Sonda IBEX obtém primeiras imagens do clima espacial como ele acontece


O campo magnético da Terra é como um enorme manto que envolve o planeta e nos protege contra a radiação nociva do Sol. Caso nosso planeta não contasse com essa proteção, a vida na Terra tal como a conhecemos não existiria. Esse campo seria esférico se não fosse a ação dos plasmas oriundos do vento solar, que o comprimem fazendo com que ele fique achatado no lado voltado para o Sol e alongado no lado oposto, como se fosse um gigantesco cometa. No interior da cauda magnética há uma cortina de plasma, onde coisas estranhas acontecem. Linhas de campo magnético se separam e se unem novamente, gerando explosões que liberam energia.

Eventos de clima espacial, tais como vento solar, flares solares, ejeções de material coronal causam auroras (em especial nos polos sul e norte da Terra) e, quando muito fortes são capazes de emitir radiação capaz de causas avarias a satélites de telecomunicações e navegação (por exemplo), blecautes, colocar em risco a vida de astronautas em atividade extraveicular, dentre outros estragos.

Uma sonda da NASA chamada Explorador Interestelar Fronteira -IBEX, conseguiu uma proeza. Até hoje, ninguém havia conseguido fotografar os fascinantes processos envolvendo mantos de plasma no interior da magnetosfera terrestre. Segundo Jim Slavin, pesquisador de magnetosfera e diretor da Divisão de Física Solar do Centro de Voo Espacial NASA Goddard, “a cauda do campo magnético da Terra e suas partículas carregadas são invisíveis a câmeras convencionais que detectam luz”, e complementa “eventos nessa região foram inferidos com base em outros tipos de medições.”

Agora, câmeras especiais a bordo do IBEX, obtiveram as primeiras imagens desse complexo ambiente espacial. Ao invés de luz, aquelas duas câmeras detectam átomos energeticamente neutros. Esses átomos se movem muito rápido e são formados quando átomos nas regiões mais distantes da atmosfera terreste colidem com partículas carregadas e são enviadas em alta velocidade em uma nova direção. Essa técnida, denominada imageamento de átomos eletricamente neutros produz imagens sem precedentes desse manto de plasmas.

Na imagem abaixo, obtida pela sonda IBEX, as linhas brancas mostram um modelo de onde se espera que as linhas de campo magnético estejam na atmosfera terrestre. O vermelho brilhante mostra a parte mais intensa desse manto de plasmas.


“Essa imagem por si só é marcante (…) pois é a primeira vez que obtivemos imagens dessas importantes regiões da magnetosfera”, afirma o Dr. David McComas, principal investigador da missão IBEX, e vice-presidente assistente da Divisão de Ciências Espaciais e Engenharia do Instituto de Pesquisa Sudoeste em San Antonio, no Texas. Os resultados aparecem no Jornal de Pesquisa Geofísica, de 16 de fevereiro de 2011.

Enquanto não está especificamente designado para observar a magnetosfera terrestre, o ponto de vantagem IBEX no espaço oferece duas vezes por ano (primavera e outono) oportunidade para visualizar a parte externa da magnetosfera. Desde outubro de 2008, a missão científica IBEX floresceu em várias outras pesquisas. Além de apoiar a ciência magnetosférica, a nave espacial também coletou diretamente hidrogênio e oxigênio do meio interestelar pela primeira vez e produziu as primeiras imagens de átomos eletricamente carregados nas fronteiras do campo eletromagnético que circunda a Terra, chamada heliosfera.

A missão IBEX foi concebida para estudar a natureza das interações entre o vento solar e o espaço interestelar, nas fronteiras de nosso Sistema Solar. Em outras palavras, a interação entre o sistema solar e a nossa galáxia. Abaixo, uma imagem da sonda. A IBEX é a última de uma série de naves espaciais da NASA de baixo custo, rapidamente desenvolvidas e de pequeno porte.

Veja esse vídeo (em inglês), que aborda em maiores detalhes o que a sonda IBEX investiga.

Informação extraída do site da NASA

 

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