Homem pisar em Marte em 20 anos é prioridade dos EUA, diz Nasa


Notícia extraída do sítio UOL
Charles Bolden, chefe da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), anunciou que a prioridade do programa de exploração da Agência é levar astronautas a Marte em 2030. “Um voo tripulado a Marte é, agora, o destino final da humanidade em nosso Sistema Solar e a prioridade da Nasa”, disse Bolden na abertura da Cúpula H2M (“Humans to Mars”), conferência dedicada à conquista de Marte que ocorre em Washington, nos Estados Unidos.

Os Estados Unidos mantêm seu compromisso de enviar astronautas a Marte em 2030 e todo o programa de exploração da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) se dirige a este objetivo, disse o chefe da Agência, Charles Bolden.

“Um voo tripulado a Marte é, agora, o destino final da humanidade em nosso Sistema Solar e a prioridade da Nasa”, disse na abertura de uma conferência em Washington dedicada à conquista do planeta vermelho. “Todo o nosso programa de exploração espacial está alinhado para apoiar este objetivo.”

O presidente americano, Barack Obama, enviou recentemente ao Congresso um orçamento de US$ 17,7 bilhões para a Nasa em 2014, menor que no ano anterior.

Mas apesar das restrições orçamentárias atuais, o governo de Obama “segue comprometido com uma estratégia coordenada e uma exploração dinâmica de Marte para que os Estados Unidos sigam desempenhando um papel dominante na exploração do planeta vermelho”, insistiu Bolden.

Agências anunciam as futuras missões espaciais

Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, destinou cerca de US$ 17 bilhões (mais de R$ 33 bilhões) do Orçamento do país em 2014 para a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) administrar. A Agência deve gastar aproximadamente US$ 100 milhões (cerca de R$ 200 milhões) no próximo ano para começar a construir uma nave-robô que rebocará um asteroide para a Lua até 2025 (foto). Se os cientistas conseguirem colocar o asteroide em órbita estável ao redor do satélite, eles vão criar postos permanentes no espaço que vão ajudar as longas viagens de missões espaciais – a Nasa planeja enviar astronautas para Marte em 2030. Além disso, a captura do asteroide ajudará na atividade de mineração espacial e nas pesquisas para desviar objetos em rota de colisão com a Terra.

A pesquisa na Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês), onde seis astronautas vivem cerca de seis meses, já tem como foco a preparação de missões de longa duração a um asteroide e ao planeta Marte, através do estudo dos efeitos da microgravidade no corpo humano e da realização de testes em tecnologias necessárias para estas viagens, disse.

Dois astronautas, um americano e um russo, devem passar um ano na plataforma orbital em 2015, o que corresponderia à duração de uma missão a Marte. A Nasa planeja enviar astronautas em 2025 a um pequeno asteroide, a fim de colocá-lo em órbita ao redor da Lua.

Esta missão permitirá “o desenvolvimento de tecnologias e capacidades exigidas para as missões tripuladas a Marte”, disse Bolden, citando melhores sistemas de sobrevivência e propulsão.

“A Nasa não tem atualmente a capacidade tecnológica para enviar seres humanos a Marte, mas acredito que estamos no caminho que nos levará lá na década de 2030″, afirmou o chefe da Nasa, negando-se a comentar projetos privados que têm por objetivo ir ao planeta vermelho muito antes.

Nave russa se acopla à ISS apesar de falha na antena


Notícia extraída do sítio UOL

Imagens do mês (abril/2013)

A nave russa Progress é lançada ao espaço por um foguete Soyuz a partir do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, nesta quarta-feira (24). Sua antena de navegação não se abriu, mesmo depois de quatro horas de voo, segundo agências de notícias russas. No entanto, fonte do Centro de Controle de Voos russo afirma que a falha não deverá afetar o acoplamento na Estação Espacial Internacional, previsto para a próxima sexta-feira (26). A nave russa leva 2,5 toneladas de carga para a plataforma orbital  Roscosmos

A nave de carga russa Progress se acoplou com sucesso nesta sexta-feira (21) na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), apesar da falha técnica registrada dois dias antes da operação, anunciou o Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia e a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana).

“Há uma conexão entre a ISS e a Progress”, anunciou um comentarista da Nasa que transmitiu a operação ao vivo em seu site.

A antena do sistema de aproximação automática não pôde ser acionada, apesar de repetidas tentativas, o que levantou preocupações.

A operação, que ocorreu em regime automático, durou quase 10 minutos, um pouco mais do que o habitual, e foi concluída às 12h34 GMT (9h34, no horário de Brasília).

A nave, que transporta 2,5 toneladas de equipamentos e suprimentos para a tripulação da estação, foi lançada na última quarta-feira (24) do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, por um foguete Soyuz.

Assista ao vídeo em: http://tvuol.tv/bmc7Nl

Avião e Vênus em conjunção com o Sol


Imagem extraída do sítio NASA

avião e vênus na frente do sol

A imagem – tratada com um filtro que diminui a magnitude luminosa aparente dos corpos – nos apresenta um momento de rara felicidade, onde um distante avião faz seu trajeto entre as lentes da NASA e o Sol. O pequeno círculo escuro na parte superior é Vênus, que, para um observador na Terra, esteve em fase nova na ocasião.

O método dos trânsitos é um dos métodos que existem para a detecção de exoplanetas. Quando um planeta passa entre uma estrela e nós, os observadores, diz-se que esse planeta está em trânsito, como Vênus nesta foto. Contudo, é um pouco diferente em se tratando de exoplanetas. Apesar de não ser possível capturar fotos com uma resolução suficientemente grande que permita a diferenciação de um pequeno círculo escuro na imagem da estrela, os telescópios podem identificar pequenas quedas de luminosidade devidas à pequena parcela da estrela que o planeta em trânsito oculta. Atualmente, a precisão de nossos instrumentos de medida apenas nos permite a detecção de exoplanetas gigantes, através deste método.

Ano-luz


Uma excelente maneira de visualizar distâncias  em anos-luz, é assistindo ao vídeo acima.

Nasa mostra plano ousado para mudar órbita de asteroide


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A Nasa criou um plano ousado para capturar um asteroide e colocá-lo na órbita da lua. Tudo para que astronautas possam estudar o astro bem de perto.

Clicando no foto, você poderá acessar ao filme que detalha o plano.

 

Conjunção Solar fará Nasa suspender comunicações com Marte


texto extraído do sítio apolo11

Nos próximos dias, as comunicações com Marte ficarão extremamente prejudicadas devido à posição do Sol e para evitar maiores problemas a Nasa decidiu suspender o envio de qualquer comando às naves que estão na órbita do Planeta Vermelho.

Mars Odissey com Sol ao fundo

Visto da Terra, Marte está do lado oposto do Sol, visualmente quase colado a ele. Essa conjunção acontece a cada 26 meses, quando as posições orbitais fazem os dois ficarem 180 separados, tendo o Sol ao centro.

Da mesma forma que as ondas luminosas, as ondas de rádio também se propagam em linha reta, o que significa que o Sol está quase que no meio do caminho da linha de visada das antenas que fazem a comunicação entre os dois planetas, aumentando tremendamente a quantidade de ruído na conexão de dados com as naves que ali estão.

“Esta é a nossa sexta conjunção. Temos muita experiência com isso, mas cada uma tem características próprias, o que as torna diferentes.”, disse Chris Potts, diretor da missão espacial Odissey junto ao Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, JPL.

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As transmissões da Terra aos satélites permanecerão suspensas até que a separação angular entre Marte e o Sol seja maior que 2 graus (um espaço de quatro luas cheias), permitindo que o pequeno ângulo de abertura das antenas consiga fazê-las enxergar uma a outra sem a interferência solar.

Segundo a Nasa, entre 9 de abril e 26 de abril as comunicações ficarão suspensas. Nesse período, os orbitadores continuarão a realizar suas tarefas científicas, mas de forma reduzida. Eles também continuarão a receber e armazenar os dados enviados pelos robôs e serão transmitidos à Terra assim que as operações forem reiniciadas.

Estima-se que durante esse tempo serão armazenados cerca de 40 gigabits de dados produzidos pelo orbitador MRO, que também deverá salvar os 12 gigabits produzidos pelo Curiosity. Os dados serão enviados à Terra a partir do dia 1 de maio.

A única comunicação que os engenheiros do JPL terão do Curiosity será na forma de bips, que serão enviados diariamente informando as condições básicas dos sistemas de bordo. Os bips serão transmitidos diretamente pelo jipe e também retransmitidos pelo orbitador Odissey, em taxa de transferência extremamente baixa para diminuir os erros produzidos pela interferência solar.

Importante: Não olhe na direção do Sol para tentar ver o planeta Marte, pois poderá causa cegueira permanente.

Universo é mais velho que se pensava.


Fonte Sítio Folha 

O Universo é um pouco mais velho do que se imaginava e a sua expansão após o Big Bang ocorreu de forma mais lenta do que se pensava, revelam os dados mais recentes do satélite Planck, da Agência Espacial Europeia. 

A revisão de números corrigiu a idade do cosmo de 13,7 bilhões para 13,8 bilhões de anos, e sua taxa de crescimento foi reduzida em 3%. Além disso, a energia escura, a forma predominante de tudo o que há no Cosmo, é menos abundante do que se imaginava (veja quadro acima). 

O Planck, lançado em 2009, investiga o Universo primordial mapeando flutuações de temperatura que enxerga em diferentes direções no céu. Para isso, capta a radiação cósmica de fundo: a luz emitida pelo Universo apenas 370 mil anos após o Big Bang, mas que ainda permeia o espaço, viajando na forma de micro-ondas. 

Apesar de as correções feitas pelas medições do Planck serem pequenas, elas são importantes, afirmaram ontem cientistas em entrevista coletiva em Washington (a missão é europeia, mas tem forte participação da Nasa). Os físicos dizem que o aumento da certeza sobre esses números permitirá a construção de equipamentos mais precisos para investigar os enigmas da cosmologia. 

Entre eles estão a energia escura, cuja natureza ainda é desconhecida, e a matéria escura, que exerce gravidade mas não interage com a luz. 

“Uma das coisas que o Planck faz bem é determinar parâmetros que precisam ser conhecidos pelos experimentos que tentam explicar como a energia escura e a matéria escura modificam a história de expansão do Universo”, disse Martin White, da Universidade da Califórnia em Berkeley, um dos físicos que analisaram os dados. 

“Durante anos, os criadores desses experimentos esperaram o Planck para pegar carona no aumento de precisão que ele providenciou.” 

Minúcias à parte, os dados que o satélite coletou se encaixam bem nas previsões das principais teorias da cosmologia. Os dados confirmam o evento que os cosmólogos batizaram de “inflação”: um período de expansão acelerada logo após o Big Bang. Acredita-se que seja ele o responsável por o Universo não ser hoje uma mera nuvem homogênea de matéria, sem galáxias ou planetas. 

O novo mapa mostra que a matéria parece estar distribuída aleatoriamente, mas não totalmente a esmo, e sugere que as teorias que tentam explicar a inflação de maneira mais complicada devem ser abandonadas em favor de um modelo mais simples. 

Apesar de o panorama revelado pelo Planck ser o de um Universo majoritariamente homogêneo, algumas anomalias têm despertado o interesse dos cientistas. 

Uma delas é uma região grande do Cosmo que é mais fria do que outras, representada por uma mancha azul na parte direita do mapa. Outro problema é que uma das metades do mapa concentra mais áreas quentes do que a outra, uma assimetria não prevista pelas teorias. 

“Essas coisas já eram conhecidas, mas eram um pouco controversas”, afirmou o astrofísico Krzysztof Gorski, do JPL, em referência aos dados do satélite WMAP, que mapeou a radiação cósmica de fundo antes do Planck, mas com menor precisão. 

Esse desvios, porém, não invalidam os modelos cosmológicos reinantes, dizem os físicos. Teorias mais precisas precisam ser elaboradas e testadas no futuro para explicar as anomalias.

Resquícios da radiação do Big Bang divulgados em mapa


Notícia extraída do sítio ciência hoje

Planck permite mapa da radiação cósmica de fundo mais completo e detalhado (Imagem: ESA/Planck)
Planck permite mapa da radiação cósmica de fundo mais completo e detalhado (Imagem: ESA/Planck)

A Agência Espacial Europeia divulgou hoje o mais completo e detalhado mapa da radiação cósmica de fundo – os resquícios da radiação do Big Bang –, revelando algumas características que desafiam a forma actual de compreensão do Universo.

A imagem é baseada nos primeiros 15.5 meses de dados do Planck e é a primeira imagem do céu completo da luz mais antiga do nosso Universo, impressa no céu quando este tinha apenas 380 mil anos.

Nessa altura, o Universo jovem era uma densa sopa de protões, electrões e fotões em interacção, a uma temperatura de 2700ºC. Quando os protões e os electrões se juntaram para formar átomos de hidrogénio, a luz foi libertada. À medida que o universo se foi expandindo, esta luz foi-se esticando até ao comprimento de onda das micro-ondas, equivalente a uma temperatura de apenas 2,7 graus acima do zero absoluto.

Esta radiação cósmica de fundo – CMB na sigla em inglês – mostra pequenas flutuações na temperatura que correspondem a regiões de ligeiras diferenças de densidade, em tempos primitivos, representando as sementes de todas as futuras estruturas: as estrelas e galáxias de hoje.

De acordo com o modelo padrão da cosmologia, as flutuações surgiram imediatamente depois do Big Bang e foram-se espalhando para largas escalas cosmológicas durante um breve período de aceleração da expansão conhecido como inflação.

O Planck foi desenhado para mapear estas flutuações em todo o céu, com maior resolução e sensibilidade do que alguma vez tinha sido feito. Analisando a natureza e a distribuição das sementes é possível determinar a composição e a evolução do Universo, desde o nascimento até ao presente. A informação retirada do novo mapa fornece uma confirmação do modelo padrão de cosmologia, com uma precisão sem precedentes, estabelecendo um novo padrão para os conteúdos do Universo.

As anomalias segundo o Planck (Imagem: ESA/Planck )
As anomalias segundo o Planck (Imagem: ESA/Planck )

Nova física

A precisão do mapa do Planck é tão elevada, que também tornou possível revelar algumas características peculiares inexplicadas que podem exigir nova física para ser entendida.

“A extraordinária qualidade das imagens do Planck sobre o Universo muito jovem permite-nos descascar as suas camadas até às suas fundações, revelando que a nossa impressão do cosmos está longe de estar completa. Estas descobertas tornaram-se possíveis graças à tecnologia única desenvolvida para este propósito pela indústria europeia”, segundo Jean-Jacques Dordain, director Geral da ESA.

George Efstathiou da Universidade de Cambridge, no Reino Unido acrescentou ainda que “desde a divulgação da primeira imagem do céu completo do Planck em 2010, temos vindo a analisar com cuidado todas as emissões de primeiro plano que estão entre nós e a primeira luz do Universo, revelando a radiação cósmica de fundo com o maior detalhe de sempre”.

Uma das descobertas mais surpreendentes é a de que as flutuações na temperatura da CMB em grandes escalas angulares não coincidem com o previsto pelo modelo padrão – os seus sinais não são tão fortes como o esperado a partir das estruturas em pequena escala reveladas pelo Planck. A outra é uma assimetria na temperatura média em hemisférios opostos do céu. Isto contraria a previsão feita pelo modelo padrão de que o Universo deveria ser similar em qualquer direcção para onde olhássemos. Além disso, há uma mancha fria que se estende numa parte do céu e que é muito maior do que se esperava. 

Uma forma de explicar as anomalias é propor que o Universo de facto não é o mesmo em todas as direcções numa escala maior do que aquela que conseguimos observar. Neste cenário, os raios de luz do CMB podem ter feito um caminho mais complicado do que o previsto, resultando nos padrões irregulares observados hoje.

Estudo conclui que fim dos dinossauros ‘foi causado por cometa’


A cratera Chicxulub foi criada por um objeto menor do que o que se imaginava anteriormente
A rocha espacial que atingiu a Terra há 65 milhões de anos e é tida como causadora da extinção dos dinossauros foi, provavelmente, um cometa, concluiu um estudo divulgado por cientistas americanos.

Segundo a pesquisa, a cratera Chicxulub, no México – que tem 180 quilômetros de diâmetro – foi criada por um objeto menor do que o que se imaginava anteriormente.

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Estudo publicado em fevereiro na Science confirmava que o impacto de um astro foi o responsável pela extinção dos dinossauros, o que ocorreu há 66 milhões de anos

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Choque com cometa pode ter dado origem à vida na Terra,
Muitos cientistas consideram que um asteroide grande e relativamente lento teria sido o responsável.

Os detalhes do estudo, feito por uma equipe do Darthmouth College, universidade de New Hampshire (nordeste dos Estados Unidos), foram divulgados na 44ª Conferência de Ciência Lunar e Planetária, realizada no Texas, no sul do país.

“O objetivo maior do nosso projeto é caracterizar melhor o que causou o impacto que produziu a cratera na península de Yucatán [no México]“, disse Jason Moore, do Dartmouth College, à BBC News.

No entanto, outros pesquisadores ainda são cautelosos a respeito dos resultados da pesquisa.

Química extraterrestre

A colisão da rocha espacial com a Terra criou em todo o planeta uma camada de sedimentos com o elemento químico irídio em concentrações muito mais altas do que o que ocorre naturalmente.

No entanto, a equipe de pesquisadores sugere que os índices de irídio citados atualmente estão incorretos. Usando uma comparação com outro elemento extraterrestre depositado no impacto – o ósmio – eles conseguiram deduzir que a colisão depositou menos resíduos do que o que se acreditava.

Os valores recalculados de irídio sugerem que um corpo celeste menor atingiu a Terra. Na segunda parte do trabalho, os pesquisadores tentaram relacionar o novo valor com as propriedades físicas conhecidas da cratera de Chicxulub.

Para que essa rocha espacial menor tenha produzido uma cratera de 180 quilômetros de largura, ela deve ter viajado relativamente rápido.

A equipe calculou que um cometa de longo período se ajustava à descrição muito melhor do que outros possíveis candidatos.

“Seria preciso um asteroide de cerca de 5 quilômetros de diâmetro para trazer tanto irídio e ósmio. Mas um asteroide desse tamanho não produziria uma cratera de 200 quilômetros de diâmetro”, disse Moore.

“Como conseguimos algo que tenha energia suficiente para gerar uma cratera daquele tamanho, mas tenha muito menos material rochoso? Isso nos leva aos cometas.”

Cometas de longo período são corpos celestes de poeira, rocha e gelo que têm órbitas excêntricas ao redor do Sol. Eles podem levar centenas, milhares e em alguns casos até milhões de anos para completar uma órbita.

O evento que causou a extinção há 65 milhões de anos é associado, hoje em dia, à cratera no México. O acontecimento teria matado cerca de 70% das espécies na Terra em um curto período de tempo, especialmente os dinossauros.

A enorme colisão teria gerado incêndios, terremotos e imensos tsunamis. O gás e a poeira lançados na atmosfera teriam contribuído para a queda das temperaturas globais por muitos anos.

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Imagens e notícias sobre o espaço (2013)96 fotos 77 / 96
Fevereiro – Cientistas identificaram ao menos dez asteroides raros que ganharam uma “cauda” de poeira e, possivelmente, gás – fenômeno observado apenas nos cometas – durante meses. Com o telescópio Gran Canarias, na Espanha, os pesquisadores observaram o asteroide P/2012 F5 (ilustração acima) e descobriram, após determinar sua trajetória, que um evento ocorrido em julho de 2011 pode explicar seu rastro: as partículas são resultado de uma colisão com outro asteroide ou de uma ruptura causada pela rápida rotação do objeto Sinc
Perda de massa

Gareth Collins, que pesquisa impactos que produzem crateras na universidade Imperial College London, na região de Londres, no Reino Unido, disse que a pesquisa da equipe do Dartmouth College é “provocadora”.

VOCÊ VIU?

Asteroide 2012 DA 14 passou perto da Terra em 15 de fevereiro

Meteoro explodiu na Rússia e deixou mais de mil feridos

No entanto, ele disse à BBC que não acha “possível determinar precisamente o tamanho do corpo que causou o impacto apenas com a geoquímica”.

“A geoquímica diz – com bastante precisão – somente a massa do material meteorítico que está distribuída globalmente, não a massa total do causador do impacto. Para estimar isso, é preciso saber que fração do corpo celeste estava distribuída na hora do impacto, que não foi ejetada para o espaço nem caiu perto da cratera.”

“Os autores [da pesquisa] sugerem que 75% da massa do causador do impacto estava distribuída globalmente, então chegaram a um corpo relativamente pequeno, mas, na verdade, essa fração pode ser menor do que 20%.”

A teoria deixaria a porta aberta para a hipótese de que um asteroide maior e mais lento, que teria perdido massa antes do impacto com o solo, tenha sido o causador da extinção.

Os pesquisadores americanos aceitam a hipótese, mas citam estudos recentes que sugerem que a perda de massa do corpo celeste no impacto de Chicxulub esteve entre 11% e 25%.

Nos últimos anos, diversos corpos celestes surpreenderam os astrônomos, servindo como lembrança de que nossa vizinhança cósmica continua atribulada.

No dia 15 de fevereiro de 2013, o DA14, um asteroide com volume equivalente ao de uma piscina olímpica, passou de raspão pela Terra a uma distância de somente 27,7 mil quilômetros. Ele só havia sido descoberto no ano anterior.

No mesmo dia, uma rocha espacial de 17 metros explodiu nas montanhas Urais, da Rússia, com uma energia equivalente a cerca de 440 quilotoneladas de TNT. Cerca de mil pessoas ficaram feridas quando o choque do impacto explodiu janelas e sacudiu edifícios.

Cerca de 95% dos objetos próximos da Terra com mais de um quilômetro de diâmetro já foram descobertos. No entanto, somente 10% dos 13 a 20 mil asteroides acima de 140 metros de diâmetro estão sendo monitorados.

“Bola de fogo” cruza o céu dos EUA; Nasa fala em meteoro


Texto extraído do sítio UOL

  • 'Bola de fogo' corta o céu de Seaford, no Estado americano do Delaware, em imagem captada pela câmera de segurança de um estacionamento. Segundo especialista da Nasa, o objeto pode ser um meteoro

    ‘Bola de fogo’ corta o céu de Seaford, no Estado americano do Delaware, em imagem captada pela câmera de segurança de um estacionamento. Segundo especialista da Nasa, o objeto pode ser um meteoro

Uma “bola de fogo” cruzou o céu da costa leste dos Estados Unidos na noite desta sexta-feira (22). Segundo veículos de mídia americanos, trata-se de um meteoro. 

Uma reportagem da rede “CBS DC” afirma que o meteoro foi visto nos Estados do Delaware e de Nova Jersey, por volta das 19h53 (hora local).

ENTENDA A DIFERENÇA

Asteroide Objeto rochoso, relativamente pequeno e inativo, que orbita o nosso Sol
Meteoroide Sobras de asteroides ou cometas que orbitam o nosso Sol
Meteoro Fenômeno que ocorre ao longo da atmosfera da Terra e deixa um rastro de luz no céu
Meteorito Quando um meteoroide ou um asteroide resistem à passagem pela atmosfera terrestre e atingem o solo do nosso planeta, ele é classificado como um meteorito
Cometa Objeto de gelo relativamente pequeno, mas muitas vezes ativo, que tem cauda de gás e poeira
  • Fonte: Othon Winter, professor e pesquisador de trajetórias espaciais da Unesp (Universidade Estadual Paulista), e Nasa (Agência Espacial Norte-Americana)

A câmera de segurança de um estacionamento em Seaford, no Delaware, registrou imagens do momento exato em que a “bola de fogo” cruza o céu da cidade.

Vale lembrar que a Terra é atingida por meteoros a todo momento, como explicaram especialistas.

De acordo com o especialista Bill Cook, chefe do escritório de Meio Ambiente da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), o fenômeno “parece ser um evento único de meteoro”. 

Baseado nas imagens do vídeo, o especialista diz ainda que a bola de fogo parece “se movimentar para o sudeste” do país.

O meteorologista Dan Satterfield , ouvido pela rede de TV “WBOC”, também falou em meteoro e disse, citando testemunhas, que ele se partiu em três pedaços e se dissipou rapidamente no espaço. 

Baseado nesses relatos, o especialista adiantou que “ao que parece, ele não chegou a atingir o chão”. Outras testemunhas relataram à “CBS DC” terem ouvido um estampido.

Em fevereiro, um meteoro que passou sobre a região russa de Tcheliabinsk, nos montes Urais, deixou mais de mil pessoas feridas.

A partir de então, o tema não tem mais saído dos noticiários, e os astrônomos vêm pedindo métodos mais eficazes de detecção dos astros que podem se chocar com a Terra.

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