CERN: Novas evidências apontam que partícula descoberta é o Boson de Higgs


Notícia extraída do sítio UOL

O Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN) anunciou em julho de 2012 a descoberta de uma nova partícula, que pode ser o procurado Bosón de Higgs

O Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN) anunciou em julho de 2012 a descoberta de uma nova partícula, que pode ser o procurado Bosón de Higgs

O Centro Europeu de Física de Partículas (CERN) revelou nesta quinta-feira (14) que a análise dos traços de uma nova partícula elementar, que teve o descobrimento anunciado em julho do ano passado, “indica fortemente” que o componente se trata do “Bóson de Higgs”.
Com esta declaração, o centro de pesquisa confirmaria uma das maiores descobertas do mundo da física, por se tratar de uma partícula cuja existência ainda não tinha sido comprovada mas que está relacionada com a teoria padrão da física moderna.
“Após analisar uma quantidade de dados duas vezes e meia maior do que se fez no anúncio de julho, acredita-se que a nova partícula se parece cada vez mais com o Bóson de Higgs”, disse o CERN.
Os participantes dos encontros de Moriond sobre física na Itália, onde os resultados dos experimentos Atlas e CMS, do CERN, foram apresentados, foram os primeiros a receber a notícia, que se propagou rapidamente por diversos meios científicos e foi confirmada pelo CERN.
A partícula de Higgs é importante pois se atribui a ela a propriedade de atrair e manter juntas as outras de partículas elementares que constituem a matéria visível do universo.
No entanto, os responsáveis pelo Atlas e o CMS, dois experimentos do Grande Colisor de Hádron (LHC, na sigla em inglês) que trabalharam de maneira paralela, embora independente, na busca da partícula, não se aventuraram ainda a declarar com total certeza que se trata do elemento descoberto em 1964 por Peter Higgs.
“Ainda não está solucionado se trata do Bóson de Higgs do modelo padrão de física de partículas ou possivelmente o mais rápido de uma série de bóson pré-ditos por algumas teorias que vão além do modelo padrão. Encontrar a resposta levará mais tempo”, esclareceu o CERN.
Os responsáveis assinalaram que a maneira de demonstrar ou descartar que se trata da partícula é a forma pela qual ela “interage com outras partículas e por suas propriedades quânticas”.
Por enquanto, as características verificadas são compatíveis com o Bóson de Higgs, mas para os cientistas isto ainda não é suficiente para se ter uma resposta definitiva.
“Os resultados preliminares com o conjunto de dados de 2012 são magníficos. Para mim está claro que se trata de um Bóson de Higgs, embora ainda reste um longo caminho para saber que tipo de Bóson de Higgs é”, disse o porta-voz do experimento CMS, Joe Incandela.
Segundo o CERN, para determinar se o elemento é o Bóson de Higgs do modelo padrão, os experimentos Atlas e CMS têm que medir com precisão a taxa na qual o bóson se desintegra em outras partículas e compará-la com os prognósticos teóricos.
A dificuldade de todo o processo de verificação é que a detecção deste bóson é um fato muito raro e ocorre em um caso para cada um trilhão de colisões de protón-protón.
Além disso, considera-se que para caracterizar a maneira pela qual ele se desintegra seriam necessários muitos mais dados do LHC.

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