TV falhando na novela ou no jogo? Clima espacial pode ser culpado !


Extraído do sítio UOL

Da próxima vez em que a programação da sua TV passar por problemas na transmissão, pense, antes de xingar a emissora do programa, que o culpado pode estar no espaço. Segundo estudo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, que foi divulgado no periódico científico Space Weather nesta terça-feira (17), o clima espacial afeta o sinal de satélites.

O clima espacial é diretamente afetado por atividades ocorridas na superfície do Sol. Assim, basta que o principal astro de nosso Sistema Solar sofra uma erupção para que partículas carregadas de energia sejam disparadas rumo à Terra e afetem satélites localizados em sua órbita, produzindo falhas em transmissões de TV, por exemplo.

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ago.2013 – O Sol liberou massa coronal (CME, na sigla em inglês) em direção à Terra nesta terça-feira (20), por volta das 5h30 (fuso de Brasília), segundo a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana). O fenômeno solar, que solta no espaço bilhões de partículas ionizadas em forma de gás e plasma magnetizado de sua atmosfera, atingiu uma velocidade de 917 km/s e pode levar entre um e três dias para atingir o nosso planeta. As partículas do CME causam distúrbios no campo magnético da Terra, afetando sistemas eletrônicos e meios de comunicações, mas não prejudicam a saúde dos seres humanos, já que não conseguem atravessar a nossa atmosfera. Elas também são responsáveis pelas auroras que se formam na região dos polos. Acima, no canto direito, Mercúrio aparece como um ponto brilhante ESA & Nasa/SOHO

Os satélites da órbita terrestre guardam equipamentos eletrônicos altamente sensíveis. Esse conteúdo fica protegido por uma cobertura especialmente criada para resistir à radiação solar por, em média, 15 anos.

Contudo, por vezes, essa cobertura pode acabar ficando gasta com o tempo – deixando o satélite vulnerável às intempéries do Sol. O estudo do MIT buscou entender em que tipo de situação climática espacial essas falhas tornam-se mais possíveis de ocorrer.

Para isso, o time de pesquisadores analisou 26 falhas ocorridas ao longo de 16 anos em oito dos satélites geoestacionários localizados na órbita terrestre, relacionando-as ao clima espacial que vigorava no momento dos incidentes.

A relação apontou que a maioria dessas falhas ocorreu em momentos de declínio do ciclo solar, épocas marcadas por grande atividade do astro e liberação de elétrons altamente energéticos, como a que passamos atualmente.

Os cientistas acreditam que esse fluxo de partículas disparadas pelo Sol tenha se acumulado nos satélites ao longo dos anos, danificando a cobertura que protege seus equipamentos e, consequentemente, seu interior.

A exploração espacial e o lançamento de satélites trazem avanços, mas também deixam rastros perigosos. Os 5.000 lançamentos bem sucedidos feitos pelo homem desde o início da corrida espacial fizeram com que restos de foguetes, satélites, sondas antigas e até ferramentas de astronautas ficassem vagando ao redor da Terra. De acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), dois em cada três satélites concentram-se na órbita baixa da Terra, que vai até 2.000 quilômetros de altitude – em especial, na estreita faixa entre 800 quilômetros e 1.200 quilômetros. Não bastasse isso, eles estão mal distribuídos, já que a maioria desses equipamentos artificiais vagam sobre os polos terrestres Leia mais ESA

Tecnologia melhor e mais atual

Segundo autores do estudo, entender o que causa problemas aos satélites abre espaço para que tecnologias mais eficiente e adequadas ao que se espera dos satélites atualmente sejam empregadas.

“Entendendo como o ambiente afeta esses equipamentos, podemos criar satélites mais resistentes que, por sua vez, serão melhores não apenas em custo mas também em performance”, afirma, na divulgação do estudo, a pesquisadora Whitney Lohmeyer.

“Usuários de TV cada vez mais exigem capacidade maior dos satélites. Eles querem transmissão de dados por streaming, por exemplo, e se comunicar de forma mais ágil e com taxa de transferência de dados mais alta. Por isso, a forma como satélites são desenhados está mudando – e, junto a isso, despontam suscetividades do clima espacial e uma radiação que não existia até então, mas que virou um problema”, diz Whitney, alertando que falhas ocorridas devido ao clima espacial podem atingir ainda serviços de internet e telecomunicações.

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