Estação Espacial Internacional (ISS) a bordo do foguete Soyuz-U.

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A Roskosmos continuará utilizando o Cosmódromo de Baikonur

Além destes lançamentos, será posto em órbita, com a participação da Roskosmos, o satélite de navegação russo Glonass-M, cujo lançamento acontecerá a partir do Cosmódromo de Plesetsk, no noroeste da Rússia.

O Primeiro-Vice-Primeiro-Ministro russo, Igor Shuvalov, visitou a base de Baikonur na sexta-feira, 29 de março, e negou que Rússia e Cazaquistão tenham qualquer desentendimento sobre a utilização do Cosmódromo. Ele confirmou toda a programação de lançamentos espaciais de 2013 e que, em 1º de setembro, os diretores das agenciais espaciais dos dois países se reunirão para definir a agenda para os anos de 2014 e 2015.

Astronauta presenteia colegas com ovos de Páscoa no espaço

Extraído do sítio Terra, 31.03.2013
 

Chris Hadfield disse que levou lembranças em segredo

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Nasa controla robô remotamente com ajuda da tecnologia Leap Motion

Extraído do sítio Olhar Direto, em 01.04.2013
 

Em uma aparição inesperada da Game Developers Conference, em São Francisco, Victor Luo, engenheiro de interface humana da Nasa, controlou remotamente um robô que estava em Passadena, a uma distância de mais de 600 quilômetros. Athlete, uma máquina de uma tonelada e seis pernas, foi movida remotamente com auxílio da tecnologia Leap Motion.

O Leap Motion consiste em um quadrado, capaz de captar os movimentos do usuário, como no Kinect. No entanto, a precisão da tecnologia é 200 vezes maior que a do sensor desenvolvido pela Microsoft. Além do Leap Motion, tudo o que o engenheiro precisou foi de um notebook e de uma conferência online no Goolge+ Hangout.

Jeff Norris, gerente da agência espacial, também estava presente na demonstração e comparou o teste com uma ferramenta conhecida pelos fãs de Star Trek. “Quero construir um futuro compartilhado com tele-imersão de exploração – com todos explorando o universo através de avatares robóticos, e não apenas olhando para números ou imagens em uma tela, mas utilizando um holodeck e aparecendo em mundos distantes”, disse.

A aparição de representantes da Nasa na GDC foi inspiradora para o futuro da exploração no espaço. A ideia é adaptar a técnica para analisar asteroides, planetas e a Lua à distância. Atualmente, ela enfrenta uma crise de falta de financiamentos e a crescente expansão da aviação espacial privada, que ameaça os investimentos que recebia do governo.

A agência batalha para recuperar sua imagem o grande público e o desenvolvimento de robôs junto aos gamers é mais uma tentativa de mostrar a importância da exploração espacial. A Nasa vem ajudando no desenvolvimento de títulos como Mars Rover Landing (Xbox 360), Moonbase Alpha e outros jogos que permitem o controle de mecanismos.

Treinadora de astronautas da NASA partilha testemunho na U.Porto

Extraído do sítio U. Porto, 01.04.2013
 

Mamta Patel Nagaraja, engenheira espacial da NASA, vai estar no próximo dia 8 de abril , na Faculdade de Ciências da U.Porto (FCUP), em Portugal, onde dará uma palestra sobre o universo da exploração espacial e no qual abordará, entre outras assuntos, o papel das mulheres no mundo da Ciência.

Com apenas 33 anos, mas já um longo percurso na NASA, Mamta Nagaraja tem-se dedicado à promoção do papel da mulher na Ciência. (Foto: DR)

Com apenas 33 anos, mas já um longo percurso na NASA, Mamta Nagaraja tem-se dedicado à promoção do papel da mulher na Ciência. (Foto: DR)

Aos 33 anos, Mamta Patel Nagaraja possui já um largo currículo dentro da agência espacial norte-americana. Com uma formação académica dividida entre a engenharia espacial e a engenharia biomédica, participa há vários anos no treino dos astronautas que operam nas missões do U.S. Space Shuttle e da Estação Espacial Internacional (EEI).  Trabalhou também no Centro de Controlo de Missões (Mission Control Center ) da NASA como controladora de voos para o sistema de comunições da EEI.Nos últimos anos, esta maratonista e praticante de lacrosse amadora tem-se dedicado de forma muito especial à promoção do papel da mulher no seio das várias áreas da Ciência. É nesse âmbito que coordena os programas Women@NASA e NASA Girls, e que lidera a Women in Aerospace (WIA), uma organização que tem como missão projetar a presença das mulheres na comunidade aeroespacial.

A estas facetas, Mamta Patel Nagaraja junta ainda o trabalho humanitário no âmbito do qual tem viajado um pouco por todo o mundo – especialmente pelos países em desenvolvimento – para falar sobre as suas experiências na NASA. Em 2011, recebeu a Exceptional Service Medal da NASA, em reconhecimento pelo trabalho desenvolvido na agência espacial.

É este percurso que, durante cerca de trinta minutos, a engenheira espacial da NASA terá a oportunidade de partilhar com a comunidade académica da U.Porto numa palestra organizada pela Embaixada dos Estados Unidos em Portugal. “Vou discutir essencialmente dois tópicos . O primeiro abordará a exploração especial no seu todo, desde a sua evolução histórica, passando pelo trabalho que é feito hoje pela EEI e ao nível da exploração robótica, até à discussão sobre o que será o futuro da avião espacial. O segundo tópico incide sobre os os efeitos biomédicos provocados no corpo humano pelo ambiente aeroespacial”, apresenta Mamta Nagaraja.

A sessão tem início marcado para as 14h30, no Auditório Ferreira da Silva da FCUP (Rua de Campo Alegre,  1021/1055, 4169-007 Porto). A entrada é livre, ainda que sujeita à lotação da sala.

Recursos sobre Astronomia

Extraído do sítio Khemis, http://khemis.webnode.com.br/fisica/astronomia/
 

Para quem curte estudar o céu!

Nosso sistema solar pode ser visitado numa espécie planetário web. O endereço é http://www.solarsystemscope.com/.

Ele é bem interativo. Clique num planeta para visitá-lo instantaneamente. Vale a pena conferir.

sistema

Sunaeon é outra opção. Demora a carregar mas é muito bonito.

Observe que no mês de maço poderemos ver dois cometas.

No momento, está visível o Pan-Starrs. Um pouco depois do pôr-do-sol, próximo da Lua. Olhe para onde o Sol se põe e procure por um objeto luminoso.A cauda dos cometas aponta sempre pro lado oposto de onde está o Sol. Sabes explicar o porquê?

Sonda espacial tentará desviar asteroide duplo

Extraído do sítio Inovação Tecnológica – 07.03.2013

O módulo AIM ficará assistindo à distância, enquanto o projétil DART atinge o irmão menor do asteroide binário Dídimo. [Imagem: ESA/AOES Medialab]

O módulo AIM ficará assistindo à distância, enquanto o projétil DART atinge o irmão menor do asteroide binário Dídimo. [Imagem: ESA/AOES Medialab]

A Agência Espacial Europeia (ESA) está se preparando para lançar uma sonda espacial cujo objetivo é tentar desviar a trajetória de um asteroide.A recente passagem do meteoro na Rússia, gerando destruição e causando ferimentos em centenas de pessoas, apressou vários estudos para o desenvolvimento de capacidades para tentar desviar esses objetos celestes.A ESA já vinha trabalhando com parceiros internacionais no desenvolvimento da missão, chamada AIDA – Asteroid Impact and Deflection Assessment (avaliação do impacto e deflexão de um asteroide, em tradução livre).E o grupo acaba de definir o alvo da missão: será um asteroide duplo chamado Didymos, ou Dídimo (gêmeo).O Dídimo é um binário, com dois asteroides girando um em torno do outro – o asteroide primário tem cerca de 800 metros de diâmetro, enquanto o satélite tem cerca de 150 metros.Alterando a órbita do asteroideA missão AIDA é um esforço internacional de baixo custo que enviará duas pequenas naves para interceptar o asteroide.Enquanto uma se destrói chocando-se contra o asteroide a uma velocidade de 6,25 km/s, a outra grava tudo para registrar os efeitos do choque.Um possível efeito seria uma alteração no giro orbital dos dois objetos.Isso ajudará os cientistas a calcular o impacto necessário para, no futuro, desviar um asteroide que ameace a Terra.As duas naves serão concebidas para trabalhar de forma independente e poderão atingir a maior parte dos seus objetivos sozinhas.A sonda de colisão chama-se DART (Double Asteroid Redirection Test, teste de redireção de um asteroide duplo) e está sendo projetada pelo Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.A sonda de monitoramento chama-se AIM (Asteroid Impact Monitor, monitor de impacto em um asteroide) e está sendo projetada pela ESA.Impacto do lixo espacial
Além de estudos sobre como desviar um asteroide, os cientistas vão aproveitar para estudar sua composição, com vistas a uma eventual mineração espacial futura. [Imagem: ESA/AOES Medialab]

Além de estudos sobre como desviar um asteroide, os cientistas vão aproveitar para estudar sua composição, com vistas a uma eventual mineração espacial futura. [Imagem: ESA/AOES Medialab]

O Dídimo não representa qualquer risco para o nosso planeta, mas ele se aproximará o suficiente para ser visível por telescópios de 1 a 2 metros de diâmetro na Terra, antes e depois do “ataque” da missão AIDA.A visão muito mais próxima, feita pelo AIM, fornecerá imagens muito precisas, permitindo a observação da dinâmica do impacto, bem como da cratera resultante, e ajudando na validação dos modelos teóricos.A energia libertada no impacto do AIDA, a vários quilômetros por segundo será semelhante à de um grande pedaço de lixo espacial atingindo um satélite de comunicações.Assim, a missão poderá ajudar também a modelar danos causados nas naves pelo lixo espacial.Em 2005, a sonda Impacto Profundo, da NASA, chocou-se com o cometa Tempel 1.Em 2011, a sonda Stardust fotografou a cratera, a primeira feita pelo homem em um corpo celeste.Segundas e terceiras intençõesNo início deste mês, a ESA pediu aos pesquisadores que propusessem experimentos que possam ser levados na missão ou feitos em terra, para aumentar o retorno científico da missão.”A AIDA não é só uma missão a um asteroide, também se destina a ser uma plataforma de pesquisa aberta a todos os tipos de utilizadores,” diz Andrés Gálvez, do grupo de estudos da ESA.”O projeto tem valor em muitas áreas,” concorda Andy Cheng, o responsável pelo módulo de impacto, “das ciências aplicadas e da exploração à utilização de recursos [minerais] dos asteroides.”As propostas de novos experimentos podem incluir qualquer coisa que esteja relacionada com impactos a hipervelocidade, ciências planetárias, defesa planetária, exploração humana ou inovação em operações espaciais.A missão planeja interceptar o Dídimo a uma distância de cerca de 11 milhões de quilômetros da Terra, o que deverá acontecer em 2022.Não estamos prontos para enfrentar um Impacto Profundo, concluem
cientistas

Em março, Telescópio espacial Herschel ficará ‘cego’

Extraído de BOL Notícias, 07.03.2013

O telescópio espacial da Agência Espacial Europeia (AEE) Herschel deve encerrar suas operações em março depois de conseguir reunir um vasto catálogo de imagens do espaço.

O Herschel será lembrado pelas imagens impressionantes de grandes panoramas de gás e poeira, mostrando nuvens e filamentos invisíveis a telescópios óticos como o Hubble.

O equipamento de 1 bilhão de euros emprega detectores especiais que precisam ser mantidos em temperaturas excepcionalmente baixas. Mas o gás hélio que move o refrigerador se esgotará em algumas semanas, o que deixará o telescópio ‘cego’.

Os cientistas estão correndo contra o tempo para tentar colher o máximo possível de imagens.

Com seus detectores infravermelhos, o Herschel conseguiu captar imagens inéditas e fornecer novas informações sobre locais e corpos celestes conhecidos e sobre processos de formação de estrelas e evolução das galáxias.

O Herschel tinha um espectrômetro capaz de decifrar a química de regiões do espaço.

Meteoro com 10 a 40 toneladas fez 1200 feridos na Rússia

Extraído de Público Comunicação Social S/A
 

Há danos materiais em seis cidades, segundo o Ministério do Interior. Vários meteoritos foram encontrados em terra. Não há relação com o asteróide que passa nesta sexta-feira perto da Terra.

Pelo menos 1200 pessoas ficaram feridas depois de um meteoro de 10 a 40 toneladas ter-se desintegrado na atmosfera, sobre a Rússia, despejando meteoritos na região de Cheliabinsk, a leste dos montes Urais.

Os habitantes de Cheliabinsk foram surpreendidos, cerca das 9h30 (3h30 em Lisboa), por um rasto incandescente a cruzar o céu, seguido de um intenso clarão. Uma grande explosão ouviu-se depois, partindo vidros, danificando coberturas e fazendo disparar os alarmes dos automóveis. Muitos dos feridos foram atingidos por estilhaços dos vidros.

A zona mais afectada fica perto da cidade de Cheliabinsk. O estado de emergência foi declarado em três distritos da região – Krasnoarmeisky, Korkinsky e Uvelsky. Entre os feridos contavam-se, segundo a agência Itar-Tass, mais de 200 crianças.

Num balanço apresentado ao princípio da noite, hora local, contavam-se 170 mil metros quadrados de vidros partidos, 2962 edifícios de apartamentos e 361 escolas danificadas. A principal prioridade do Governo era a de acalmar a populalão e reinstalar os vidros no menor espaço de tempo possível, dada as temperaturas polares que se sentem naquela região nesta altura.

Localizador-meteo

 

Uma fonte do Ministério do Interior russo citada pela AFP refere estragos materiais em seis cidades. A agência RIA Novosti diz que foram atingidas três regiões da Rússia e do vizinho Cazaquistão.

“Informações verificadas indicam que foi um meteoro que se incendiou quando se aproximou de Terra e se desintegrou em pequenas partes”, disse Elena Smirnykh, do Ministério das Situações de  Emergência, citada pela RIA Novosti. Segundo a agência espacial russa, Roscomos, deslocava-se à velocidade de 30 quilómetros por segundo.

Vários meteoritos terão atingido o solo.“Houve dezenas de fragmentos consideravelmente grandes, alguns dos quais chegaram ao solo”, disse o ministro russo das Situações de Emergência, Vladimir Puchkov, citado pelo agência. “Equipas especiais de cientistas estão no local a estudar estes fragmentos.”

Imagens mostram um círculo geometricamente talhado por um destes fragmentos que caiu sobre um lago congelado próximo da cidade de Chebakul.

O Governo diz que não há danos nas unidades militares existentes na região. Os prejuízos materiais terão sido provocados sobretudo pelas ondas de choque de uma explosão, audível em vários vídeos que captaram a ocorrência.

Testemunhas na cidade de Cheliabinsk ouvidas pela Reuters dizem ter visto, às primeiras horas da manhã, objectos brilhantes a caírem do céu. Ouviram estrondos, sentiram edifícios a abanar e os alarmes de carros dispararam na mesma altura. “Definitivamente não foi um avião [em queda]“, disse um responsável da protecção civil, ouvido pela agência Reuters, pouco depois da ocorrência.

No Youtube há diversos vídeos filmados a partir de carros em movimento que mostram claramente a passagem do meteoro, como um objecto muito luminoso, a grande velocidade, e que provoca um grande clarão, deixando um rasto de fumo à passagem. Num dos vídeos vê-se ainda o que parece ser a desintegração do meteoro em partículas mais pequenas.

Não há qualquer relação deste episódio com a passagem do asteróide DA14, que se aproxima nesta sexta-feira da Terra e poderá ser visto com binóculos. “Não há ligação com isso”, diz Rui Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa. O mais provável é que o meteoro russo venha da cintura de asteróides localizada entre Marte e Júpiter, que é a origem da esmagadora maioria de corpos celestes que chegam à Terra.

Filipe Pires, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), concorda que este fenómeno não estará relacionado com o asteróide DA14. “É uma coincidência”, acredita, confirmando que ainda assim estamos perante algo que é muito raro.

Uma “estrela cadente” mas mais perto Filipe Pires, ouvido pelo PÚBLICO de manhã, suspeitava que se tratasse de um meteoro com cerca de um metro, que causou uma onda de choque quando entrou na atmosfera e se desfez. O que se terá passado na Rússia, simplifica Filipe Pires, é o resultado do que normalmente chamamos “estrela cadente” mas maior e mais perto.

Quando penetrou na parte mais densa da atmosfera, desfez-se e provocou as várias ondas de choque que vemos nas imagens de vídeo amador que estão a ser mostradas na Internet.

Filipe Pires ajuda-nos a ter uma imagem aproximada do que aconteceu: “É como o que acontece quando damos um mergulho na água, provocamos aquelas ondas. A água, neste caso, é a atmosfera. Mas não tocámos o fundo da piscina, que seria a Terra.”

Mais tarde, a Academia Russa de Ciências estimou que se tratasse de um objecto bem maior, com cerca de 10 toneladas de peso quando entrou na atmosfera. A astrónoma Margaret Campbell-Brown, da Universidade de Western Ontario, no Canadá, reviu em alta esta estimativa, dizendo à revista Nature que o corpo celeste teria 15 metros de diâmetro e 40 toneladas.

Na interpretação de Rui Agostinho, do Observatório Astronómico de Lisboa, a explosão que se ouve claramente em diversos vídeos corresponde à passagem do meteoro pela barreira do som, e não ao intenso clarão que se vê nas imagens. Um meteoro, explica o investigador, entra na atmosfera a uma velocidade hipersónica – de milhares de metros por segundo – e vai travando até chegar ao limite da velocidade do som (340 metros por segundo). “Neste momento, ocorre uma explosão sónica”, afirma. “É o contrário dos aviões.”

Pelas imagens, Rui Agostinho acredita que o meteoro ter-se-á dividido em vários fragmentos. Só quando se encontram fragmentos no solo é que se fala em “meteoritos”.

Um blogger russo, Ilya Varlamov, reuniu no blogue alojado na plataforma Livejournal (a mais popular na Rússia), um conjunto de vídeos, imagens e testemunhos publicados online (disponível aqui, em língua russa). Algumas das imagens testemunham a destruição provocada pelas ondas de choque. Em alguns vídeos é bem audível o que parece ser uma explosão seguida de vidros a partirem-se. Outro vídeo mostra o medo de estudantes que se encontravam numa escola.

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A Roscomos informou que é difícil prever este tipo de ocorrência. “Segundo a informação disponível, o objecto não foi registado pelos sistemas de observação espacial russo ou estrangeiros devido às características especiais da sua movimentação. A entrada destes objectos na atmosfera é acidental e difícil de prever.”

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O Governo diz que não há danos nas unidades militares existentes na região. Os prejuízos materiais terão sido provocados sobretudo pelas ondas de choque de uma explosão, audível em vários vídeos que captaram a ocorrência.

Testemunhas na cidade de Cheliabinsk ouvidas pela Reuters dizem ter visto, às primeiras horas da manhã, objectos brilhantes a caírem do céu. Ouviram estrondos, sentiram edifícios a abanar e os alarmes de carros dispararam na mesma altura. “Definitivamente não foi um avião [em queda]“, disse um responsável da protecção civil, ouvido pela agência Reuters, pouco depois da ocorrência.

No Youtube há diversos vídeos filmados a partir de carros em movimento que mostram claramente a passagem do meteoro, como um objecto muito luminoso, a grande velocidade, e que provoca um grande clarão, deixando um rasto de fumo à passagem. Num dos vídeos vê-se ainda o que parece ser a desintegração do meteoro em partículas mais pequenas.

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Não há qualquer relação deste episódio com a passagem do asteróide DA14, que se aproxima nesta sexta-feira da Terra e poderá ser visto com binóculos. “Não há ligação com isso”, diz Rui Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa. O mais provável é que o meteoro russo venha da cintura de asteróides localizada entre Marte e Júpiter, que é a origem da esmagadora maioria de corpos celestes que chegam à Terra.

Filipe Pires, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), concorda que este fenómeno não estará relacionado com o asteróide DA14. “É uma coincidência”, acredita, confirmando que ainda assim estamos perante algo que é muito raro.

Uma “estrela cadente” mas mais perto

O investigador refere que ainda há poucas informações precisas sobre o que se passou. No entanto, adianta que tudo indica que se tratou de um meteoro com cerca de um metro que causou uma onda de choque quando entrou na atmosfera e se desfez. O que se terá passado na Rússia, simplifica Filipe Pires, é o resultado do que normalmente chamamos “estrela cadente” mas maior e mais perto.

As estrelas cadentes que vemos a riscar o céu são como grãos de areia que passam a cerca de 80/90 quilómetros de altitude, explica. Esta teria cerca de um metro e entrou na atmosfera. Quando penetrou na parte mais densa da atmosfera, desfez-se e provocou as várias ondas de choque que vemos nas imagens de vídeo amador que estão a ser mostradas na Internet.

Filipe Pires ajuda-nos a ter uma imagem aproximada do que aconteceu: “É como o que acontece quando damos um mergulho na água, provocamos aquelas ondas. A água, neste caso, é a atmosfera. Mas não tocámos o fundo da piscina, que seria a Terra.”

Na interpretação de Rui Agostinho, a explosão que se ouve claramente em diversos vídeos corresponde à passagem do meteoro pela barreira do som, e não ao intenso clarão que se vê nas imagens. Um meteoro, explica o investigador, entra na atmosfera a uma velocidade hipersónica – de milhares de metros por segundo – e vai travando até chegar ao limite da velocidade do som (340 metros por segundo). “Neste momento, ocorre uma explosão sónica”, afirma. “É o contrário dos aviões.”

Pelas imagens, Rui Agostinho acredita que o meteoro ter-se-á dividido em vários fragmentos, que provavelmente terão atingido o solo. Só quando se encontram fragmentos no solo é que se fala em “meteoritos”.

Um blogger russo, Ilya Varlamov, reuniu no blogue alojado na plataforma Livejournal (a mais popular na Rússia), um conjunto de vídeos, imagens e testemunhos publicados online (disponível aqui, em língua russa). Algumas das imagens testemunham a destruição provocada pelas ondas de choque. Em alguns vídeos é bem audível o que parece ser uma explosão seguida de vidros a partirem-se. Outro vídeo mostra o medo de estudantes que se encontravam numa escola.

Asteroide passará perto da Terra no dia 15/02, mas sem risco

Extraído do sítio Terra, 08.02.2013
 

Um pequeno asteroide vai passar raspando pela Terra na semana que vem, mais perto do que os satélites que circundam o planeta, mas não há chance de impacto, disse a Nasa na quinta-feira.

O visitante celestial, chamado 2012 DA14, foi descoberto no ano passado por um grupo de astrônomos amadores da Espanha. O asteroide tem o tamanho aproximado de uma piscina olímpica, com 46 metros de diâmetro, e deve passar a cerca de 27,5 mil quilômetros da Terra no dia 15.

Essa será, portanto, a maior proximidade desde que cientistas começaram a monitorar rotineiramente os asteroides, 15 anos atrás. Satélites de meteorologia e telecomunicações pairam cerca de 800 quilômetros acima disso. A Lua fica 14 vezes mais distante.

Apesar da proximidade, “nenhum impacto com a Terra é possível”, disse a jornalistas o astrônomo Donald Yeomans, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena.

O momento de maior aproximação do asteroide será às 17h24 (hora de Brasília), quando será dia no Brasil, mas noite na Europa Oriental, Ásia e Austrália, onde astrônomos profissionais e amadores estarão a postos com seus telescópios e binóculos.

O DA14 vai cruzar o céu a cerca de 13 quilômetros por segundo. A essa velocidade, um objeto que colidisse com a Terra causaria um impacto equivalente a cerca de 2,4 milhões de toneladas de dinamite. A última vez em que isso ocorreu foi em 1908, quando um asteroide ou cometa explodiu sobre a Sibéria, derrubando 80 milhões de árvores numa área de 2.150 quilômetros quadrados.

“Embora não fosse uma catástrofe global se (asteroides) impactassem a Terra, eles mesmo assim causariam bastante destruição regional”, disse Lindley Johnson, que supervisiona o Programa de Observações de Objetos Próximos à Terra, na sede da Nasa, em Washington.

A Nasa tenta atualmente monitorar todos os objetos com pelo menos 1 quilômetros de diâmetro nos arredores da Terra. O objetivo é permitir que os cientistas saibam com a maior antecedência possível se há um asteroide ou cometa em rota de colisão com a Terra, na esperança de que seja possível enviar uma nave espacial ou tomar outras medidas para evitar uma catástrofe.

Há cerca de 66 milhões de anos, um objeto com dez quilômetros de diâmetro caiu no que hoje é a península do Yucatán (México), levando à extinção de muitas espécies de plantas e animais, inclusive os dinossauros.

Mas objetos menores caem diariamente do espaço, segundo Yeomans, num total de cem toneladas diárias.

“Objetos do tamanho de bolas de basquete vêm diariamente. Objetos do tamanho de um Fusca vêm a cada par de semanas”, afirmou ela, explicando que quanto maior o objeto, menor a frequência das colisões.

Algo do tamanho do DA14 provavelmente cai na Terra a cada 1.200 anos.

Google Science Fair 2013

Professor, confira essa oportunidade e informe seus alunos! A Feira de ciências do Google é uma competição de ciências on-line aberta a alunos entre 13 e 18 anos de todo o mundo. A Google está à procura de ideias que mudarão o mundo. Para começar, o aluno só precisa de uma Conta do Google. Para mais informações, acesse https://www.googlesciencefair.com/#!/pt_BR/2013/

Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica abre inscrições para a edição 2013

Extraído do Jornal O Dia, 04.02.2013
 

Rio – Já estão abertas as inscrições para a 16ª edição da Olimpíada  Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Podem participar alunos  dos ensinos fundamental e médio de escolas públicas e particulares – urbanas e rurais – de todo o país. O prazo vai até o dia 13 de março e  as provas acontecem no dia 10 de maio (sexta-feira), nas próprias  escolas. As instituições que ainda não participaram devem se inscrever  pelo site da olimpíada (http://www.oba.org.br) ou através das fichas de  cadastros enviadas a todas as escolas ainda não participantes.

A  OBA já conta, até hoje, com quase 5 milhões de participantes. Em 2012, a olimpíada distribuiu mais de 32 mil medalhas e reuniu cerca de 800 mil  alunos de aproximadamente 9 mil escolas de todas as regiões do Brasil,  envolvendo 64 mil professores. A expectativa desse ano é ultrapassar a  marca de 1 milhão de participantes.

A olimpíada é dividida em  quatro níveis. Os três primeiros são para alunos do fundamental. E o  quarto, para o ensino médio. As medalhas serão distribuídas conforme a  pontuação obtida pelo aluno na prova, nos quatro diferentes níveis.
Segundo o astrônomo e coordenador nacional da OBA, Dr. João Canalle,  cada prova será constituída de dez perguntas: cinco de Astronomia, três  de Astronáutica e duas de Energia.

- As questões serão, em sua  maioria, de raciocínio lógico. E, muitas vezes, a resposta poderá até  constar nos enunciados de outras questões da mesma prova. Nossa missão  principal é levar a maior quantidade de informações sobre astronomia e  astronáutica, além de instigar o interesse dos jovens pelas ciências  espaciais – explica.

Canalle ressalta que a OBA não tem como  finalidade criar rivalidade entre as escolas ou promover competição  entre cidades ou estados: “O trabalho tem como alvo promover a  disseminação dos conhecimentos básicos de forma lúdica e cooperativa  entre professores e alunos, além de mantê-los atualizados”.

Os  estudantes mais bem classificados nesse ano vão integrar as equipes que  representarão o país nas olimpíadas Internacional de Astronomia e  Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica de 2014.  Além disso, os participantes da edição desse ano vão concorrer a vagas  nas Jornadas Espacial, de Energia, de Foguetes e no Space Camp. Nesses  eventos, os alunos recebem material didático, assistem a palestras de  especialistas e ainda podem ganhar uma bolsa de iniciação científica.

Organização

A OBA é coordenada por uma comissão formada por membros da Sociedade  Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). O  grupo responsável é constituído pelos astrônomos João Batista Garcia  Canalle (UERJ), Thaís Mothé-Diniz (UFRJ), Douglas Falcão (MAST/MCTI),  Jaime Fernando Villas da Rocha (UNIRIO) e pelo engenheiro aeroespacial  José Bezerra Pessoa Filho (IAE).

A OBA ainda organiza, desde  2009, os Encontros Regionais de Ensino de Astronomia (EREAs). São  promovidos de 10 a 12 encontros por ano. O programa é realizado com  parcerias locais e principalmente com recursos obtidos junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Quem  desejar organizar um EREA em sua região, basta entrar em contato com a  secretaria (oba.secretaria@gmail.com).

Potência em astronomia

Jornal da Ciência, 28.01.2013

O país ganha cada vez mais importância no estudo do Cosmos com o aumento de convênios internacionais, cursos de formação e produção  científica. Sociedade Astronômica Brasileira já tem 700 associados

Belo Horizonte – Quantos astrônomos você conhece? A astronomia não tem a popularidade de outras ciências, apesar de ser a mais antiga da  humanidade, mas esse cenário está mudando. E mais rapidamente do que  muita gente imagina. O número de pesquisadores filiados à Sociedade  Astronômica Brasileira (SAB) cresceu consideravelmente nos últimos anos, chegando a mais de 700 sócios. O Brasil é hoje referência na América do Sul e, por causa de convênios internacionais, está conquistando espaço  no cenário mundial. Ensino e pesquisa andam lado a lado nesse progresso  em que os investimentos crescem, apesar de haver vários aspectos a  melhorar. Mas os especialistas ligados aos principais centros de  astronomia comemoram os investimentos que têm sido feitos.

Uma das áreas que avançam é a de formação: o Brasil tem hoje programas  de pós-graduação específicos em astronomia ou em astrofísica, como os da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal do Rio de  Janeiro (UFRJ), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do  Observatório Nacional (ON) e da Universidade Cruzeiro do Sul (só  mestrado). Em outras instituições, a formação é atrelada aos programas  de física, caso da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Segundo Jaílson Alcaniz, coordenador de astronomia e astrofísica do ON,  ligado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), há 15  anos a pesquisa se concentrava no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Rio  Grande do Sul e no Rio Grande do Norte. Hoje, há grupos no interior da  Bahia e de Minas Gerais, caso do Laboratório Nacional de Astrofísica  (LNA), em Itajubá.

E, em campo, o perfil do trabalho dos astrônomos também está mudando. Os pesquisadores brasileiros não se limitam mais à observação. Agora,  participam também do desenvolvimento de novas tecnologias. Há ainda mais investimento e colaborações internacionais. As três maiores são  gerenciadas pelo Observatório Nacional, caso da The Dark Energy Survey  (DES), da Sloan Digital Sky Survey (SDSS) e da Javalambre Physics of the Accelerating Universe Astrophysical Survey (J-PAS). Nessa última, em  parceria com a Espanha, o Brasil está construindo um telescópio. Na  Inglaterra, o país também tem a responsabilidade de gerenciar a  construção da maior câmera do mundo – capaz de observar milhões de  galáxias. “O objetivo é desvendar questões associadas à energia escura,  mecanismo que faz com que a expansão do universo seja acelerada”, diz  Alcaniz.

O país se destaca consideravelmente em cosmologia física, que descreve o universo em grande escala e se dedica a compreender a aceleração de sua expansão. Também é muito  forte a pesquisa em astrofísica estelar, que estuda a evolução das  estrelas. Mas a astronomia é bem mais ampla. Segundo Alcaniz, cada área  estuda especificamente uma classe de objetos ou um regime de evolução no Universo. “Há pessoas estudando asteroides e formação de planetas;  astrofísica estelar, que observa a evolução e a criação das estrelas;  astrofísica galáctica, que se dedica aos vários fenômenos envolvendo  aglomerados de galáxias. Existem ainda os cosmólogos, que estudam o  Universo como um todo, da criação à evolução.”

Coordenadora da pós-graduação em astrofísica do Inpe, uma das mais  antigas do país, Cláudia Vilega Rodrigues ressalta a dedicação a outras  áreas, como a radioastronomia e a astronomia de raios X. No Inpe, são  realizadas pesquisas teóricas e de modelos, além de instrumentação, que é o desenvolvimento de tecnologia para observação e coleta de dados. “Não temos laboratórios como os químicos, por exemplo. Os astrônomos olham  para o céu e, da luz que vem das estrelas, tiram informações. Os objetos astrofísicos emitem luz infravermelha, ótica, raios X e raios gama.  Mas, no Brasil, por causa do Observatório Pico dos Dias, em Minas  Gerais, que alavancou nossa ciência, a astronomia ótica é a mais  popular.”

Burocracia é um obstáculo

A contribuição brasileira não é concentrada em uma única área. “Temos  pesquisas em todas as grandes áreas da astronomia, o que acho saudável.  Elas podem ser maiores em algumas linhas, mas não podemos falar em  concentração. Isso vai de encontro com a distribuição da pesquisa  internacional”, acrescenta Cláudia Rodrigues, do Inpe. Para a  pesquisadora, a astronomia brasileira evoluiu muito – e tem doutores  espalhados pelo mundo inteiro -, mas pode crescer mais. “Temos potencial para aumentar nossa contribuição na astronomia mundial. Os números só  crescem e, talvez por isso, nosso desafio futuro seja aumentar não só a  quantidade de publicações, mas também a qualidade. Outro desafio é  assumir a liderança nas colaborações, o que já está começando a  acontecer.”

No Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), que, com o Inpe e o ON,  completa a estrutura do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação  (MCTI) na área, também existem desafios. Para Alberto Rodríguez Ardila,  chefe da coordenação de apoio científico do instituto dedicado à  instrumentação, os entraves para um maior progresso da astronomia no  país são basicamente dois: burocracia e falta de recursos humanos. “No  primeiro caso, o longo processo que deve ser realizado para a compra de  peças não fabricadas no país, a aquisição de equipamentos e a exportação de instrumentos ou partes deles é altamente desgastante e nos deixa em  uma posição pouco competitiva em relação a outros países que atuam na  mesma área.”

A simples compra de um componente indispensável para um instrumento  fabricado no LNA pode levar até seis meses. Isso produz atrasos  incríveis no planejamento inicial. Inclusive, a compra de material no  Brasil é também altamente burocrática, sendo que a duração típica desses processos se mede em meses. No segundo caso, a falta de vagas para  suprir as necessidades de pessoal científico e de alta qualificação  técnica no LNA é crônica. “Passam-se anos até se ter o aval do MCTI para contratar funcionários nessas duas áreas. Isso impede que o LNA possa  entrar em novos projetos e parcerias, já que o quadro atual de recursos  humanos é amplamente insuficiente para atender a demanda.” O mesmo  ocorre no Inpe, onde há 10 anos não há concurso para a área de  astrofísica.

Entrevista – Adriana Válio

Para Adriana Válio, presidente da Associação Astronômica Brasileira, os  astrônomos brasileiros nunca publicaram e tiveram tantas parcerias  internacionais como agora, com destaque para a participação no European  Southern Observatory (ESO), consórcio que gerencia telescópios no Chile. Com a adesão ao ESO, espera-se aumento significativo na comunidade: o  número de astrônomos de Portugal, por exemplo, cresceu 10 vezes com a  entrada no consórcio.

A que se deve a expansão da astronomia no Brasil?

Em 2012, pesquisadores brasileiros participaram de mais de 200  publicações em revistas internacionais indexadas e da construção e da  operação de telescópios internacionais no Chile e na Argentina. A  criação de dois institutos nacionais de astronomia, o INCT-A e o  INEspaço, financiados pelo governo federal para aglutinar pesquisadores  de diferentes institutos e universidades com objetivo comum, também  fomentou a pesquisa. A comunidade astronômica brasileira amadureceu nos  últimos anos e tem sido procurada por pesquisadores estrangeiros para  parcerias, caso do ESO. Os brasileiros têm tido acesso aos pedidos de  tempo dos telescópios operados pelo ESO como qualquer outro país-membro. Em 2012, pesquisadores brasileiros foram coautores de 20 artigos (13  desses como primeiros autores), com resultados de observações obtidas  com telescópios do consórcio.

Quais são os desafios para os próximos anos?

Um deles é finalizar o acordo de adesão ao ESO, que está parado na Casa  Civil e precisa ser ratificado pelo Congresso. Como parceiros, teremos  acesso a telescópios de 8m de diâmetro, com instrumentação de ponta; aos rádios telescópios do Atacama Large Millimeter Array (Alma), que, entre outras coisas, poderá medir a composição da atmosfera de planetas  extrassolares; e a outros telescópios já em funcionamento.

No futuro, poderemos usar o telescópio ELT, um gigante de 39m a ser  construído pelo ESO. Outro desafio é aumentar o número de posições para  astrônomos em institutos de pesquisa e universidades, para comportar o  aumento dos profissionais formados nos próximos anos. Isso provavelmente será feito em instituições federais fora do eixo Rio-São Paulo ou em  universidades particulares nos grandes centros. O número de publicações  internacionais por pesquisadores brasileiros já é significativo, porém  um próximo passo é publicar trabalhos que
causem grande impacto, gerando centenas de citações.

Nasa recebe pesquisas para melhorar estação espacial

Extraído do sítio Terra, 28.01.2013

A Agência Espacial Americana abriu oportunidade para pesquisadores de todo o mundo que queiram apresentar propostas de como melhor utilizar a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). As ideias inovadoras podem ser encaminhadas até o final de setembro. Maiores informações estão disponíveis no site da Nasa.

“Essa é uma oportunidade para pesquisadores, inventores e designer de demonstrar novas tecnologias que podem beneficiar os voos espaciais e melhorar a capacidade da estação em explorar o espaço”, disse nesta segunda-feira Andrew Clem, membro do gabinete de tecnologia do Programa da Estação Espacial. Segundo ele, a Nasa vai financiar todas as pesquisas dos modelos selecionados e a sua implementação.

Além de projetos para melhorar as atividades dos astronautas no espaço, garantindo a segurança de todas as operações, também serão aceitas iniciativas que tenham como objetivo usar o ambiente sem gravidade para pesquisas científicas que possam resultar em benefícios para a população mundial.

Coreia do Sul entra para seleto clube espacial ao lançar satélite

Extraído do sítio UOL, 30.01.2013
SEUL, 30 Jan 2013 (AFP) – A Coreia do Sul entrou nesta quarta-feira para o seleto clube de potências espaciais asiáticas, ao lado de China, Índia e Japão, ao conseguir colocar em órbita um satélite destinado a captar as radiações cósmicas.O êxito sul-coreano acontece poucas semanas depois de a Coreia do Norte ter executado um lançamento espacial com sucesso, que foi condenado pela ONU.O foguete de 140 toneladas Korea Space Launch Vehicle (KSLV-I), de concepção russa-sul-coreana, decolou às 07h00 GMT (05h00 de Brasília) do centro espacial de Naro, na costa sul do país.Após subir por nove minutos, liberou o satélite STSAT-2C, destinado a recolher dados sobre as radiações cósmicas durante um ano, segundo fontes do programa espacial sul-coreano.Foi um resultado positivo depois que os sucessivos fracassos em 2009 e 2010 colocaram em questão o futuro do programa de lançamento sul-coreano e ameaçaram sua ambição de se juntar à elite espacial mundial.Cientistas e autoridades comemoraram no centro espacial, aplaudindo e abraçando uns aos outros quando o satélite foi liberado.Na capital, as centenas de pessoas que se reuniram em frente a um telão na principal estação ferroviária celebraram quando o foguete foi lançado e novamente quando sua ativação foi confirmada.”Após analisar vários dados, o foguete Naro pôs o satélite científico na órbita designada de forma bem sucedida”, disse a jornalistas o ministro da Ciência no centro espacial.”Este sucesso é de todo o nosso povo”, afirmou Lee.Nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira, a agência de notícias Yonhap reportou que o satélite tinha mantido contato com uma estação em terra em Daejeon, citando autoridades no Centro de Pesquisas de Tecnologia de Satélites nessa cidade.Inicialmente previsto para 26 de outubro, o lançamento desta quarta-feira foi adiado duas vezes por motivos técnicos.A Coreia do Sul entrou tarde no caro mundo da exploração e da tecnologia espacial, e repetidas falhas despertaram questionamentos sobre a viabilidade do programa de lançamento.”Este êxito pôs todo o programa de foguetes do país de volta nos trilhos”, afirmou o analista independente Morris Jones.”Estavam sob enorme pressão, em vista das falhas anteriores e do êxito norte-coreano no mês passado, e isto lhes dará confiança e, claro, vai garantir apoio político e financeiro para o futuro”, disse Jones.A Coreia do Sul deseja desenvolver até 2021 um foguete de três fases 100% sul-coreano, capaz de transportar uma carga de 1,5 tonelada.As ambições espaciais da Coreia do Sul foram contidas durante muito tempo porque Washington temia uma corrida armamentista na península coreana.Ironicamente, a Coreia do Norte, país isolado e pobre, venceu a corrida espacial, ao colocar um satélite em órbita no dia 12 de dezembro.O satélite, ao que tudo indica, não funciona.A Coreia do Sul e as potências ocidentais consideram que o lançamento do foguete norte-coreano foi, na realidade, o disparo de um míssil balístico em violação das resoluções da ONU.O Conselho de Segurança da ONU, por iniciativa dos Estados Unidos e com o apoio inédito da China, ampliou as sanções contra a Coreia do Norte votadas em 2006 e 2009.Em resposta a essa decisão, Pyongyang anunciou que pretende executar um terceiro teste nuclear.

Há dez anos, tragédia do Columbia prenunciava fim dos ônibus espaciais

Extraído do sítio Olhar Direto, 01.02.2013

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A agência espacial americana (Nasa) lembra nesta sexta-feira (1º) os dez anos do acidente com o ônibus espacial Columbia, em que morreram os sete astronautas a bordo. A tragédia marcou o início do fim da era dos voos dos ônibus espaciais e levou a uma reformulação do programa espacial dos Estados Unidos.

O chefe da Nasa, Charles Bolden, e outros altos funcionários participarão de uma cerimônia no cemitério militar de Arlington, Virgínia, perto de Washington, onde também prestarão homenagens a outros mortos em explosões de veículos espaciais, como a nave Apollo 1 e o ônibus Challenger.

A Nasa recordará os sete astronautas que morreram na explosão do Columbia em 1º de fevereiro de 2003, os três astronautas da Apollo 1, mortos em um incêndio durante um exercício em janeiro de 1967, e os sete tripulantes do Challenger, que explodiu em 28 de janeiro de 1986, 73 segundos depois de ser lançado do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

O Columbia, lançado ao espaço em abril de 1981, desintegrou-se durante sua reentrada na atmosfera terrestre, a 16 minutos do pouso, quando já sobrevoava o Texas. O escudo térmico de uma das asas sofreu danos com o impacto de uma peça de espuma isolante que se soltou do tanque externo da nave pouco após seu lançamento, duas semanas antes do acidente.

Equipes de especialistas investigaram o ocorrido durante sete meses e conseguiram encontrar 85 mil peças de destroços – cerca de 38% do ônibus espacial –, mas não explicaram com detalhes o que aconteceu.

A missão STS-107 do Columbia havia tido como grande objetivo o desenvolvimento de experimentos científicos, encomendados pelas agências espaciais dos EUA, da Europa, do Canadá, da Alemanha, além de pesquisas de universidades. O trabalho deles possibilitou que 58 pesquisas fossem conduzidas fora da Terra.

A Nasa ficou mais de dois anos sem lançar ônibus espaciais. A missão seguinte foi a STS-114, que partiu em 26 de julho de 2005, com o Discovery.

Depois da explosão do Columbia, o governo do presidente George W. Bush decidiu pôr fim ao programa dos ônibus espaciais, embora tenha permitido que os três restantes voassem até 2011 para dar tempo de concluir a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), cumprindo assim com os compromissos dos Estados Unidos com seus sócios, disse à AFP John Logsdon, ex-diretor do Instituto de Política Espacial da Universidade George Washington e integrante da comissão nacional que investigou o acidente do Columbia.

O programa dos ônibus espaciais esteve a ponto de ser encerrado antes, lembrou o especialista. Em julho de 2005, durante o primeiro voo de um veículo desde a explosão do Columbia, o mesmo problema que havia sido fatal para essa nave se repetiu, mas sem que o pedaço de espuma isolante separado do tanque externo perfurasse o escudo térmico.

A frota de ônibus espaciais ficou parada em terra durante quase um ano, e o governo Bush avaliou seriamente pôr fim ao programa, explicou Logsdon. Mas o presidente acabou cedendo às pressões de parceiros internacionais para completar a ISS.

Erro fundamental
A Nasa soube muito cedo, após os primeiros voos dos ônibus espaciais, nos anos 1980, que essas naves não seriam um acesso simples e barato à estação orbital, afirmou Logsdon.

“Penso que – nas palavras da comissão de investigação do acidente – não substituir os ônibus espaciais foi um fracasso dos líderes políticos, razão pela qual os Estados Unidos ficaram confinados a uma órbita baixa durante 30 anos”, disse.

Mas, segundo o especialista, “o erro fundamental foi cometido em 1971 e 1972, quando se decidiu desenvolver uma nave espacial que combinasse transporte de tripulação e carga”. Para ele, teria sido melhor e menos caro separá-los.

A cápsula espacial Orion, que está sendo desenvolvida para missões tripuladas à ISS, à Lua, a asteroides e a Marte, tem um sistema de segurança que permite que a tripulação fique separada do veículo de lançamento, algo que os ônibus espaciais não tinham.

Desde o último voo de um ônibus espacial, em julho de 2011, os Estados Unidos têm usado as naves espaciais russas Soyuz para transportar astronautas à ISS, pagando US$ 60 milhões (R$ 120 milhões) por assento.

Em 2010, o presidente Barack Obama lançou um programa de incentivo ao setor privado para desenvolver sistemas de transporte de carga e astronautas à ISS. A SpaceX, uma das empresas selecionadas, já completou com sucesso os dois primeiros voos de sua cápsula Dragon, levando e trazendo de volta carga da estação internacional.

O futuro espacial está em Marte, diz Buzz Aldrin

Extraído de Info Exame, 29.01.2013
O ex-astronauta Buzz Aldrin durante a palestra no evento Campus Party 2013

O ex-astronauta Buzz Aldrin durante a palestra no evento Campus Party 2013

São Paulo – O segundo homem a pisar na Lua diz que a exploração espacial precisa abandonar o ritmo lento para chegar a Marte. “O nosso futuro espacial está no Planeta Vermelho”, comentou Buzz Aldrin durante uma palestra na Campus Party nessa terça-feira (29), em São Paulo.

O ex-astronauta da missão Apollo 11 explica que chegar a Marte é um sonho que está próximo de virar realidade. Uma das provas disso é a sonda Curiosity, cujo objetivo é atrair a atenção dos jovens para explorar o planeta e estudar o planeta.

Aldrin afirma que é necessário esforço para a humanidade chegar ao Planeta Vermelho nos próximos anos. Mas apenas pisar em solo marciano como ele pisou na Lua em 1969 não é suficiente. O ex-astronauta fala sobre múltiplas missões à Marte, que farão o planeta ter uma permanência de seres humanos.

Ele acredita que esse objetivo será alcançado entre 2035 e 2040. Esta conquista, no entanto, requer estratégias e um líder mundial como o ex-presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, responsável por planejar a chegada do homem no espaço e a missão Apollo 11, que permitiu a viagem de Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins à Lua. “Em 1961, desafiado pela concorrência russa, o então presidente incentivou a América a se comprometer em levar o homem para o espaço até o final da década e trazê-lo com segurança”, comenta.

“Avançar a exploração espacial é importante porque a experiência de ir tão longe traz melhorias para a vida na Terra”, diz o ex-astronauta. Aldrin afirma também que os investimentos no programa espacial promovem avanços e inovações para a humanidade que nenhuma outra área científica conseguiria.

O ex-astronauta destaca que isso só será possível se a humanidade focar em ultrapassar os limites atuais como foi feito em 1969, quando ele pisou na Lua. Aldrin comenta que o poder está nas mãos dos jovens, que precisam se animar e estudar mais sobre ciência, tecnologia, engenharia e matemática. “Não basta ser geek. A próxima geração tem que se motivar para romper a barreira tecnológica e fazer inovações”, conta Aldrin.

Ele espera que o mundo se anime novamente com um espírito pioneiro para ir além de todas as habilidades atuais. “Espero que a próxima geração sinta o que eu vivi quando fiz parte da missão Apollo 11. Começamos com apenas um sonho e podemos fazer isso de novo ao unir esforços”, diz Aldrin.

O ex-astronauta fala com propriedade. “Eu digo isso porque sou a prova viva de que essas ações realmente podem ser feitas”, justifica. Para ele, juntar a humanidade em prol de um objetivo como esse tem um valor imensurável. “Ao nos unirmos como uma nação, alcançamos o impossível”, conclui.

Robô da Darpa aproveitará lixo espacial para construir satélites

Extraído do sítio Globo.com, 24.01.2013
 

O acúmulo de satélites desativados na órbita terrestre é um problema crescente que pode ser resolvido com um interessante projeto desenvolvido pela Darpa, agência do governo norte-americano dedicada a pesquisar projetos inovadores de defesa. Os técnicos da agência querem enviar robôs para a órbita, no projeto Phoenix, que usarão peças dos satélites em desuso para construir novos.

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Robô removerá partes funcionais de satélites mortos para reaproveitá-las em novos aparelhos (Foto: Reprodução)

A intenção por trás do projeto é reduzir os custos de manutenção e instalação de satélites, refletindo positivamente também na queda do número de satélites no espaço. De acordo com a Darpa, toda a tecnologia necessária para o projeto deverá estar pronta em até quatro anos, quando será testada em condições reais.

No espaço, os robôs do Projeto Phoenix terão a missão de encontrar com satélites que orbitam o planeta a milhares de quilômetros por hora. Encontrado o satélite morto, os robôs identificaram partes aproveitáveis do aparelho, como painéis solares e antenas, que serão removidas e usadas na criação de novos satélites mais simples, tudo isso em órbita.

De acordo com a agência, hoje, há 1.300 objetos feitos pelo homem na órbita da Terra, dos quais apenas 500 estão em funcionamento. A disparidade dá uma ideia do desperdício de recursos, uma vez que um satélite pode custar dezenas de milhões de dólares para ser concebido e enviado ao espaço.

 

Astronautas usam ‘cápsula espacial’ em treinamento na Rússia

 Extraído do sítio G1, 23.01.2013
 
Grupo será enviado em missão na Estação Espacial Internacional em 2014.
Treino foi realizado em campo nos arredores de Moscou.
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O astronauta alemão Alexander Gerst, ligado à Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), entrou em uma simulação de cápsula espacial como parte de um treinamento, realizado nesta quarta-feira (23), para uma missão na Estação Espacial Internacional (ISS) (Foto: Sergei Remezov/Reuters)

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Astronautas fizeram treinamento nesta quarta-feira em um campo de preparação na Rússia, nos arredores de Moscou. Os três – o alemão Alexander Gerst, o americano Gregory Wiseman e o russo Maxim Suraev – estão se preparando para uma missão na ISS, em maio de 2014 (Foto: Sergei Remezov/Reuters)

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O astronauta americano Gregory Wiseman carrega roupas e equipamentos usados em treino em campo de preparação russo, nesta quarta-feira (23). A missão da qual ele vai participar vai ser realizada em maio do próximo ano (Foto: Sergei Remezov/Reuters)

Quer saber mais sobre o processo de seleção e treinamento de astronautas?

Visite http://educacaoespacial.wordpress.com/recursos-2/materiais-de-estudo/conteudos/astronautica/selecao-e-treinamento-de-astronautas/

Axe levará consumidores ao espaço

Extraído do sítio Exame.com, 10.01.2013
 
Marca lança linha Axe Apollo simultaneamente em 60 países e abre inscrições para o processo seletivo que acontecerá em três etapas, duas no Brasil e a última nos EUA

Rio de Janeiro – A Axe levará 22 consumidores para uma viagem ao espaço, entre eles um brasileiro. A ação faz parta da campanha global da Unilever para divulgar sua nova linha Axe Apollo, que está sendo lançada simultaneamente em 60 países.

Os interessados em concorrer devem se inscrever no site http://www.axeapollo.com. Os candidatos terão que criar um perfil com foto e escrever uma frase que justifique porque merecem ir ao espaço.

Depois disso terão que angariar votos nas redes sociais, pois apenas os oito mais votados passam para a 2ª fase. O prazo para inscrições encerra em 21 de abril.

A etapa seguinte acontecerá em maio e selecionará apenas dois candidatos brasileiros para a fase final da seleção, a ser realizada em dezembro, nos Estados Unidos.

A viagem ao espaço deve acontecer até o começo de 2015. Uma sonda espacial levará os escolhidos a 100 quilômetros de altura em um passeio com duração de até duas horas.

AEB lança novo Programa Nacional de Atividades Espaciais

Extraído do sítio Inovação Tecnológica, 22.01.2013

Brasil no espaço

Os satélites CBERS estão entre os poucos sucessos do Programa Espacial Brasileiro, que nunca chegou a ser uma prioridade do governo. [Imagem: AEB]

Os satélites CBERS estão entre os poucos sucessos do Programa Espacial Brasileiro, que nunca chegou a ser uma prioridade do governo. [Imagem: AEB]

A Agência Espacial Brasileira (AEB) antecipou a revisão do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), que deveria ser repensado em 2014.

O novo documento estabelece as diretrizes e ações do Programa Espacial Brasileiro entre 2012 e 2021.

As principais metas do novo PNAE são o aumento da participação da indústria nacional no setor aeroespacial e a implantação de um programa de domínio de tecnologias críticas para o país.

A formação e capacitação de pessoal e a ampliação da cooperação internacional também são temas prioritários no documento.

Tecnologias críticas

“Avaliamos os resultados dos três PNAEs anteriores (1996, 1998 e 2005) e também recebemos contribuições de importantes instituições governamentais e privadas em anos recentes”, disse o presidente AEB, José Raimundo Coelho.

Além disso, foi feita uma análise da organização e do funcionamento do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE).

“Precisamos ser capazes de usufruir, soberanamente e em grande escala, dos benefícios das tecnologias, da inovação, da indústria e das aplicações do setor em prol da sociedade brasileira,” disse o executivo.

Para isso, ele acredita ser necessário priorizar o desenvolvimento e o domínio das tecnologias críticas, “indispensáveis ao avanço industrial e à conquista da necessária autonomia nacional em atividade tão estratégica”.

Para José Raimundo, esse domínio só será alcançado com intensa e efetiva participação sinérgica do governo, centros de pesquisa, universidades e indústrias.

Projetos espaciais do Brasil

O novo documento prevê a conclusão e consolidação de diversos projetos até 2016.

Entre eles destacam-se os projetos dos Satélites Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres CBERS-3 e CBERS-4, o foguete Cyclone-4, o Veículo Lançador de Satélites (VLS), o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), o satélite Amazônia-1 e o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

No período de 2016 a 2021, denominado como fase de expansão, pretende-se buscar o desenvolvimento de novos projetos de maior complexidade tecnológica, compreendendo a continuidade do programa Amazônia (AMZ-1B, AMZ-2), o desenvolvimento de um satélite meteorológico geoestacionário, o lançamento do segundo satélite de comunicação e o desenvolvimento do satélite radar de abertura sintética.

Centros de lançamento

O quarto satélite da série CBERS, o CBERS-3, deverá ser lançado ainda em 2013. O satélite é importante no monitoramento e na gestão territoriais.

Também em 2013, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), deverá ficar pronto para os lançamentos do VLS e do Cyclone-4.

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, localizado em Parnamirim (RN) também passará por reformas. “Estamos propondo a modernização de boa parte da infraestrutura do CLBI e a recomposição de outra, utilizando a experiência que adquirimos no CLA. Os dois centros de lançamentos são considerados estratégicos”, conta o presidente da AEB.

INPE seleciona bolsista para atuar no desenvolvimento de sensor de estrelas

Extraído do sítio do INPE, 18.01.2013
 

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) seleciona profissional de nível superior para trabalhar no desenvolvimento (software e hardware) de um sensor de estrelas para uso em balões estratosféricos e satélites, principalmente na parte de elaboração, implementação e execução de testes.  A contratação será por meio de bolsa DTI do CNPq, sendo necessária formação em Engenharia Elétrica/Eletrônica ou Engenharia de Computação ou áreas correlatas.

Requisitos

Graduado há pelo menos 6 anos (para bolsa DTI-A) ou 2 anos (para bolsa DTI-B);

Experiência em desenvolvimento de hardware e software embarcado;

Experiência nas atividades de validação, verificação e testes de sistemas embarcados;

Experiência em linguagem de programação C ou C++ ou Java ou C#;

Desejável experiência com lógica programável (CPLDs ou FPGAs) e VHDL;

Desejável conhecimento em elaboração de documentação associada ao desenvolvimento de sistemas embarcados (Especificação de Requisitos, Plano de Testes);

Inglês: habilidade para leitura e escrita de textos técnicos;

Dedicação ao projeto: tempo integral.

Duração do projeto: 17 meses
Carga horária: 40 horas semanais.
Remuneração Líquida Mensal: R$ 4.000,00 (Bolsa DTI-A do CNPq) ou R$ 3.000,00 (Bolsa DTI-B do CNPq), dependendo da experiência do candidato.
Local de Trabalho: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)
Cidade: São José dos Campos – SP

Os interessados deverão enviar currículo para maaf@dea.inpe.br com cópia para mario@dea.inpe.br. Mais informações pelos telefones (12) 3208-6145 (Márcio) ou (12) 3208-6222 (Mário).

África quer ter agência espacial

Extraído do sítio Notícias ao Minuto, 22.01.2013
Os ministros africanos das Telecomunicações vão apreciar um projecto de criação de uma agência espacial comum aos países do continente, durante uma reunião, que decorre na quarta e quinta-feira, em Cartum, noticia a AFP.

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A agência, que deve ser baptizada AfriSpace, “permitirá a cooperação entre os Estados africanos em matéria de investigação e tecnologia espacial e a sua aplicação no espaço”, indica um documento de trabalho da reunião.

Na última reunião destes ministros, realizada há dois anos na Nigéria, tinha sido solicitado à Comissão da União Africana um estudo de viabilidade da agência.

É este estudo que vai agora ser analisado pelos ministros, no que pode ser “um mapa para a criação da agência espacial africana”.

UFRN discute proposta de cooperação com Agência Espacial Brasileira

Extraído do sítio da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 18.01.2013
 
Reunião Reitoria(Foto: ASCOM/Cícero Jr)

Reunião Reitoria(Foto: ASCOM/Cícero Jr)

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) recebeu visita do professor Carlos Alberto Gurgel Veras, diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI), que discutiu com a reitora Ângela Paiva Cruz e a vice-reitora Maria de Fátima Freire de Melo Ximenes a possibilidade de cooperação entre as duas instituições. Participaram também da reunião o chefe do Centro Regional do Nordeste-INPE, Manoel Mafra, além de pró-reitores, diretores de centros e professores das áreas de Física e Geografia.

Em uma apresentação resumida da UFRN, a reitora Ângela Paiva falou do empenho da instituição em trabalhar os arranjos produtivos que contribuam para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte e do Brasil, focando sua atuação também na pesquisa aplicada. Ela também informou sobre os projetos de criação de um curso de graduação em Engenharia Espacial, de uma pós-graduação em Ciências Atmosféricas e de um curso de especialização a distância na área espacial.

Segundo a reitora, a Universidade tem expertise em áreas como Ciências Atmosféricas e Astronomia e precisa de garantias do governo federal para “investir nessa área, e crescer”, afirmou. Ela destacou, ainda, que a educação a distância tem sido uma referência nacional e que a preocupação com a qualidade é a mesma dedicada à educação presencial.

O diretor de Satélites da Agência Espacial, Carlos Gurgel, afirmou que a AEB tem interesse em trabalhar com as universidades, uma vez que “o processo de formação e pré-qualificação dos recursos humanos tem de estar na academia”. A Diretoria de Satélites, segundo afirmou, tem a tarefa de conhecer o que as universidades estão fazendo e consolidar onde as cooperações já existem.

Na UFRN, afirmou o professor Carlos Gurgel, a presença do INPE já leva a Universidade a ter uma relação com a Agência Espacial Brasileira. “Algumas universidades precisam consolidar os estudos espaciais e acho que uma dessas universidades é a UFRN”, disse. O diretor da AEB apresentou o Programa Nacional de Atividades Espaciais 2012-2021 e falou sobre alguns projetos, entre os quais está a criação de um curso de especialização na área espacial a distância, cuja proposta está sendo encaminhada ao Ministério da Educação. A expectativa, segundo ele, é que o MEC envolva as instituições.

Espaço – Olimpíada e Jornada Espacial aproximam estudantes da pesquisa científica

Extraído do sítio da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra

A história do cearense Ricardo Oliveira tinha todos os ingredientes para ser igual à de milhares de pessoas que desistiram de um sonho. Filho de agricultores, nasceu com amiotrofia espinhal, doença genética que limita os movimentos. Alfabetizado em casa pela mãe, somente aos 17 anos ingressou na 5ª série do Ensino Fundamental e não tardou para o jovem dar sinais da sua força de vontade: conquistou quatro medalhas na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, premiação que o credenciou a participar da Jornada Espacial, evento realizado anualmente pela Agência Espacial Brasileira (AEB) em parceria com o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). “Realizar eventos que despertem nos jovens o interesse pela área espacial é como iluminar (ainda que com uma lanterna) os caminhos alternativos que eles têm ao seu dispor”, explica José Bezerra Filho, um dos mentores do projeto.
Casos como o do cearense Ricardo Oliveira mostram como a determinação é elemento essencial para transformar vidas e que a realização de eventos que sirvam como palco para jovens talentos mostrarem suas habilidades é imprescindível. Criada em 2005, a Jornada Espacial dá oportunidade aos alunos com melhores desempenhos na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica de conhecer o universo da tecnologia aeroespacial e ter contato direto com profissionais que atuam na área. O sucesso do evento reflete-se nas marcas alcançadas: ao todo, 444 alunos dos 26 estados brasileiros participaram das oito edições realizadas até agora. Desses, 169 são oriundos de escolas públicas. “É imperativo mostrar aos jovens que existe um Brasil e brasileiros que não aparecem nas revistas semanais, nem no noticiário televisivo, mas que fazem uma diferença enorme para o bem desse país”, explica Bezerra.
Exemplos positivos que brotaram da Jornada Espacial não param por aí. A estudante Indhyara Dhânddara, 17 anos, tornou-se a primeira aluna do pequeno município de Paraupebas, no Pará, a participar – e sair vitoriosa – de um torneio com enfoque nas questões espaciais. Entre um acesso e outro ao facebook, rede social que frequenta assiduamente, Indhyara relembra a experiência gratificante que foi participar da Jornada Espacial, conhecer o DCTA e assistir à palestra do astronauta Marcos Pontes, do qual se intitula fã de carteirinha. “Cada palestra fazia com que meu interesse só aumentasse. Os professores e doutores que tive contato foram grandes exemplos de onde se pode chegar com estudo e trabalho”, revela a jovem, que tem como espelho nos estudos a mãe, Nubethânia Matos, aprovada em 2º lugar na primeira turma do curso de Direito da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Após participar da Jornada Espacial e conhecer as dependências do DCTA, Indhyara descobriu um novo mundo, do qual ela não quer mais se afastar. “Antes da Jornada, eu não sabia ainda que carreira profissional seguir. Acredito que o evento cumpriu seu papel na minha vida. Talvez eu nunca tivesse descoberto esse interesse ou possibilidade de trabalhar para o Brasil se não fosse esse evento”, acrescenta a estudante, que agora sonha em ingressar no curso de Engenharia Aeroespacial do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), lugar ao qual se refere, encantada, como “templo do conhecimento”.
Eventos como a Jornada Espacial objetivam plantar a primeira semente em busca da conscientização no que toca à área espacial e, como consequência, ajudam na formação de futuros profissionais. Esse foi o caso de Danilo José Franzim Miranda, que participava, em 2005, da primeira edição do projeto. Então aluno do primeiro ano do ensino médio do Colégio Militar de Brasília, Danilo voltou à jornada também no ano seguinte. Na oportunidade, desenvolveu um foguete, movido a álcool, feito de garrafa PET com as bases de PVC. “Considero a área espacial a verdadeira fronteira do conhecimento do ser humano, é o que mais comove o meu coração”, disse ele à época, dando prenúncio do que mais tarde estava por vir. Em 2008, Danilo ingressou na 1ª turma de Engenharia Aeroespacial do ITA, curso que concluiu em 2012 com um trabalho sobre o Veículo Lançador de Satélites (VLS). A semente plantada lá atrás, em 2005, na primeira edição da Jornada Espacial, trouxe bons frutos à sociedade: Danilo hoje é engenheiro da Visiona, empresa nascida a partir de uma parceria entre a Telebrás e Embraer, que será responsável pelo lançamento do primeiro satélite geoestacionário brasileiro.
A realização de eventos como a Olimpíada Brasileira de Astronomia e a Jornada Espacial, que servem de plataforma para que jovens como Ricardo, Indhyara e Danilo aprimorem seus interesses sobre foguetes, satélites e aplicações, temáticas ainda pouco conhecidas pela sociedade em geral, significa um importante passo para a valorização dos talentos brasileiros – coisa que países emergentes como China e Índia já têm se empenhado em fazer.
Para José Bezerra Filho, os projetos voltados à área educacional aos quais é ligado se justificam por mostrar aos estudantes que existe um caminho a trilhar dentro do Brasil: “temos o dever para com o país de levantarmos a bandeira do conhecimento. No fundo, no fundo, eu s  a obrigação de fazer o que faço”.

Campus Party 2013 Traz ao Brasil a Part Time Scientists

Extraído do sítio Brazilian Space, 18.01.2013
 
De 28 de janeiro a 3 de fevereiro de 2013 será realizado no Anhembi Parque, na cidade de São Paulo (SP) a edição de 2013 da Campus Party, evento esse realizado no Brasil desde 2009 sendo essa a sua quinta edição no país.
Criada há 16 anos na Espanha, a Campus Party é o maior acontecimento tecnológico do mundo e atrai anualmente geeks, nerds, empreendedores, gamers, cientistas e muitos outros criativos que reúnem-se para acompanhar centenas de atividades sobre Inovação, Ciência, Cultura e Entretenimento Digital.
Esse ano o já tradicional Boot Camp ou Acampamento de Robótica trará uma surpresa muito especial para os participantes.
O esquema é o mesmo de sempre: seis campuseiros serão selecionados para durante o evento trabalharem em equipes desenvolvendo softwares e programando robôs que poderão ir parar na Lua em busca de água ou minerais. Isso mesmo, na Lua!
Isso porque o Boot Camp desse ano será supervisionado por Cládio Martins, Wesley Faler e Thomas Kunze, membros do PART TIME SCIENTISTS. Eles querem pousar um robô desenvolvido por eles  mesmos na primeira missão espacial privada da história com destino a Lua! Ousado? Sim, mas esse grupo de cientistas e engenheiros de todo o mundo, trabalhando em robôs e sondas lunares resolveram encarar o desafio e vieram até a Campus Party mostrar o seu trabalho. E você pode ter a chance de trabalhar ombro a ombro com eles durante todo o evento.
Para participar da seleção, você deverá ser um campuseiro inscrito no evento e enviar o seu CV para os próprios membros da missão nos endereços cladio@ptscientists.com, wes@ptscientists.com e thomas@part-time-scientists.com. TODOS OS CURRICULOS DEVEM SER ENVIADOS EM INGLÊS. No dia 25/01/13 será divulgado no site do evento (http://www.campus-party.com.br) divulgaremos lista dos selecionados. Você não vai querer perder essa chance, vai?

Concurso de Arte para Estudantes Internacionais

Informações obtidas do Programa AEB Escola

A Agência Espacial Brasileira recebeu um convite da Fundação do Espaço dos EUA (Space Foundation) para que estudantes brasileiros enviem trabalhos para o Concurso de Arte para Estudantes Internacionais. Infelizmente, os trabalhos somente serão aceitos até amanhã. Contudo, é um concurso anual no qual as inscrições abrem em agosto. Segue uma tradução do regulamento traduzido. Fique de olho e acompanhe o assunto pelo endereço http://www.aebescola.aeb.gov.br, em breve teremos novidades.

Concurso de Arte para Estudantes Internacionais da Fundação do Espaço

(http://www.artsonia.com/museum/collections/detail.asp?coll=265&express=y)

Bem-vindo ao Concurso de Arte para Estudantes Internacionais da Fundação do Espaço! As inscrições estão sendo aceitas até sexta-feira, janeiro 18, 2013. Saiba mais sobre o concurso deste ano, incluindo o novo método para a apresentação de trabalhos, no site da Artsonia (http://www.artsonia.com/museum/collections/detail.asp?coll=265&express=y)

A cada ano, a Fundação do Espaço convida Estudantes da pré-escola até 12º ano de escolaridade de todo o mundo para apresentar obras de arte originais com base em um tema do espaço-orientado. O tema do concurso de 2013 é:

Se eu fosse …, desafia os estudantes a imaginar como seria experimentar pessoalmente a viagem espacial, exploração ou liquidação – e então interpretar essa idéia em uma obra de arte original (pintura, desenho ou forma digital).

A Fundação do Espaço dará um total de 41 prêmios aos 36 vencedores: 1º, 2º e 3º lugar em cada um das três categorias de arte para cada grupo. Além disso, um vencedor merecedor do Grande Prêmio será selecionado para cada uma das categorias. A Fundação Espaço também irá conferir um Prêmio especial para o melhor de todos os trabalhos!

Categorias de arte:

      Desenho
      Pintura / Mixed Media
      Arte digital

 Categorias por idade:

     Pré -2 ª (3-7 anos)
      3 ª -5 ª (8-10 anos)
      6 º -8 º (11-13 anos)
      9 º -12 º (14-18 anos)

Sobre a Fundação do Espaço (Space Foundation): A Fundação Espaço, com sede em Colorado Springs, Colorado, EUA, é uma empresa sem fins lucrativos e líder global em atividades espaciais de sensibilização, programas educativos que trazem espaço em sala de aula e eventos principais da indústria. Para mais informações sobre a organização, visite www.SpaceFoundation.org.

Detalhes do concurso 2013 e informações de submissão:

As inscrições serão aceitas a partir de 01 de agosto de 2012, até 18 de janeiro de 2013.

Prêmios:

  • Todas as inscrições serão publicamente apresentadas na galeria de arte on-line no site da Artsonia.com e os vencedores serão exibidos no site da Space Foundation.
  • Todos os vencedores recebem uma fita do concurso, um certificado da Space Foundation e o prêmio.

Coisas que você precisa saber:

  • Estudantes de todas as nações do ensino público e privado  são elegíveis a participar do concurso.
  • Os professores devem apresentar/enviar o  trabalho dos estudantes pelo site da Arsonia fazendo o upload da foto ou escaneando a arte. O concurso é livre de cobranças: sem taxas e sem envio de dinheiro.
  • Os vencedores serão notificados o mais tardar até 18 de fevereiro de 2013.
  • Os vencedores serão obrigados a transportar/enviar (por sua própria  conta), a obra física para a Fundação do Espaço após a notificação da seleção. A Fundação do Espaço, então, manterá a propriedade da obra física e o direito de usar as imagens físicas e digitais.

IMPORTANTE: A obra original deverá ser de pelo menos 11″x17″ e não maior do que 18 “x 24″ (polegadas). Todos os vencedores serão obrigados a enviar o original. O não envio da obra física resultará na perda da posição vencedora.

Preencha o formulário de permissão dos pais para o professor para receber antes da apresentação -

http://www.artsonia.com/shared/utils/getFile.asp?/museum/collections/space/Parent+Permission+Form.pdf

Perguntas?

Upload da arte ou questões de submissão: contate Artsonia no info@artsonia.com ou ligue para (800) 869-9974 ou (224) 538-5060 se estiver fora dos EUA.

Questões gerais do concurso (história do evento, tema do concurso, elegibilidade, formatos de mídia aceitos etc.): entre em contato com a Fundação Espaço em ArtContest@SpaceFoundation.org

Ver vencedores do concurso de anos anteriores aqui:

http://2011.nationalspacesymposium.org/media/photo-galleries/student-art-contest-winners

http://www.artsonia.com/contests/space

Recursos adicionais de Educação para Professores:

A Fundação do Espaço apoia professores do ensino PréK-20. O currículo é baseado em padrões que utilizam princípios de espaço para integrar a ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) em todas as áreas de conteúdo. Mais informações sobre os recursos disponíveis para os professores da Fundação Espaço aqui: http://www.spacefoundation.org/education

A NASA testará módulos expansíveis da empresa Bigelow na Estação Espacial Internacional

Extraído do sítio da NASA, 17.01.2013
 

A administração da NASA  anunciou em 16 de janeiro um novo plano de adicionar à Estação Espacial Internacional um módulo construído com a tecnologia de expansíveis (Saiba Mais), de modo a testar essa tecnologia. A Bigelow (mais informações sobre a empresa Bigelow Aerospace: http://www.bigelowaerospace.com) assinou um contrato de US$17,8 milhões com a NASA para desenvolver um módulo expansível que deve chegar à ISS em 2015, para uma demonstração de dois anos.

Segundo a NASA, essa tecnologia será muito importante para missões de longa duração. A parceria com a Bigelow inaugura um novo capítulo no trabalho de trazer inovação para a indústria aeroespacial, trazendo tecnologia de ponta para ajudar o ser humano a explorar o espaço com segurança e economia.

O módulo, que se chama BEAM, deve ser lançado pela oitava missão de suprimento à ISS, pela SpaceX, missão esta planejada para 2015. Após a chegada da nave espacial levando o módulo à estação, os astronautas usarão o braço robótico da ISS para instalar o módulo. Depois, os astronautas ativarão o sistema de pressurização para expandir a estrutura até seu tamanho total, utilizando ar armazenado no módulo compactado.

Durante os dois anos do período de testes, os astronautas e os engenheiros em terra obterão dados de desempenho do módulo, incluindo testes de sua integridade estrutural e índice de vazamento. Diversos instrumentos instalados no módulo também fornecerão dados importantes de sua reação ao ambiente espacial. Isso inclui mudanças de radiação e temperatura comparadas com ós tradicionais módulos de alumínio.

A Estação Espacial Internacional é o local ideal para demonstrara tecnologias inovadoras de exploração, como o BEAM, segundo a administração da NASA. Na medida em que nos aventuramos no espaço produndo rumo a destinos como Marte, habitats que oferecem estadias de longa duração no espaço serão um recurso essencial. Na medida em que utilizamos recursos da Estação Espacial Internacional, aprendemos como os humanos podem trabalhar efetivamente com essa tecnologia no espaço, e assim continuamos a avançar em nosso entendimento de todos os aspectos dos voos espaciais de longa duração a bordo de um laboratório orbital.

Os astronautas entrarão periodicamente no módulo para obter dados de desempenho e para realizar inspeções. Depois do período de testes, o módulo será descartado da estação, queimando-se na reentrada da atmosfera.

O projeto BEAM é patrocinado pelo programa de sistemas avançados de exploração da NASA, pioneiro em abordagens inovadoras para um desenvolvimento rápido e econômico de sistemas protótipos para missões de exploração tripulada. A demonstração com o BEAM apóia o objetivo do programa, que consiste em desenvolver habitats para exploração do espaço emmissões para além da órbita da Terra.

Space Camp atrai estudantes de diversas regiões do país

Extraído do sítio Nota 10, 16.01.2013

Entre os dias 19 e 23 deste mês, estudantes do ensino médio farão uma viagem ao universo da ciência e da tecnologia. O destino será a 2.ª edição do Space Camp Brasil. O evento ocorrerá na cidade de Taubaté, interior de São Paulo. Ao todo, são esperados cerca de 60 alunos, e seus respectivos professores, que participaram na última Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).  O Space Camp será realizado pela Acrux Aerospace Technologies e contará com a parceria da OBA. Esse tipo de encontro é muito popular nos Estados Unidos. É baseado nos acampamentos de férias, mas com atividades voltadas às ciências espaciais. E esse não será diferente. O evento trará conhecimentos de grande complexidade técnica e educacional, com a finalidade de treinar e incentivar os estudantes para área de pesquisa científica. Haverá diversas atividades ligadas à astronomia, foguetes, satélites, energias alternativas e robótica. O programa contará com palestras sobre tecnologia espacial, astronáutica, eletrônica e robótica, além de oficinas didáticas. Os alunos aprenderão a construir e a lançar foguetes com combustíveis sólidos e ainda participarão de uma competição de robôs. Eles irão construí-los em forma de carrinhos, simulando um veículo de exploração. A ideia é que os projetos andem num circuito off-road, muito parecido com as condições de solo marciano. A equipe terá que construir o robô rover o mais resistente, confiável, robusto e durável possível. A proposta é que os robôs enfrentem os mesmos percalços que o Curiosity da Nasa vem tendo no Planeta Vermelho. Por fim, os estudantes vão assistir ao lançamento de um Foguete de Sondagem de pequeno porte e ainda irão visitar o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Memorial Aeroespacial Brasileiro.

Agência espacial pede ideias para missão destinada a salvar o mundo

Extraído do sítio G1, 16.01.2013

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A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) está solicitando o envio de ideias de pesquisa para ajudar no desenvolvimento de uma missão cujo objetivo é desviar o trajeto de um asteroide a caminho da Terra. A missão, que está sendo estudada em conjunto com a agência espacial dos Estados Unidos – a Nasa -, procura evitar um eventual desastre. Para tanto, a ESA pede a ajuda do público, que pode contribuir com sugestões sobre como proceder nesse caso.

O anúncio foi feita baseado em uma situação hipotética: uma pedra espacial com 100 metros de diâmetro se dirige ao nosso planeta e a tentativa de última hora para evitar o desastre – uma missão para desviar o objeto que não foi testada – falha. Essa cena fictícia, frequente em filmes e livros científicos, pode se tornar realidade um dia, alerta a ESA. E o que as agências espaciais podem fazer para garantir que a tal missão destinada a salvar o mundo seja bem-sucedida?

Através de seu site, a Agência Espacial Europeia solicita aos internautas ideias para investigações a serem conduzidas tanto em terra quanto no espaço, voltadas à melhor compreensão dos conceitos físicos envolvidos em colisões em altíssima velocidade entre objetos no espaço – tanto os fabricados pelo homem quanto os naturais.

Execução A missão foi batizada de Aida, sigla em inglês para missão de Impacto e Desvio de Asteroide. Ela já está sendo aplicada de maneira prática: duas pequenas naves espaciais foram enviadas para interceptar um asteroide binário. A execução envolve a parceria de baixo orçamento com um laboratório americano. Enquanto a missão-teste ocorre, um veículo espacial da ESA vai monitorar o antes e depois da colisão, em busca de respostas para o caso de um asteroide maior ameaçar atingir a Terra.

Rússia vai retomar pesquisas espaciais na Lua a partir de 2015

Extraído do sítio G1, 15.01.2013
País pretende lançar nave não-tripulada ‘Luna Glob’ daqui a dois anos.
Agência espacial russa calcula mandar astronautas à Lua em 2020.

A Rússia vai retomar as pesquisas espaciais na Lua em 2015, com o lançamento da nave não-tripulada “Luna Glob” a partir da base de Vostochni, anunciou nesta terça-feira (15) Vladimir Popovkin, diretor da agência espacial russa, a Roscosmos.

“Em 2015, dentro do primeiro lançamento a partir da base de Vostochni, será posto em órbita o equipamento espacial ‘Luna Glob’”, disse Popovkin à agência de notícias “Interfax”. O módulo vai estudar a exosfera lunar e realizar estudos astrofísicos.

Imagem de arquivo mostra nave Soyuz na base de Baikonur, no Cazaquistão (Foto: Dmitry Lovetsky/AP)

Imagem de arquivo mostra nave Soyuz na base de Baikonur, no Cazaquistão (Foto: Dmitry Lovetsky/AP)

A nave também vai levar equipamento para a busca de água na Lua e um robô, com a missão de recolher amostras de solo. A Roscosmos decidiu alterar sua estratégia, antes centrada na conquista de Marte, após o fracasso da missão da estação marciana “Fobos Grunt”, em 2011, que se propunha extrair amostras em uma das luas do planeta vermelho.

Nova base espacial A Roscosmos prevê inaugurar a base espacial Vostochni, no extremo oriente russo, que diminuirá a sobrecarga da base de Baikonur, localizada no Cazaquistão, com o início de uma nova etapa do programa espacial russo.

A Rússia também deve enviar no futuro, junto com a Índia, a sonda “Luna Resource”, que consistirá em uma plataforma com um equipamento de perfuração cuja construção ficará a encargo do consórcio aeroespacial Lavochkin.

A Índia vai fornecer o foguete que levará a sonda ao espaço e o veículo lunar “Rover”, que será depositado na superfície do satélite por um módulo de descida russo.

O objetivo da missão será recolher pó lunar e abrir caminho para o retorno do ser humano à Lua. A Roscosmos calcula enviar uma missão tripulada em 2020, para depois construir uma estação permanente.

Já pensou em ter sua própria Webcam no espaço?

A Agência Espacial Civil do Equador (a única agência civil, auto-sustentável – em parte por meio de doações, e em parte por meio de comercialização de tecnologias e serviços espaciais – não-governamental no mundo), www.exa.ec lançará um satélite chamado NEE-01 PEGASUS, o primeiro nanosatélite capaz de transmitir vídeos ao vivo em órbita. Esse satélite possui muitas missões e uma delas consiste em detectar pequenos objetos próximos da Terra (original em inglês: Near Earth Objects – NEO), que são dificilmente detectados por meio de telescópios na superfície da Terra. Esses objetos constituem um risco para áreas populosas. O NEE-01 PEGASUS será o primeiro satélite online, com vídeo em tempo real, público, cuja finalidade é detectar ameaças invisíveis vindas do espaço. O acesso a essas imagens, até então, encontra-se restrito às grandes agências espaciais do mundo, todas elas subordinadas a determinações governamentais. Essa missão representa um esforço para que qualquer cidadão possa observar o que acontece na órbita da Terra e ajude a monitorar a segurança do planeta. Saiba mais sobre esse empreendimento pioneiro, por meio desse vídeo (em inglês). http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=cMKaRvqY99g E como isso acontecerá? O satélite pretende oferecer a qualquer cidadão a capacidade de conecar-se à sua câmera de vídeo na internet, em tempo real. Segundo a agência, isso representa a oportunidade de que qualquer cidadão possa ver com seus próprios olhos, sem intermediários, censura, formando uma rede independente, totalmente civil para observar o planeta. O satélite deve ser lançado no dia 19 de setembro de 2012, a partir da Rússia. Sua missão será fornecer ao cidadão esse “acesso ao espaço” diretamente da internet. O objetivo é trazer o espaço para as pessoas em suas casas, crianças nas escolas, gerações jovens e trabalhadores que ainda sonham com as estrelas e acreditam que tudo é possível. Apesar de o cidadão comum ser o que mais contribui, com seus impostos, para os programas  espaciais nacionais, nem sempre o conhecimento é compartilhado conforma poderia e deveria. E, quantos mais “olhos” tivermos no espaço, mais seguro estará nosso planeta da ameaça real de pequenos asteroides que passam próximos da Terra. Embora o satélite esteja pronto, o serviço de lançamento precisa ser pago e a agência, que não é governamental, está arrecadando fundos entre cidadãos em todo o mundo. O que eles oferecem como contrapartida? Que qualquer cidadão pode colaborar com quantias que vão de US$25 a ES$10.000. A partir da doação de uma determinada quantia, o cidadão receberá vídeo ao vivo do satélite em seu navegador, diretamente da órbita da Terra! Sim, em seu computador, tablet ou smartphohe, diretamente da órbita; não é uma mera gravação, mas vídeo ao vivo; sem censura, sem cortes. E pela primeira vez na história, a humanidade terá meios de ver o que realmente se passa no espaço, com seus próprios olhos. Especificações para a transmissão: * resolução 720p HD para vídeo ao vivo da órbita da Terra, 900 km acima da Terra * capacidade para modo tela cheia * movimento em tempo real * telemetria do satélite em tempo real na tela * necessário um navegador com Java * necessária uma boa conexão com a internet O impacto de ter milhares de pessoas, senão milhões delas recebendo vídeos em tempo real da órbita da Terra é que proporcionamos mais equilíbrio no acesso a conhecimentos ao qual somente poucos especialistas têm acesso. É importante que elas também possam ver com seus próprios olhos se há algum NEO com o qual devamos nos preocupar. Segundo o site da agência, sua taxa de sucesso de missões espaciais é de cem por cento http://exa.ec/history.htm. Gostou da ideia de ter seus olhos nas estrelas? Saiba mais e, se possível, dê sua contribuição ao projeto acessando esse sítio, individualmente ou em grupo! Já pensou que interessante reunir esforços de um grupo de professores e ter uma “janela para as estrelas” em sua escola?

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