Nave faz voo mais rápido da história até Estação Espacial Internacional


Notícia extraída do sítio UOL

29.mar.2013 – O cosmonauta russo Pavel Vinogradov (fundo) abre a escotilha da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) duas horas depois do acoplamento da nave russa Soyuz. Ele e sua equipe foram recebidos pelos atuais tripulantes da ISS: o canadense Chris Hadfield, que chefia a missão 35, o russo Roman Romanenko e o norte-americano Tom Marshburn Reprodução/Nasa TV

A nave russa Soyuz TMA-08M realizou o voo mais rápido da história entre a Terra e a Estação Espacial Internacional (ISS,  na sigla em inglês), nesta quinta-feira (28). O foguete, com três tripulantes a bordo, se acoplou com sucesso à plataforma orbital menos de seis horas depois de ser lançado.

A Soyuz se encaixou com sucesso à estação às 23h28 (no fuso horário de Brasília), cinco horas e 45 minutos após o seu lançamento na plataforma do cosmódromo de Baikonur, nas estepes do Cazaquistão. A viagem ao espaço começou às 17h43 (horário de Brasília), que corresponde às  02h43 de sexta-feira (29), no fuso do Cazaquistão.

“O acoplamento aconteceu em regime automático e na hora prevista”, disse um porta-voz da Roscosmos (Agência Espacial Russa), citado pela agência oficial “RIA Novosti”.

As escotilhas da ISS foram abertas duas horas depois da chegada da Soyuz (1h35, no fuso de Brasília), tempo necessário para confirmar o hermetismo do acoplamento e igualar as pressões da nave russa e da plataforma espacial, segundo o Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia (CCVE).

A nave levou à plataforma orbital os cosmonautas russos Pavel Vinogradov e Aleksandr Misurkin e o astronauta norte-americano Christopher Cassidy. Os recém-chegados foram recebidos pelos atuais tripulantes da ISS: o canadense Chris Hadfield, chefe da atual missão 35, o russo Roman Romanenko e o norte-americano Tom Marshburn.

A missão 36 está prevista para começar em maio, quando o astronauta Hadfield voltar para a Terra e passar o comando da ISS para o cosmonauta Vinogradov. O russo já esteve a bordo da plataforma orbital em 2006, por 182 dias, quando era engenheiro de voo, além de ter ficado 197 dias a bordo da estação Mir, em 1997.

Via expressa

O voo durou bem menos que os dois dias que astronautas e cosmonautas tradicionalmente levam para percorrer o trajeto entre a Terra e a Estação Espacial.

Mesmo estando a menos de 400 quilômetros de distância da Terra, a estação orbital está sempre em movimento, o que obriga a nave a ter de dar várias voltas ao redor da Terra até alcançar a ISS. Em geral, o foguete percorre 16 vezes a órbita da Terra, mas, desta vez, ela precisou orbitar apenas quatro vezes antes de se juntar à estação, segundo a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana).

A escolha da via “expressa” aconteceu depois que a Rússia lançou com sucesso para a ISS três naves não-tripuladas nos meses de agosto e outubro de 2012 e fevereiro de 2013. Os foguetes chegaram à estação orbital em seis horas.

A opção por essa via mais rápida permitiu que a tripulação da Soyuz economizasse 45 horas de viagem e antecipasse em 5 meses e meio o cronograma da missão, segundo a “CNN”. (Com agências internacionais)

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