Março/Abril


Novos estudos desafiam teoria atual de formação da Lua

Extraído do sítio Apollo11.com

A teoria vigente diz que nosso satélite se formou após o impacto de um grande objeto contra a Terra, mas uma descoberta recente mostra que existe muito mais material terrestre na Lua do que os estudos mostravam, colocando em xeque a teoria do choque cataclísmico.

A corrente de pensamento atual sugere que a Lua foi criada depois que um objeto do tamanho de Marte, chamado Theia, colidiu contra o nosso planeta há 4,5 bilhões de anos e que mais de 40 por cento da Lua é constituída por restos desse corpo impactante.

Os pesquisadores esperavam que este objeto fosse quimicamente diferente da Terra, mas os estudos anteriores mostravam que a Lua e a Terra eram muito mais parecidas do que deviam quando estudados a partir dos isótopos de alguns elementos e isso contrariava o modelo do impacto de Theia, atualmente aceito.

Para comparar ainda mais a Lua e a Terra, pesquisadores da Universidade de Chicago analisaram isótopos de titânio encontrados nas rochas dos dois objetos e descobriram que a relação dos isótopos de titânio encontrados em 24 amostras lunares retornadas pelas missões Apollo eram diferentes daquelas encontradas na Terra.

Intrigado, o geoquímico Junjun Zhang, ligado ao Centro de Chicago para Cosmoquímica suspeitou que alguma coisa estava alterando a relação de isótopos encontrados nas amostras lunares e concluiu que essa alteração era compatível com o bombardeio de raios cósmicos vindos do espaço profundo. Para Zhang, após colidirem com a Lua os raios cósmicos geram nêutrons que são absorvidos pelos átomos de titânio, alterando a relação de isótopos do elemento.

Após fazer as devidas correções em seu modelo, Zhang confirmou que a relação de isótopos encontrados nas rochas lunares e terrestres era quase a mesma, sugerindo que a Terra e Lua são muito mais parecidas do que se acredita.

“Parece improvável que Theia seja quase idêntica isotopicamente à Terra. Por isso, se Theia fosse de fato um maior contribuinte de material, nossa Lua deveria diferir substancialmente da Terra, mas não é isso que encontramos”, disse Zhang, que teve seu trabalho publicado na edição 25 da revista Nature Geoscience.
Outros Estudos
No entanto, as semelhanças entre a lua e a Terra também podem ser explicadas pela intensa mistura do material ocorrida após o impacto e que deixou grande parte do material de Theia enterrado sob a lua. Além disso, alguns cientistas especulam que a Lua seja constituída quase que totalmente do material Terra que foi ejetado a partir do movimento de rotação criado depois de um impacto gigante.
Duas Luas
Outros estudos recentes sobre a Lua podem influenciar na interpretação dos resultados do trabalho de Zhang. “Alguns colegas sugerem, por exemplo, que a Terra teve duas luas que coexistiram por um breve período e que colidiram entre si. Se assim for, talvez a composição isotópica da Lua perdida fosse semelhante à da Terra, o que explicaria as semelhanças encontradas”, explicou Zhang.

Para entender melhor as semelhanças encontradas, Zhang e seus colegas esperam as próximas medições de isótopos de outros elementos, como cálcio, que sem dúvida contribuiria para entender melhor a história da nossa Lua.

Futuro turista espacial é Vascaíno

Extraído de Núcleo de Notícias

Em fevereiro, Humberto Quintas, sócio e torcedor do Club de Regatas Vasco da Gama, levou a paixão pelo seu clube a uma dimensão mais elevada.


Humberto decolou a partir do deserto de Nevada (EUA), de um Boeing 727 adaptado, denominado G-Force One, para uma série de vôos parabólicos, nos quais a gravidade chega a zero por alguns minutos, dando aos passageiros a mesma flutuação dos astronautas no espaço. As parábolas são executadas entre sete e onze quilômetros de altitude, por pilotos altamente treinados, e representam a única forma de alcançar micro-gravidades e flutuação completa sem que se deixe a atmosfera do nosso planeta.

Durante todo o trajeto, Humberto Quintas carregou uma bandeira do Vasco e esteve vestido com o uniforme do clube. Além de atingir a chamada “zero G”, os tripulantes do G-Force One também experimentaram a mesma gravidade de Marte (um terço da gravidade da Terra) e da Lua (um sexto da gravidade terrestre).

Desta forma, o Vasco tornou-se o primeiro clube brasileiro a ter sua bandeira “flutuando” em gravidade zero e outras micro-gravidades.

A experiência com gravidade zero foi parte do treinamento para um vôo espacial sub-orbital (mais de cem quilômetros de altitude) no qual Humberto Quintas negocia participação. O vascaíno, que tem dupla cidadania luso-brasileira, vive a expectativa de ser um dos primeiros “turistas espaciais” (astronautas civis) de ambos os países. E faz planos para o grande dia:

“Flutuar em ‘zero G’ já foi maravilhoso, uma sensação indescritível, a realização de um sonho de infância. Todos deveriam ter a oportunidade de viver essa experiência. A meta principal será ver a Terra a partir do espaço. Quando este dia chegar, pretendo ter o escudo do Vasco preso ao meu traje espacial. Se Deus quiser, o Vasco será o primeiro clube brasileiro a alcançar o espaço, junto comigo, o que espero que aconteça em um futuro próximo. Os vôos particulares atualmente disponíveis não ultrapassam a fronteira de cem quilômetros, chegam no máximo à estratosfera, mas a tecnologia privada está se desenvolvendo rápido”, explicou.

Humberto Quintas cumprirá, em julho, outra etapa de treinamento para o almejado vôo espacial, quando fará, a partir de Moscou, um vôo até a estratosfera, a bordo de um caça militar Mig-29.

Esse carioca de 32 anos, executivo de uma empresa multinacional, possui um surpreendente medo de altura e explica o papel dos símbolos vascaínos nas suas aventuras:

“O Vasco sempre representou a igualdade, o combate aos preconceitos, o repúdio ao racismo, a integração entre povos diferentes. Espero passar esta mensagem, de união, independente de torcidas ou diferenças clubísticas. Além disso, os símbolos do clube são como amuletos, trazem-me sorte e ajudam-me a superar a vertigem.” Com informações do NetVasco.

E conclui, bem-humorado:

“Lá do alto, os rivais do Vasco parecem ainda menores”, diverte-se o “astronauta vascaíno”. Com informações do NetVasco.

Bela nebulosa é “imagem do dia” da NASA

Crédito da imagem: NASA/JPL-Caltech

Essa bela imagem em ultravioleta da nebulosa Cygnus foi obtida pelo telescópio espacial da NASA chamado Explorador da Evolução de Galáxias. A nebulosa se encontra a 1.500 anos-luz de distância da Terra, e é um remanescente de supernova, gerado a partir de uma explosão estelar massiva que ocorreu há 5 mil-8 mil anos-luz. A nebulosa tem um tamanho equivalente a três vezes o da Lua cheia no céu noturno. Os filamentos de gás e poeira que podem ser observados nessa imagem ultravioleta foram aquecidos por onda de choque da supernova, que ainda está se espalhando a partir da explosão original. Tal explosão teria sido brilhante o suficiente para ser vista claramente da Terra, a olho nu.

Lixo espacial deixa astronautas de estação em alerta

Extraído de Folha.com

A tripulação da Estação Espacial Internacional teve de se refugiar em cápsulas de fuga de emergência temendo uma colisão com um pedaço de lixo espacial.

O detrito, um pedaço descartado de um foguete russo, foi detectado na sexta-feira, quando já era tarde demais para mover a estação espacial.

A agência espacial americana, a Nasa, afirmou que o detrito não chegou a se aproximar tanto da estação a ponto de constituir uma ameaça, mas acrescentou que foi preciso tomar medidas de precaução.

Foi a terceira vez em doze anos que a Estação Espacial Internacional enfrenta o risco de ser atingida por lixo espacial.

Em junho, um detrito chegou a 335 metros da plataforma espacial.

Segundo a agência espacial russa, o pedaço de foguete deste sábado passou a uma distância de 23 quilômetros da estação.

‘EXERCÍCIO DE ABRIGO’

A plataforma espacial atualmente conta com três astronautas russos, dois americanos e um japonês.

A equipe recebeu ordens de se refugiar em duas cápsulas Soyuz na eventualidade de a estação ser atingida, mas um porta-voz da Nasa informou que eles receberam o sinal verde para regressar à estação na madrugada do sábado.

O ”exercício de abrigo”, segundo o porta-voz, foi realizado ”com extremo zelo e de forma muito cuidadosa”. Ele acrescentou que tudo ocorreu ”como manda o figurino e o pequeno detrito passou pela Estação Espacial Internacional sem que houvesse incidentes”.

A Nasa está atualmente rastreando cerca de 22 mil objetos que estão percorrendo a órbita terrestre, mas a agência espacial acredita que possam exitir milhões de objetos rondando o espaço, como consequência de décadas de programas espaciais.

Os detritos variam de tamanho, podendo ser desde pequenos objetos com menos de um centímetro de comprimento ou até grandes pedaços de foguetes, satélites que não operam mais ou tanques de combustível descartados.
Todos estes detritos que constituem o lixo espacial viajam a velocidades de vários quilômetros por segundo e, numa eventual colisão, podem provocar sérios danos à plataforma espacial ou a satélites.

Um dos eventos que provocou a maior criação de detritos se deu em 2007, quando a China usou um míssil para destruir um de seus próprios satélites. A explosão criou mais de 3 mil detritos, que puderam ser rastreados, e outras 150 mil partículas.

Asteroide passará próximo à Terra em 2013

Rocha espacial se aproximará do nosso planeta a distância menor que a da Lua; ESA descarta risco de colisão

A Agência Espacial Europeia (ESA), afirmou, nesta quarta-feira (15), que um asteroide recém-descoberto vai passar muito perto da Terra em 15 de fevereiro de 2013. A rocha espacial de 50 metros chegará a apenas 24 mil km de distância do nosso planeta, abaixo da altitude de muitos satélites de comunicação.

Trata-se de uma passagem tão próxima que representa menos de 7% do espaço entre a Terra e a Lua – de aproximadamente 380.000 km. Para efeito de comparação, o asteroide 2005 YU55, que chamou a atenção da mídia e pesquisadores ao se aproximar do nosso planeta em 8 de novembro de 2011, chegou a distância máxima de 325 mil km. No entanto, a ESA descarta qualquer risco de colisão entre o asteroide e a Terra, mas ressalta a “crescente necessidade de vigiar de forma sistemática” o entorno do planeta, uma vez que existem mais de 500 mil objetos próximos de sua órbita.

Batizada como 2012 DA14, a rocha foi descoberta no último dia 22 de fevereiro por astrônomos do Observatório Astronômico de La Sagra (LSSS), localizado no sudeste da Espanha. Os gráficos orbitais mostram que o asteroide tem trajetória ao redor do Sol muito parecida com a terrestre, mas passa a maior parte do tempo bem distante do nosso planeta.

Essa trajetória é considerada incomum pelos astrônomos e, segundo Jaime Nomen, um dos descobridores, “foi um dos fatores que dificultaram a observação do objeto, somado a sua grande velocidade angular, seu brilho tênue e outras características de sua órbita”.

IMPACTO VIOLENTO

Mas o que aconteceria se o asteroide 2012 DA14 atingisse a Terra? Segundo os cálculos preliminares, a rocha espacial tem 120 mil toneladas e produziria um choque similar ao do impacto de Tunguska, ocorrido no início do século XX acima dos céus da Sibéria, destruindo cerca de 2 mil km² de floresta.

Se o mesmo impacto ocorresse em alguma grande cidade como São Paulo, as consequências seriam devastadoras. Mas os cientistas reforçam que a distância de 24 mil km é completamente segura e que o 2012 DA14 não irá se chocar com a Terra em fevereiro de 2013.

No entanto, o mesmo não se pode dizer das futuras visitas do asteroide. A partir de 2020 até 2057, o 2012 DA14 fará uma série de rasantes bem próximos do nosso planeta, sendo que a maior aproximação prevista será de apenas 448 km em 16 de fevereiro de 2040.

Para efeito de comparação, a Estação Espacial Internacional (ISS), viaja a 386 km a cima do planeta. Mas mesmo com um valor tão próximo de nossa atmosfera, as chances de impacto permanecem muito baixas segundo os cientistas da ESA.

Fonte: ESA, Space


Mitos e verdades sobre tempestades solares

Com o início de 2012, muito se tem falado sobre profecias de fim dos tempos e sua suposta relação com atividades solares. Clique na imagem abaixo e confira uma matéria bastante esclarecedora sobre esse assunto polêmico.

Clique e confira esse recurso para uma viagem pelas dimensões dos objetos do Universo!


Aumenta força de tempestades geomagnéticas

Extraído e traduzido do sítio da NASA
Uma aurora de 8 de março de 2012, brilhando sobre montanhas cobertas de gelo em Faskrudsfjordur, Iceland. Imagem cedida por Jónína Óskarsdóttir

Tempestades geomagnéticas provocadas por ejeções de material da corona do Sol (CMEs) ficaram bastante intensas no início de março.

Esses efeitos de clima espacial ocorreram devido à atividade do Sol do dia 7 de março, que causou mudanças rápidas no formato da magnetosfera da Terra – a bolha de campo magnético protetor que circunda a Terra – resultando em uma tempestade geomagnética. No dia 8 de março, a tempestade estava bastante suave, considerando que os campos magnéticos das CMEs se encontravam parcialmente alinhados com o da Terra, assim deslizando ao redor da magnetosfera. Entretanto, a tempestade geomagnética se tornou mais intensa porque os campos magnéticos das CMEs mudaram de direção, de modo que elas puderam com mais facilidade depositar energia magnética e radiação no ambiente terrestre.

2012: Explosões solares “assassinas” são uma impossibilidade física, segundo Nasa

Extraído, traduzido e adaptado do sítio da NASA

Há uma necessidade real de proteger a Terra dos efeitos do clima espacial, grandes explosões de energia eletromagnética e partículas que por vezes são emitidas pelo Sol. Assim, algumas pessoas temem que uma explosão solar gigantesca poderia emitir tanta energia que destruiria a Terra. Citando o fato de que a atividade solar está aumentando em seu ciclo padrão de 11 anos, há quem acredita que 2012 poderá coincidir com essa suposta explosão. Confira esse vídeo (em inglês), em que um cientista da NASA explica de forma bastante clara por que não devemos temer o “fim do mundo” por uma explosão solar em 2012.

Entretanto, esse ciclo solar existe há milênios. Qualquer criança com 11 anos de idade já vivenciou um ciclo solar inteiro, sem nenhum dano. Além disso, o máximo solar está previsto para ocorrem no final de 2013 ou no início de 2014, e não em 2012.

A sonda SOHO obteve imagens de uma explosão (flare) solar quando ele surgiu na superfície do Sol em 28 de outubro de 2003. Aquele foi o flare mais forte medido com os modernos métodos, que utilizam sondas espaciais. Entretanto, o mais importante é saber que mesmo as explosões (flares) solares mais poderosas seriam capazes de fisicamente destruir a Terra.

Isso é diferente de afirmar que o clima espacial não afeta a Terra. As explosões solares geram radiação eletromagnética e partículas energéticas que certamente chegam a nosso planeta. Essas explosões podem temporariamente alterar a atmosfera superior, criando perturbações em transmissões de sinais, digamos, de um satélite GPS para a Terra, fazendo com que ele pare de funcionar por intervalos de tempo. Outro fenômeno produzido pelo Sol, que causa ainda mais perturbações, são as ejeções de material coronal (CME), explosões solares que emitem rajadas de partículas e flutuações eletromagnéticas na atmosfera da Terra. Essas flutuações podem induzir flutuações elétricas no nível do solo capazes de afetar transformadores em redes de energia. As partículas emitidas por CME também podem colidir com equipamentos eletrônicos cruciais a bordo de satélites e perturbar seus sistemas.

Em um mundo cada vez mais tecnológico, onde quase todos dependem de telefones celulares e GPS não apenas em automóveis, mas também na navegação aérea e nos relógios extremamente precisos que controlam transações financeiras, o clima espacial é um assunto sério.

Mas o clima espacial é um problema semelhante a enchentes, por exemplo. Podemos nos proteger com antecedência por meio de previsões precisas, que nos permitam tomar as medidas necessárias para evitar danos. Assim como a previsão do tempo ajuda a evitar catástrofes, cientistas da NASA e outras agências espaciais fornecem advertências para companhias elétricas, operadores de sistemas espaciais, e pilotos de aeronaves antes que uma CME emita partículas para a Terra, para permitir que esses grupos tomem as precauções necessárias. A melhoria dessas habilidades de previsão do clima espacial melhorou nas últimas décadas, sendo uma das razões pelas quais a NASA estuda o Sol e o clima espacial. Não podemos ignorar o clima espacial, mas certamente podemos tomar medidas para nos proteger.

Para mais informações sobre 2012, acesse o sítio da NASA dedicado a esse assunto:

http://www.nasa.gov/topics/earth/features/2012.html

Nasa divulga imagens de aurora boreal vista do estação espacial

DA BBC BRASIL

A Nasa, a agência espacial americana, divulgou nesta terça-feira fotos que mostram a aurora boreal.

Captadas pela equipe da ISS (Estação Espacial Internacional), as imagens foram feitas entre janeiro e fevereiro desse ano e focam principalmente o norte dos Estados Unidos e do Canadá.

A aurora boreal é um fenômeno ótico que ocorre no Hemisfério Norte e é gerado em decorrência do impacto de partículas de partículas provenientes do Sol –o chamado vento solar– e a poeira espacial da Via Láctea em contato com a atmosfera terrestre.

Confira abaixo o vídeo.

Ônibus espacial da Nasa filma decolagem

Por Vanessa Daraya, de INFO Online  Segunda-feira, 19 de março de 2012

São Paulo – A Nasa divulgou um vídeo que mostra o lançamento de um ônibus espacial a partir do ponto de vista do foguete. Portanto, este é um filme diferente de todos os outros já exibidos.

Michael Interbartolo, funcionário da Nasa e responsável pela divulgação do vídeo, diz que o filme foi criado em colaboração com Ben Burtt Jr. e pela Skywalker Sound, cujo mestre é George Lucas, do filme Star Wars. Eles fizeram um trabalho de mixagem e melhoramento de som, desde a descolagem até sua separação.

Depois da explosão da nave Challenger, há 26 anos, que matou sete tripulantes, a NASA equipou os ônibus espaciais de câmeras, para identificar qualquer tipo de defeito.

As câmeras externas dos voos espaciais STS-117 e STS-127, que ficaram acopladas ao veículo, gravam em alta definição e são equipadas com microfones. Por isso, as imagens do vídeo são extramemente nítidas. Além disso, o áudio foi remasterizado pela Skywalker Sound.

As imagens mostram o foguete sendo lançado com o ônibus espacial. Em dois minutos, os propulsores de foguetes sólidos são separados do tanque externo. Enquanto eles caem, também é possível ver a Terra girando ao redor. Depois, o filme exibe o retorno a Terra até pousar no mar. Elas fazem parte de um DVD especial do Ascent, um filme que reúne os melhores materiais de vídeo de três décadas de ônibus espaciais.

Saiba mais sobre a força gravitacional e astronautas no espaço, nesse vídeo esclarecedor da Khan Academy

A Khan Academy é uma organização não governamental que tem como objetivo contribuir para a melhoria da educação por meio de vídeo-aulas online disponibilizadas gratuitamente. Além dos vídeos, o site conta com um módulo de exercícios e um painel que permite ao usuário acompanhar seu desempenho. Todo conteúdo é aberto.

A Fundação Lemann, em parceria com o Instituto Natura e o Instituto Península, está trazendo a Khan Academy para o Brasil, traduzindo os vídeos de Aritmética, Biologia, Química e Física para o português e levando a ferramenta para escolas públicas. Saiba mais no sítio http://www.fundacaolemann.org.br/khanportugues/

Inscrições para Olimpíada Brasileira de Astronomia são prorrogadas

Extraído do sítio UOL

As inscrições para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) foram prorrogadas até o dia 23 de março, em virtude ao grande número de escolas que ainda estão se cadastrando para participar do evento.

As provas acontecem no dia 11 de maio e serão divididas em quatro níveis. Podem participar estudantes dos ensinos fundamental e médio.

De acordo com o astrônomo e coordenador nacional da OBA, Dr. João Canalle, cada prova será constituída de dez perguntas: cinco de Astronomia, três de Astronáutica e duas de Energia.

“As questões serão, em sua maioria, de raciocínio lógico”, informa.

Os estudantes mais bem classificados vão integrar as equipes que representarão o país nas olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica  e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica, de 2013, além de participarem, nesse ano, das Jornadas Espacial, de Energia, de Foguetes e do Space Camp.

Mostra de Foguetes
Além da olimpíada, as escolas também poderão participar da VI Mostra de Foguetes (MOFOG). O evento avalia a capacidade dos jovens de construir e lançar, o mais longe possível, foguetes feitos de garrafa pet ou de canudo de refrigerante.

Para isso, as instituições devem se cadastrar primeiramente na OBA pelo site www.oba.org.br.

A MOFOG acontece dentro da própria escola e possui quatro níveis.

Não há obrigatoriedade em relação ao número, mínimo ou máximo, de alunos participantes. Os foguetes deverão ser elaborados e lançados individualmente ou em equipe.

Após o dia 11 de maio, a escola deverá informar os nomes dos participantes e os alcances obtidos por seus foguetes.

No final, todos, incluindo professores e diretores, recebem um certificado da OBA e os estudantes que alcançarem os melhores resultados receberão medalhas.

Os estudantes do ensino médio que se destacarem na MOFOG serão convidados para IV Jornada de Foguetes.

Além de palestras com especialistas, nesse evento os participantes vão apresentar e lançar seus foguetes diante de uma comissão julgadora.

Os vencedores receberão material didático e um troféu. Ainda serão distribuídas 70 bolsas de Iniciação Científica Júnior, com duração de um ano.

Sobre a OBA
As últimas 14 edições já somam mais de 4 milhões de participantes. Só em 2011, a olimpíada distribuiu 33.307 medalhas e reuniu 803.180 alunos  de 9.153 escolas de todas as regiões do país, envolvendo 64.890 professores. A expectativa desse ano é atingir a marca de um milhão.

A olimpíada recebe o apoio da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) , do Ministério da Educação (MEC),  Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), da Universidade Paulista (UNIP), do Instituto Nacional de Tecnologias e Ciências do Espaço (INespaço) e do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST).

A organização da OBA é formada por uma comissão composta por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). O grupo responsável é constituído por: João Batista Garcia Canalle (UERJ), Thaís Mothé-Diniz (UFRJ), Helio Jacques Rocha-Pinto (UFRJ), Jaime Fernando Villas da Rocha (UNIRIO) e pelo engenheiro aeroespacial José Bezerra Pessoa Filho (IAE), representando a Agência Espacial Brasileira (AEB).

Pesquisadores da Nasa identificaram a diminuição da capacidade da Floresta Amazônica de absorver gás carbônico

Extraído do sítio UOL
A seca de 2010 foi uma das mais fortes da história recente da Amazônia (Euzivaldo Queiroz)

No momento em que empresas estrangeiras se apropriam de hectares na floresta amazônica para conseguirem negociar créditos de carbono no mercado internacional, pesquisadores da Agência Espacial Americana, a Nasa, identificaram a diminuição da capacidade da Floresta Amazônica de absorver o Dióxido de Carbono (gás carbônico). A atividade é considerada válvula propulsora para a diminuição do efeito estufa, causador aquecimento global.

A constatação foi apresentada pela pesquisadora Erika Podest, que ministrou palestra sobre estudo ambiental realizado a partir de imagens de satélites da Nasa e falou com exclusividade à reportagem de A CRÍTICA. “Esse fenômeno de grandes secas e bastante mudança no ciclo das chuvas pode se estender ainda mais”, alerta a especialista, lembrando que o sul da Amazônia é a região mais afetada por essas anomalias.

A palestra da especialista abordou os diversos aspectos do ambiente terrestre que a Nasa consegue medir através de seus satélites a partir de uma perspectiva global e voltou seu olhar para a Amazônia, focando nas anomalias que os satélites encontraram relacionadas ao ciclo da chuva e suas consequências para a vegetação. “Em 2005 e em 2010 houve muito menos precipitação (chuva) do que o normal. O que as imagens de satélites mostravam é que grande parte da Amazônia, especialmente onde tinha menos chuva, tinha menos vegetação. Ou seja, a vegetação está morrendo ou produzindo menos folhas do que costumava produzir. Esse fato é determinante para entendermos as mudanças climáticas na Amazônia, já que estamos forçando ao limite a vegetação”, explicou.

O evento promovido pelo Projeto Planeta Sustentável, da Editora Abril, aconteceu sobre as águas do Rio Negro, a bordo do navio Ibero Star, durante o todo o final de semana, reunindo cientistas, ambientalistas, empresários e jornalistas de todo o Brasil e parte do mundo.

Elogio

Em segunda viagem ao País, a pesquisadora panamenha confessou nunca antes ter pisado no solo amazônico. Tal experiência, segundo suas próprias palavras, a deixou “maravilhada”. “Já havia estado no Brasil, mas nunca na Amazônia. Confesso que fiquei maravilhada. É muito diferente do que ver as imagens de satélite”, afirmou a cientista.

Erika elogiou ainda a iniciativa do Planeta Sustentável em trazer a discussão sobre sustentabilidade para dentro da Amazônia e citou o trabalho do grupo de pesquisa LBA (Experimento de Larga Escala da Biosfera e Atmosfera da Amazônia, da sigla em inglês), um projeto de cooperação internacional com recursos da Nasa que busca entender como as mudanças no uso da terra e do clima afetarão o funcionamento biológico, físico e químico da região e do mundo.

Projeto Planeta Sustentável

Com o tema “Novas Ideias para o Futuro da Amazônia”, o seminário realizado pelo Projeto Planeta Sustentável, da Editora Abril, reuniu mais de cem pessoas, entre CEO’s de grandes instituições, membros da comunidade científica internacional, além de jornalistas e ambientalistas de peso, a bordo do navio Ibero Star, a fim de discutir o futuro da Amazônia a partir de estratégias conjuntas de desenvolvimento sustentável. O Projeto é financiado por seis instituições: Abril, CPFL Energia, Bunge, Petrobras, Grupo Camargo Corrêa e Caixa.

Segundo o gerente de Marketing e Comunicação do Planeta Sustentável, Caio Coimbra, comenta que a ideia do seminário era mesmo de “ocupar os biomas e discutir questões mais profundas em relação a cada um deles” e que a iniciativa, que foi pensada por mais de um ano, já deu seus primeiros frutos. “As instituições já estão saindo daqui com uma agenda programada em torno da sustentabilidade”.

Tour pela superfície da Lua, a bordo da sonda LRO, da NASA

Confira nesse vídeo imagens impressionantes da superfície da Lua. Para muitos, a Lua é considerada um corpo celeste estéril onde nada muda. Essa ideia está longe da realidade do quanto ela sofreu transformações ao longo de seus 4.5 bilhões de anos de existência. As recentes missões robóticas que estão sendo enviadas à Lua nos ajudam a entender não somente como a Lua sofreu, sim, enormes transformações em sua superfície, devido a fatores externos (bombardeamento de meteoros devido a não existência de uma atmosfera), e a fatores internos (atividade vulcânica, produzindo inclusive planaltos) mas também como os outros planetas rochosos no sistema solar assumiram sua aparência atual. Em outras palavras, podemos entender melhor o sistema solar, e nosso próprio planeta.

Assim, nem todos os elementos da geologia da Lua são recentes. Vejamos alguns exemplos nesse vídeo. Existe uma área chamada Base Oriental, que sofreu grandes impactos. Provavelmente, lá ocorreu o último impacto gigante já ocorrido na superfície da Lua. O interior de algumas crateras do Polo Sul da Lua como a Cratera Shackleton não recebem nenhum raio de luz solar há mais de dois bilhões de anos. Entretanto, foram recentemente iluminadas, mapeadas e fotografadas pela Sonda de Reconhecimento Lunar (LRO) da NASA, que nos possibilitou enxergar o interior dessas crateras. Algumas dessas crateras são mais profundas que o Grand Canyon. Foi detectada a maior base de impacto no polo sul da Lua, medindo muitos quilômetros de profundidade e cerca de 25 mil quilômetros de diâmetro. E uma cratera mais jovem chamada Tycho deve ter se formado na época em que os dinossauros estavam na face da Terra, há 1.800.000 de anos.

Já no lado oculto da Lua, houve atividade vulcânica mais recente. Por exemplo, há uma cratera chamada Tsyolkovsky, em homenagem ao professor russo considerado o pai da Astronáutica. Essa cratera se encontra repleta da lava, também chamada maria. Há um belo pico no centro da cratera. Podemos ver ainda no vídeo sinais deixados pelos astronautas que visitaram a Lua em 1972, na missão Apollo 17. Confira o vídeo para apreciar essas belas imagens e entender mais sobre como os novos estudos sobre a Lua vêm ajudando os cientistas a aprender mais sobre a geologia dos planetas rochosos, de modo que podemos aprender mais sobre nossa própria Terra.

Informações extraídas, traduzidas e adaptadas do sítio da NASA.

Estudo revela que viagem espacial longa pode causar problemas de saúde nos astronautas

Estadão

Um novo estudo publicado na edição online da revista Radiology sugere que passar longos períodos no espaço pode causar anormalidades óticas semelhantes às que ocorrem nos casos de hipertensão intracraniana de causa desconhecida, isto é, quando há aumento de pressão dentro do crânio de uma pessoa, sem qualquer explicação palpável.

Para chegar a essa tese, os pesquisadores realizaram exames de ressonância magnética em 27 astronautas para avaliar as condições físicas deles após estadias médias de 108 dias em missões a bordo de ônibus espaciais e/ou na Estação Espacial Internacional (ISS), quando estiveram foram expostos à microgravidade, ou gravidade zero. Oito dos 27 astronautas foram submetidos a um segundo exame depois de uma nova missão espacial, que durou cerca de 39 dias.

“Os resultados das ressonâncias magnéticas mostraram várias combinações de anormalidades, tanto após curto quanto longo prazo de exposição cumulativa à microgravidade”, disse Larry A. Kramer, professor de Diagnóstico e Intervenção por Imagem da Escola de Medicina da Universidade do Texas, em Houston. “Essas mudanças que ocorrem durante o tempo em que estão expostos pode ajudar os cientistas a compreenderem melhor os mecanismos responsáveis pela hipertensão intracraniana em pacientes não espaciais que viajam”, afirmou.

Entre astronautas com mais de 30 dias de exposição à microgravidade cumulativa, os resultados incluem expansão do espaço do fluido cérebro-espinhal em torno do nervo óptico em nove dos 27 (33%) astronautas, achatamento da parte de trás do globo ocular em seis deles (22%), abaulamento do nervo óptico em quatro (15%) e alterações na glândula pituitária e sua conexão com o cérebro em três (11%) dos astronautas. A glândula pituitária, ou hipófise, produz hormônios que regulam uma variedade de funções importantes do corpo.

As anormalidades encontradas nos astronautas também são observadas em casos de hipertensão intracraniana de causa desconhecida, em que não há explicação para o aumento da pressão em torno do cérebro. A pressão faz causa inchaço na junção entre o nervo óptico e o globo ocular e pode resultar em problemas visuais.

Perda de densidade mineral óssea e atrofia muscular são alguns dos efeitos, já conhecidos, da gravidade zero sobre os astronautas. E agora com as excursões mais longas no espaço, proporcionadas pela existência da ISS, os cientistas têm observado crescimento nos casos de alterações visuais.

Segundo William J. Tarver, que é chefe da clínica de medicina de voo da Nasa/Johnson Space Center, a agência notou mudanças na visão de alguns astronautas que estão envolvidos com as missões da ISS, mas a origem ainda não é totalmente compreendida. “A Nasa colocou este problema no topo de sua lista de riscos humanos e iniciou um programa para estudar os mecanismos e implicações envolvidas no tema, além de continuar acompanhando de perto a situação”, disse Dr. Tarver.

Evolução da Lua em vídeo da NASA

Confira nessa sequência de imagens como a Lua veio a se tornar o que podemos enxergar hoje.

Rússia quer novas missões para modernizar setor espacial, diz jornal

Da AFP, 13/03/2012

A Rússia pretende, até o ano de 2030, enviar missões para a Lua, Marte, Vênus e Júpiter, desenvolver um novo foguete e modernizar seu setor espacial. As informações são do jornal “Kommerstant”, que cita uma ambiciosa estratégia elaborada pela Roskosmos, a agência espacial russa.

“A Roskosmos não renuncia à exploração de outros planetas e prevê desenvolver uma série de missões par aprofundar o estudo da Lua, entre outras coisas, com robôs (incluindo trazer de volta à Terra mostras do solo), Vênus e Júpiter”, explica o Kommerstant.

Segundo o documento obtido pelo jornal e que foi enviado na semana passada ao governo, a Roskomos pretende realizar até 2030 um “voo tripulado sobre a Lua seguido do envio de astronautas a sua superfície antes de trazê-los de volta à Terra”, destaca o jornal.

“Além disso, a Roskosmos, em cooperação com sócios estrangeiros, pretende levar à Marte uma rede de estações científicas duradouras”.

A agência espacial russa também deseja construir um novo foguete Angara, uma nova nave espacial para os voos tripulados e substituir as tecnologias soviéticas ainda utilizadas e que fracassaram diversas vezes ano passado.

Queda da Phobos-Grunt é um símbolo dos fracassos recentes do programa espacial russo (Foto: STR / AFP Photo)

Em 2011, a Rússia fracassou no momento de lançar satélites, uma nave de abastecimento para a Estação Espacial Internacional (ISS) e sua primeira missão de exploração interplanetária em 15 anos, a sonda marciana Phobos-Grunt.

O cosmódromo Vostotchni (Extremo Oriente russo) deve estar pronto para os lançamentos de satélites em 2015.

O Kommersant afirma que a Rússia investirá até 2015 em tecnologias estrangeiras para modernizar o setor, antes de retornar a partir de 2020 essencialmente a componentes russos.

Quer saber mais sobre a operação de lançamento de veículos espaciais? Confira clicando na imagem!

Pesquisador da Nasa dá aula por teleconferência para estudantes do Distrito Federal

Extraído do sítio do Jornal Nacional

Um pesquisador brasileiro da agência espacial americana decidiu dividir seus conhecimentos sobre o universo com alunos de uma escola pública perto de Brasília. Numa reportagem do Fantástico, ele ficou sabendo das dificuldades vencidas pelos estudantes.

O dia mal amanheceu e é hora de sair de casa, em Arapoanga, bairro da cidade de Planaltina. Sarana, de 14 anos, vai para a escola: “Um dos meus sonhos é ser cientista, estudar os planetas, o espaço”, afirma a jovem.

Todos os dias começam com a palavra de estímulo do diretor Jordenes da Silva. Onde havia violência, agora se colhem resultados bem diferentes: “O meu sonho é o sonho de cada aluno meu. Então, se eles conseguirem se realizar, eu estarei realizado”.

Desde que o diretor Jordenes assumiu a escola, em 2010, a evasão caiu 35%. Foram identificados até foragidos entre os estudantes. Todos acabaram expulsos. Uma transformação que virou reportagem no Fantástico em outubro do ano passado.

A reportagem foi assistida pelo professor Daniel Nunes, cientista brasileiro, que trabalha na NASA, na Califórnia: “Eu fiquei tão animado vendo o trabalho deles na escola, em Arapoanga, que resolvi entrar em contato com o professor Jordenes”.

Conexão estabelecida entre Califórnia e Arapoanga por uma tela. Uma experiência da qual os alunos da escola jamais vão esquecer.

Daniel nasceu no Rio de Janeiro e sempre sonhou em ser astrônomo. Chegou lá depois de muita dedicação e a ajuda de uma bolsa de estudos. Atualmente, a pesquisa dele é tentar descobrir a composição do planeta Marte. A aula de 50 minutos trouxe o universo para Arapoanga; “Vênus é um pouco mais brilhante do que Júpiter porque Vênus está mais próximo da Terra”, ensina Daniel.

O exemplo de Daniel serve de inspiração para os alunos: “Se ele tão jovem assim, já está lá, a gente pode chegar também em qualquer lugar. É só a gente seguir o plano e a meta que ele se propôs que a gente seguisse”, diz a aluna Sarana.

”A gente se inspira em pessoas que conseguiram vencer na vida”, afirma outra aluna.

Impressionante! Adolescente manda réplica de ônibus espacial à estratosfera

Da BBC

Em uma empreitada de deixar os engenheiros da Nasa com inveja, um adolescente romeno de 18 anos fascinado por viagens espaciais conseguiu lançar uma réplica de um ônibus espacial à estratosfera com um orçamento equivalente a R$ 4.400. Assista ao vídeo.

A réplica em questão foi montada por Raul Oaida em apenas três dias com 180 blocos de montar de brinquedo e supercola.

Com a ajuda de um balão de hélio gigante, uma câmera de alta definição e um localizador por GPS, Oaida registrou o voo de seu ônibus espacial a uma altitude de 35 mil metros.

O adolescente teve a ajuda de um empresário australiano, que conheceu pela internet e que se dispôs a financiar sua empreitada.

Adolescente manda réplica de ônibus espacial à estratosfera (Foto: Cortesia Raul Oaida)

Com a dificuldade em conseguir autorização das autoridades de controle aéreo na Romênia, Oaida teve que ir à Alemanha para fazer seu lançamento, aproveitando o fato de que seu pai estava no país a trabalho.

Após seis horas de voo e um pouso tranquilo, o ônibus espacial foi recuperado intacto a 250 quilômetros de distância do local de lançamento, em um bosque no sudeste da Alemanha.

‘Difícil de acreditar’

As imagens captadas pelo equipamento são impressionantes. ‘Após ver o vídeo, ficamos totalmente assombrados. Ainda é difícil de acreditar que ele estava realmente lá em cima’, afirma Oaida.

‘O que eu faço pode parecer um pouco aleatório, mas há uma direção geral, um plano para esse caos, que é a realização de meu sonho de longa data: as viagens espaciais’, comentou ele à BBC Brasil.

Com o sucesso da empreitada, Oaida e seu financiador australiano, Steve Sammartino, já planejam a próxima viagem espacial.

Na quinta-feira, Oaida abriu uma conta para crowdfunding (financiamento por meio de grande quantidade de pequenas doações pela internet) e espera o resultado de uma enquete em seu blog para decidir que objeto lançará da próxima vez.

Seu objetivo é arrecadar US$ 5.000 até o fim de abril. Mas até a manhã desta sexta-feira, ele havia conseguido apenas três doadores, que se comprometeram com um total de US$ 18.


Estudantes participam de lançamento de foguetes

Alunos de escolas públicas e privadas vão participar de uma verdadeira gincana científica. Foram abertas as inscrições para a VI Mostra de Foguetes (MOFOG). O evento avalia a capacidade dos jovens de construir e lançar, o mais longe possível, foguetes feitos de garrafa pet ou de canudo de refrigerante.

Realizada pela Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), a iniciativa é voltada para estudantes dos ensinos fundamental e médio. Para participar, as instituições devem se cadastrar primeiramente na OBA pelo site (http://www.oba.org.br).

A MOFOG acontece dentro da própria escola e possui quatro níveis. Não há obrigatoriedade em relação ao número, mínimo ou máximo, de alunos participantes. Os foguetes deverão ser elaborados e lançados individualmente ou  em equipe. Após o dia 11 de maio, a escola deverá informar os nomes dos participantes e os alcances obtidos por seus foguetes. No final, todos, incluindo professores e diretores, recebem um certificado da OBA e os estudantes que alcançarem os melhores resultados receberão medalhas.

Os estudantes dos níveis 1 e 2 (do 1º ao 5º ano do ensino fundamental) terão de elaborar um foguete feito de um simples canudinho de refrigerante.  Já os alunos do nível 3 (do 6º ao 9º ano) vão fazer um foguete constituído de um simples tubindo de papel. Em ambos modelos se usará o princípio da impulsão para mover os foguetinhos.

Já os candidatos do ensino médio fazem uma atividade mais complexa: foguete de garrafa pet. Durante o trabalho, os participantes aprendem, na prática, a famosa Lei da Física da Ação e Reação, de Isaac Newton. Para isso, será usado um combustível feito a partir da mistura de vinagre com bicarbonato de sódio (fermento em pó). Além de elaborarem os foguetes, os estudantes terão que construir  a base de lançamento.  O site da OBA, no tópico “Downloads”, há todos os detalhes para a construção dos projetos, além de vídeos explicativos.

Ambas as avaliações serão relacionadas às distâncias percorridas, na horizontal, pelos foguetes entre a base de lançamento e o local de impacto. Os resultados deverão ser enviados junto com a prova da OBA, sendo que o trabalho com foguete de garrafa pet deve ser enviado com a descrição do projeto, forma de lançamento e, se possível, incluir fotos ou vídeos.

Os estudantes do ensino médio que se destacarem na MOFOG serão convidados para IV Jornada de Foguetes. Além de palestras com especialistas, nesse evento os participantes vão apresentar e lançar seus foguetes diante de uma comissão julgadora. Os vencedores receberão material didático e um troféu. Ainda serão distribuídas 70 bolsas de Iniciação Científica Júnior, com duração de um ano.

A VI Mostra de Foguetes conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e é organizada pelos seguintes membros: Pr. Dr. João Batista Garcia Canalle (UERJ), Pâmela Marjorie Correia Coelho (UERJ), Astronauta Marcos Pontes; Dr. Eugênio Reis Neto (MAST/MCT), Dr. José Bezerra Pessoa Filho (IAE), Dr. Danton José Fortes Villas Boas (IAE), Dr. José Guido Damilano (IAE) e Juliana Cilento da Silva (UERJ).

Mais informações:
VI Mostra de Foguetes
http://www.oba.org.br
Contato: coord.obfog@gmail.com

Foto tirada na Estação Espacial Internacional mostra Itália à noite

Uma foto tirada por integrantes da Estação Espacial Internacional, enquanto sobrevoavam pela região da Itália a 240 quilômetros de altitude, mostra a península itálica repleta de luzes acesas durante a noite. A imagem foi divulgada pela agência espacial norte-americana (NASA). Confira a imagem.

Na imagem é possível distinguir duas manchas mais claras, nas quais se concentram mais luzes. As manchas correspondem as duas cidades mais populosas da península: Roma e Nápoles. Nas regiões mais claras, logo acima, é possível identificar outras nações da região como Áustria e Suíça. As informações são do site G1.

Extraido de O POVO Online

Hubble revela novo tipo de exoplaneta

Observações realizadas pelo telescópio espacial Hubble mostraram um novo tipo de exoplaneta, um “mundo de água” circundado por uma atmosfera densa e fumegante. O planeta é menor que Urano e maior que a Terra. Uma grande parte de sua massa é composta de água.  O projeto MEarth descobriu o GJ 1214b em 2009. Essa “super Terra” tem cerca de 2.7 vezes o diâmetro da Terra e pesa sete vezes mais que nosso planeta. Ele orbita uma estrela anã vermelha a cada 38 horas a uma distância de 2 milhões de quilômetros, tendo uma temperatura estimada de 230 graus Celsius.

Esta é uma concepção artística do planeta GJ1214b. Trata-se de uma “super Terra” orbitando uma estrela anã vermelha situada a 40 anos-luz da Terra. Novas observações realizadas pelo telescópio espacial Hubble mostram que existe um mundo de água sob uma atmosfera densa. O GJ1214b representa um novo tipo de planeta, diferente de tudo que já foi visto em nosso sistema solar ou em quaisquer outros sistemas planetários até agora conhecidos. Crédito: NASA, ESA, e D. Aguilar (Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian)

Segundo as observações, trata-se de um planeta com muito mais água que rocha. Supostamente, as altas temperaturas e pressão do planeta seriam capazes de formar materiais exóticos como “gelo quente” ou “água superfluida”, substâncias que são completamente estranhas à nossa experiência cotidiana, segundo um dos investigadores do novo planeta. Os teóricos esperam que o GJ 1214b formou-se distante de sua estrela, onde água em forma de gelo era abundante e posteriormente migrou para o interior daquele sistema solar logo no início de sua formação. No processo, ele teria passado pela zona habitável da estrela, onde as temperaturas de superfície seriam similares às da Terra. Entretanto, não se sabe por quanto tempo ele permaneceu lá.

Extraído do sítio da NASA.

Lixo Espacial: restos de foguete Ariane caem sobre o Maranhão

Extraído do sítio Apollo 11
 

Moradores da cidade de Anapurus, no Maranhão, foram surpreendidos nesta manhã de quarta-feira pela queda de um grande fragmento de um foguete francês do tipo Ariane 44-L. De acordo com os populares, a queda do objeto foi seguida de um forte estrondo.

De acordo com cálculos de decaimento orbital feitos pelo Apolo11-Satview, o fragmento que caiu em Anapurus (28 km de Chapadinha e 275km de São Luís) era o tanque de pressurização de um foguete Ariane H10, objeto com identificação internacional 24770, lançado em 1997. Segundo as testemunhas, a queda ocorreu às 06h00 pelo horário local.

Moradores das cidades próximas ao local da queda ficaram bastante assustados com o evento, que rapidamente se espalhou entre a população. Na queda, diversas árvores ficaram destruídas.

Fotos: No topo, o morador Gilberto Ramos, de Mata Roma, um dos primeiros a chegar ao local e fotografar o objeto. Na sequência, moradores examinam o objeto. Crédito: Blog Interligado, Internauta Hélio Machado Queiroz e Gilberto Ramos.

Espaçonaves são coisa do passado: empresa quer construir elevador espacial até 2050

Extraído de UOL – Olhar Digital

Quem gosta de astronomia certamente deve acompanhar o destino dos humanos rumo ao espaço. Entre as notícias mais recentes, a que mais chama a atenção é sobre as viagens turísticas que serão realizadas pela Virgin Galactic, empresa do milionário Richard Branson, que vai colocar pessoas comuns em órbita entre 2012 e 2013.
Mas uma outra empresa parece ter planos ainda mais ambiciosos. A Obayashi Corp, uma companhia japonesa do ramo de infraestrutura responsável por projetos de engenharia bastante ousados, planeja construir um elevador com destino ao espaço onde os ocupantes vão levar pouco mais de sete dias para chegar à órbita terrestre, em um percurso de aproximadamente 36 mil quilômetros. As operações devem se iniciar daqui cerca de 40 anos, ou seja, em 2050.

Os engenheiros da empresa com sede em Tóquio esperam fazer avanços com o projeto “para que ele não seja simplesmente um sonho”, afirmou um funcionário da Obayashi Corp ao site The Daily Yomiuri.

Mas como isso pode se tornar realidade? De acordo com o Digital Trends, a empresa acredita que a construção do elevador será possível graças à descoberta dos nanotubos de carbono, em 1991, que são 20 vezes mais fortes que o aço. Dessa forma, os nanotubos seriam usados para produzir os cabos necessários que colocarão o elevador em órbita.

O plano, nesse caso, é enviar um cabo de 96 mil km até uma espécie de estação espacial contendo laboratórios e uma sala de estar, localizada a cerca de 36 mil km da Terra – distância que corresponde a um quarto da viagem daqui até a lua. O elevador teria a capacidade de levar até 30 passageiros em cada operação e seria alimentado por motores magnéticos acoplados aos nanotubos de carbono.O valores referentes ao negócio não foram anunciados, mas devem ser tão altos quanto a distância que será percorrida pelo elevador. Pessoas ligadas à Obayashi Corp dizem que a viabilidade do protótipo depende da cooperação de outras empresas de todo o mundo, incluindo a NASA.

Vídeo mostra como o sol seria visto da superfície de Plutão

por Redação Galileu
 
Superfície de Plutão é formada por camadas de metano congelado // Crédito: divulgação via dailymail.co

Um artista patrocinado por astrônomos europeus colheu dados do Observatório Astronômico Europeu do Sul (ESO) para compor o que seria um dia ensolarado em Plutão, planeta 40 vezes mais distante do Sol do que a Terra.

Graças à enorme distância, em Plutão o sol seria 1000 vezes menor do que é visto por nós. Sabe-se também que o planeta de um quinto do tamanho do nosso tem a superfície, de -220 ºC, coberta por manchas de metano congelado e é rodeado por uma atmosfera nebulosa também de gás metano.

O artista teve auxílio dos cientistas para estudar cuidadosamente o planeta antes de produzir, em computador, uma paisagem de Plutão. Depois de pronto, o vídeo acabou por deixar os astrônomos surpresos. “É fascinante pensar que somos capazes de medir e reproduzir com precisão os traços de um planeta distante e muito menor do que o nosso”, disse um dos diretores do Observatório, Hans-Ulrich Kaufl.

Confira o vídeo abaixo:

Suíços desenvolvem ‘caminhão de lixo’ espacial

O Centro Espacial Suíço está desenvolvendo uma espécie de caminhão de lixo espacial, projetado para agarrar detritos que estão na órbita terrestre e colocam em perigo as missões espaciais tripuladas.

Os mais de 500 mil pedaços de detrito espacial que a Nasa, a agência espacial americana, monitora na órbita da Terra causam muita dor de cabeça aos cientistas. Apenas 16 mil desses objetos têm mais de 10 centímetros de diâmetro, mas mesmo um parafuso representa grande perigo para satélites em operação e, principalmente, para veículos tripulados. Em janeiro, por exemplo, os astronautas da Estação Espacial Internacional precisaram fazer uma manobra para desviar de lixo espacial. Em junho de 2011, a tripulação chegou a se refugiar na cápsula de fuga porque pedaços de metal passaram perto da estação a velocidades que podem chegar a 28.000 quilômetros por hora.

O maior desafio do satélite faxineiro, batizado de CleanSpaceOne pela agência espacial suíça, será agarrar os objetos em altíssima velocidade. Ele vai precisar se concentrar em um alvo, entrar na rota de sua órbita e agir rápido na hora do impacto. Um movimento errado e o detrito pode destruir o satélite, espalhando mais lixo. Para realizar o serviço, os suíços desenvolveram garras flexíveis, inspiradas em tentáculos, e câmeras e sensores óticos para ajudar na hora do ‘bote’.

CleanSpaceOne prestes a agarrar o detrito espacial

Uma vez que o detrito é agarrado, o satélite terá que ser estabilizado, pois há o perigo de perda de controle após o impacto. Se esse problema for contornado, o CleanSpaceOne vai levar o lixo até uma órbita mais baixa, onde a gravidade pode atraí-lo para a Terra. Ao entrar na atmosfera, tanto o CleanSpaceOne quanto o satélite vão queimar em atrito com o ar a grandes velocidades.

A construção da sonda custará 11 milhões de dólares no total, segundo os pesquisadores suíços. A previsão é de que ela fique pronta entre 2015 e 2017. O primeiro alvo já foi definido: é o satélite desativado SwissCube, enviado ao espaço em 2009, na primeira missão espacial do país.

Se tiver sucesso, o programa pode render alguns milhões de dólares aos suíços, pois os países que investem na exploração espacial, como Estados Unidos, Rússia e China, estão ansiosos para diminuir os já enormes riscos que envolvem a atividade.

Extraído do sítio da Veja.

Here comes the Sun! Confira o episódio de hoje do ABC da Astronomia e saiba mais sobre nosso Sol!

Conhecer o Sol não é nada fácil. Olhar pra ele só com filtros especiais. Pousar nele, nem pensar! Mas uma coisa é importante lembrar: ele não é uma bola de fogo. A gente está chegando mais perto com sondas e já conhecemos bem mais da nossa maior fonte de energia. Clique na imagem abaixo e confira o episódio!

Para saber ainda mais, confira esse recurso do Banco Internacional de Objetos Educacionais. Ele lhe possibilitará saber mais sobre a composição do Sol, as características de cada uma de suas camadas e mais. Você sabia que a superfície do Sol tem 6.000 C de temperatura, enquanto que em sua corona (a “atmosfera” do Sol), as temperaturas chegam a 1.000.000 C?

Marte 500 poderá acontecer na Estação Espacial Internacional

A segunda experiência científica Marte 500 poderá acontecer na Estação Espacial Internacional. É o que divulgou o diretor do programa de voos tripulados da Agência Espacial Russa (ISS), a Roskosmos, Aleksei Krasnov. Em entrevista à Rádio Voz da Rússia de Moscou, ele declarou que a escolha da ISS como sede da experiência não é gratuita. “Como a Estação Espacial Internacional será desativada em 2020, nada mais justo do que aproveitarmos ao máximo as suas potencialidades. Desta forma, nós da Roskosmos estamos conversando com os parceiros internacionais da Rússia sobre o nosso projeto e podemos dizer que a receptividade tem sido a melhor possível.”

A oito anos de sua desativação total, a Estação Espacial Internacional será preparada para iniciativas mais ousadas como, por exemplo, a simulação de um voo interplanetário entre Terra e Marte.

A Estação Espacial Internacional será desativada em oito anos, mas antes poderá sediar a experiência Marte 500

Concluída em 4 de novembro de 2011, a primeira experiência Marte 500 teve início em 2010. Com o nome original em inglês de “Marte 520 dias”, a iniciativa foi realizada em contêineres instalados no Instituto de Problemas Médico-Biológicos da Academia de Ciências da Rússia. Nos contêineres, foram reproduzidas as condições de ida e volta de um voo tripulado ao planeta vermelho bem como as condições ambientais em que os tripulantes encontrariam em Marte.

Os 520 dias que deram nome à experiência referem-se ao lapso de tempo de duração da viagem de ida e volta Terra-Marte-Terra e ao período de permanência dos tripulantes no planeta vermelho, coletando material para análise científica em bases terrestres.

Durante todo este período de 520 dias, os seis voluntários permaneceram isolados de qualquer contato externo. Eles foram monitorados por cientistas, biólogos, astrônomos, astrofísicos, engenheiros e médicos de várias especialidades, inclusive psiquiatras, que analisaram o comportamento de seis homens submetidos a confinamento durante um ano e meio, num mesmo ambiente.

Aleksei Krasnov afirmou que, se a segunda experiência Marte 500 for de fato executada na Estação Espacial Internacional, ela será ainda mais séria e aprofundada. O pesquisador explica: “Temos discutido com os colegas, como reproduzir a experiência nas condições do voo cósmico na Estação Espacial. O objetivo principal é observar a autonomia do trabalho dos sistemas mecânico, vital e de alimentação. No espaço interplanetário, existe o fator mais nefasto do espaço cósmico aberto, a radiação galáctica. Certamente, este fator não existia na maquete da cosmonave, construída no Instituto de Problemas Médico-Biológicos da Academia de Ciências da Rússia. Da mesma maneira, não havia naquela primeira experiência a imponderabilidade científica. Na ISS, existe uma radiação fraca que exerce influência sobre o estado geral dos tripulantes. Portanto, o ambiente mais indicado para repetir e aprofundar o segundo projeto Marte 500 é justamente o da Estação Espacial Internacional.”

Extraído do sítio do “Diário da Rússia”, em 16.02.2012.


Confira esse recurso da Nasa, em que você pode aprender sobre a estrutura e funcionamento da Estação Espacial Internacional!


O recurso apresenta a possibilidade de que você assista vídeos que falam sobre a rotina dos astronautas na Estação, por exemplo explicando como eles comem, dormem e se exercitam. Além disso, é possível aprender sobre cada parte componente da Estação. Se você quiser embarcar em um tour pelos diferentes módulos da Estação, esse recurso também lhe permite tal passeio. Por fim, há materiais em pdf para que você possa ampliar seus conhecimentos. Confira: http://www.nasa.gov/externalflash/ISSRG/

Saiba como são criadas as belas e coloridas imagens de planetas, nebulosas e galáxias

Extraído do sítio do Instituto Ciência Hoje
 

Não se decepcione com esta notícia, mas a verdade é que as imagens de planetas, estrelas, nebulosas e galáxias captadas pelos mais potentes telescópios óticos do mundo são originalmente cinzentas.

Acredite se quiser, as coloridas fotos astronômicas são a junção de três ou mais fotos em tons de cinza tiradas com diferentes filtros de luz e tratadas em programas de edição de imagem. (foto: ESO)

As belas e psicodélicas cores que vemos em fotos estampadas em jornais, revistas, livros e sites são construídas e tratadas em programas de edição de imagem.

Calma, isso não significa que é tudo invenção. O processo de coloração não é aleatório. As imagens capturadas por telescópios óticos são mais complexas do que as que tiramos com nossas câmeras fotográficas. Os telescópios não têm filme colorido ou um sensor CCD que capte as cores básicas da luz de uma só vez.

Para trazer ao público uma foto parecida com o que veríamos, é necessário fazer a combinação de pelo menos três imagens

Eles possuem detectores eletrônicos com filtros que captam apenas uma faixa de luz em cada detecção, geralmente em comprimentos de onda não visíveis a olho nu, como o infravermelho e o ultravioleta. O resultado são imagens em tons de cinza que representam a intensidade de cada comprimento de onda, muito diferentes das belas imagens que estamos acostumados a ver nas notícias sobre astronomia.

Para trazer ao público uma foto que seja parecida com o que veríamos se pudéssemos olhar para as mais distantes regiões do espaço, é necessário fazer a combinação de pelo menos três imagens, em tons de cinza, tiradas com diferentes filtros e em diferentes exposições.

O infográfico mostra como as imagens astronômicas são construídas. Nesse caso, as cores da foto final, da Nebulosa da Águia, são representativas. O azul indica a luz do hidrogênio; o preto, do oxigênio; e o vermelho, do enxofre. (infográfico: Sofia Moutinho|fotos: Hubble/Nasa)

Cada uma das três imagens deve ser obtida com uso de um filtro especial, que capta apenas a luminosidade nas cores visíveis por nós – por exemplo, o azul, o vermelho e o verde, que formam as imagens de computador no padrão conhecido como RGB.

Essas fotos são transformadas em jpg e, em seguida, coloridas de acordo com a cor em que foram captadas. Depois disso, elas são sobrepostas por meio de um programa de edição de imagem, dando origem a uma bela foto colorida.

“As imagens coloridas de divulgação são geradas de forma cega, mas são muito próximas da realidade, pois todo o processo é científico”, afirma o astrônomo Marcos Diaz, da Universidade de São Paulo (USP). “O pesquisador por trás disso calibra bem os coeficientes atribuídos a cada pixel para que a cor seja verossímil.”

Cores falsas

Mas a maioria das imagens astronômicas não tem como proposta a fidelidade de cores. Segundo Diaz, as fotos usadas em trabalhos científicos geralmente são usadas em tons de cinza mesmo.

“Para a ciência não interessa tanto a beleza da foto”, diz. “Precisamos olhar para uma imagem e ver os dados contidos no que está além do que o olho pode enxergar.”

Na imagem acima, é possível ver a diferença entre a foto da Nebulosa de Helix na luz visível (dir.) e a mesma formação em infravermelho (esq.). (fotos: J. Emerson/ Vista/ ESO)

Ainda assim, algumas imagens de pesquisas são coloridas. Nesses casos, as cores são usadas como ferramentas de estudo para visualizar detalhes e padrões que podem passar despercebidos no preto e branco. Uma determinada cor pode ser escolhida para representar algum elemento químico ou para identificar regiões que emitem mais intensamente um comprimento de onda, como o infravermelho e o ultravioleta.

“Algumas imagens nos dão informações muito ricas, como a temperatura e a densidade de uma nuvem de gás próxima de uma estrela,” explica Diaz. “Além de muito bonitas, as fotos astronômicas são carregadas de informação.” Confira no vídeo abaixo a criação da imagem da galáxia NCG 3982

A mais antiga supernova já registrada

Essa imagem combina dados de quatro telescópios espaciais que produziram uma imagem combinando diversos comprimentos de onda do que resta da supernova RCW 86, a mais antiga já documentada. Os astrônomos chineses observaram o evento em 185 D.C., documentando uma misteriosa “estrela hóspede” que havia permanecido no céu por oito meses.

Imagens de raio X do Observatório Chandra da NASA e do Observatório XMN-Newton da Agência Espacial Europeia foram combinadas para formar as cores azul e verde nessa imagem. Dados de infravermelho oriundos do Telescópio Espacial Spitzer da NASA e do Telescópio WISE, mostrados em amarelo e vermelho, revelam poeira sendo irradiada a uma temperatura de centenas de graus abaixo de zero, mornas em comparação a poeira normal em nossa galáxia.

Crédido da Imagem: Raio X: NASA/CXC/SAO & ESA; Infravermelho: NASA/JPL-Caltech/B. Williams (NCSU)

Por meio do estudo de dados de infravermelho e raios X, os astrônomos foram capazes de determinar que a causa da explosão foi um tipo de supernova Ia, em que uma anã branca que era estável, ou seja, uma estrela morta, foi empurrada para além de seu nível de estabilidade quando uma estrela companheira injetou material nela.

A RCW 86 está a aproximadamente 8 mil anos-luz de distância. Com cerca de 85 anos-luz em diâmetro, ela ocupa uma região no céu na constelação do Sul de Circinus que é ligeiramente maior que a lua cheia. Essa imagem foi compilada em outubro de 2011. Para saber mais sobre supernovas, confira: https://educacaoespacial.files.wordpress.com/2010/10/supernova11.pdf

Extraído do sítio da NASA.


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