Família de Foguetes Delta


No contexto da guerra fria, os EUA desenvolveram os foguetes Delta, inspirados em um míssil balístico de longo alcance chamado Thor. O primeiro lançamento exitoso do Delta ocorreu quando a NASA colocou em órbita o satélite Echo 1A, em agosto de 1960. O programa continuou de desenvolvendo e cada nova versão do foguete incorporava uma nova tecnologia. Assim, surgiram as famílias Delta II, Delta III e Delta IV (How Stuff Works, http://ciencia.hsw.uol.com.br/delta52.htm). Os Deltas levaram ao espaço o primeiro satélite de comunicações passivo (Echo), o primeiro satélite comercial de comunicações (Telstar), o primeiro satélite europeu (Ariel 1), o primeiro satélite de comunicações a atingir órbita geossíncrona (Syncom 2). Diversos países em desenvolvimento também utilizaram os serviços do Delta para lançar satélites de comunicações. Os foguetes dessa família têm de dois a três estágios que usam combustível líquido, e podem ser utilizados apenas uma vez (são descartáveis). Esses foguetes são acompanhados de foguetes auxiliares externos. Vejamos algumas características dessas famílias de foguetes:

Delta II – essa família de foguetes usa querosene e oxigênio líquido como combustível e pode ser configurado em veículos de dois ou três estágios. Eles podem levar cargas de 891 até 2142 kg para órbitas geossíncronas de transferência (GTO), e de 2.7 a 6 toneladas métricas à órbita baixa da Terra (LEO). Foguetes Delta de dois estágios geralmente levam carga para missões à órbita baixa da Terra, tais como satélites de geoposicionamento global (GPS). Eles são também usados para missões de exploração do espaço profundo, tais como missões para Marte, cometas ou asteroides próximos da Terra. Recentemente, um foguete Delta II, em seu voo de número 150 levou duas sondas espaciais GRAIL da NASA, destinadas a estudar o campo gravitacional da Lua (NASA, 2011), além de levar a bordo câmeras com as quais alunos do nível básico podem obter imagens da Lua. Confira nesse vídeo o lançamento das sondas GRAIL.

Na metade da década de 1980, os lançamentos dos foguetes Delta começaram a ser reduzidos, com cargas futuras planejadas para voar a bordo do ônibus espacial. Depois do acidente com o Challenger em 1986, essa política foi revisada e em janeiro de 1987 a Força Aérea dos EUA ordenaram uma nova série de foguetes Delta, inicialmente para enviar satélites de posicionamento global. O Delta II, estatisticamente, é o foguete mais confiável em operação, tendo falhado somente duas vezes (NASA, 2011).

Delta III – essa família surgiu como uma evolução do Delta II. Ele transporta até 3810 kg a GTO, quase duas vezes a capacidade do Delta II, e sua capacidade de manobra é melhor. Algumas falhas com esse foguete estimularam o desenvolvimento do Delta IV. Com o surgimento do Delta IV, o Delta III não foi mais utilizado (http://kevinforsyth.net/delta/backgrnd.htm).

Delta IV – o gigante das famílias Delta, esses foguetes são capazes de carregar cargas de 4210 kg a 13130 kg à GTO. O lançador utiliza um foguete único com oxigênio ou hidrogênio líquido, que produz 2.949 kN de impulso (Basics of Spaceflight, JPL). Esses foguetes podem acomodar cargas únicas ou múltiplas na mesma missão. Eles podem transportar carga para órbitas polares, sol-síncronas, geossíncronas e geossíncronas de transferência, bem como órbita baixa. Os foguetes dessa família são montados horizontalmente, erguidos verticalmente na plataforma de lançamento, integrados com o satélite (carga a ser transportada), abastecidos e lançados. Esse processo reduz o tempo de permanência na plataforma para menos de 10 dias e a quantidade de tempo do veículo no local de lançamento para menos de 30 dias desde a chegada da fábrica. Isso reduz custos associados com as operações de lançamento (Boeing, http://www.boeing.com/defense-space/space/delta/delta4/delta4.htm). Esses foguetes são altos. Um deles atinge 72 metros.

Família de foguetes Delta IV. Note que os foguetes diferem em tamanho e estrutura dos estágios. O primeiro, por exemplo, têm seus estágios dispostos em série, enquanto que os demais têm estágios em série e em paralelo. Os foguetes em série são considerados mais confiáveis. Crédito da imagem: Boeing

Referências

Sítio da NASA
Sítio da Boeing
Sítio How Stuff Works

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