Galáxia produz estrelas 2.000 vezes mais rápido que Via Láctea


  • Notícia extraída do sítio UOL
O telescópio Herschel detectou uma galáxia que produz estrelas 2.000 vezes mais rápido do que a nossa Via Láctea, o que pode confundir, ainda mais, as atuais teorias de evolução desses aglomerados. É que a observação foi feita pouco tempo depois do Big Bang, quando o Universo tinha menos de 1 bilhão de anos, e a HFLS3 já tinha uma massa similar a da nossa galáxia atual. Os astrônomos podem deduzir, então, que nesses cerca de 13 bilhões de anos de crescimento, ela poderia ter se transformado na “galáxia de maior massa conhecida no Universo”. Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), apesar de a HFLS3 aparecer como “uma pequena mancha vermelha” nas imagens, ela é “uma fábrica que transforma furiosamente o gás em novas estrelas”. Acima, concepção artística da galáxia criando estrelas ESA-C.Carreau

O telescópio da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) detectou uma nova galáxia que fabrica estrelas a uma velocidade 2.000 vezes superior a da Via Láctea, o que questiona as teorias atuais sobre a evolução de nossa galáxia.

A nova galáxia, denominada HFLS3 e observada quando o Universo tinha menos de 1 bilhão de anos (frente aos seus atuais 13,81 bilhões de anos), parece pouco mais do que um ponto na imagem capturada pelo telescópio espacial, disse comunicado da ESA nesta quarta-feira (17).

Mesmo com uma “decepcionante aparência”, “essa pequena mancha vermelha é, na realidade, uma fábrica de estrelas que transforma furiosamente o gás em novas estrelas”.

Apesar de sua curta idade, a galáxia recém-descoberta pelos cientistas tinha então uma massa similar a atual da Via Láctea, por isso, eles deduzem que, com outros 13 bilhões de anos de crescimento,ela poderia ter se transformado na “galáxia de maior massa conhecida no Universo”.

Essa dedução implica em um enigma pois, segundo as atuais teorias feitas pelos especialistas sobre a evolução das galáxias, nenhuma deveria ter essa massa em um curto período de tempo (na escala espacial) desde a explosão do Big Bang.

“Esta galáxia em particular nos chamou a atenção porque era brilhante e muito vermelha comparada com outras”, declarou o pesquisador Dave Clements, do Imperial College of London, no Reino Unido.

Essa cor vermelha levou os cientistas a pensarem que a HFLS3 poderia ser encontrada a uma grande distância, em um Universo que se expande. E algumas análises posteriores confirmaram que, efetivamente, trata-se da galáxia mais distante desse tipo encontrada até hoje.

Trata-se, portanto, do que os especialistas chamam de “galáxia com foco estelar”, ou seja, uma fábrica cósmica que produz o que depois se transforma em gerações de galáxias, estrelas e a maior parte da matéria conhecida. Os especialistas sabiam que existiam, mas nunca tinham descoberto nenhuma com idade tão avançada depois do Big Bang.

“O Herschel encontrou um estranho exemplo de uma galáxia abarrotada de estrelas em um período cósmico no qual havia muito poucas como ela”, comentou Göran Pilbratt, especialista da ESA.

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